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01/03/2009

Em Frente!



O b’MCNS foi criado e desenvolvido em torno da causa “Canas”, visando exultar a nossa história concelhia e reafirmar a nossa ambição municipal, único garante, na nossa opinião, de um futuro mais justo e auspicioso. O seu formato de arquivo privilegiou sempre artigos que pela sua natureza dignificassem a identidade canense, quer recolhendo documentação alusiva ao nosso património histórico e cultural, quer mantendo vivos os princípios que sustentam a razão da luta pela emancipação política e administrativa de Canas de Senhorim e do seu termo.

Concluído o processo de transferência de “postagens” do blog para o Portal Canas Online (naquele que provavelmente será o maior arquivo da alma canense), e após um ano de intenso e árduo trabalho liderado pelo nosso administrador em exercício Portuga Suave com a colaboração do Tmwk, do Farpas e do Tix (trabalho que muito nos orgulha), passa a não fazer sentido a sobreposição de postagens. Daí procedermos à substituição do blogue por uma revista digital interactiva que manterá o ideal que esteve na génese do blogue: a restauração do Concelho de Canas de Senhorim.

Num mundo globalizado, em que os fenómenos digitais crescem a uma velocidade vertiginosa, pretendemos com a nova Revista Electrónica colocar um pouco de Canas no Ciberespaço. Trata-se de um novo e arrojado projecto, já em desenvolvimento, para todos os que gostam de Canas, em especial para os que perseguem o ideal Restauracionista, e sobre o qual divulgaremos pormenores oportunamente.

Resta-nos agradecer o trabalho feito e a atenção demonstrada a todos os colaboradores, comentadores e leitores, em especial à diáspora canense (da Suíça ao Brasil passando por Timor) que nos acompanha há quase 4 anos e que já tem uma presença forte no Portal Canas Online – Município de Cannas de Senhorym. Lembramos a todos, principalmente à “diáspora”, que é, num verso da nossa vaidade primordial, saído do coração de Maria Natália Miranda “Onde Irás Dormir Um Dia”, que encontramos a razão para lutar pelo ninho que nos viu nascer.


Com os melhores cumprimentos

Os administradores em exercício

19/02/2009

Macaquear por aí ....

A(s) Facada(s)

A propósito do Carnaval...
por PortugaSuave

A tentativa de ensombrar o nosso Carnaval, levada a cabo pela Câmara Municipal de Nelas, desde que em 1977 se prestou a incentivar e apoiar uma cópia do Carnaval de Canas de Senhorim, é sobejamente conhecida dos canenses e já não nos suscita qualquer comentário, senão o de registar as mentes perturbadas dos fomentadores de tal recriação. Porém, julgo importante recordar e esclarecer as circunstâncias que levaram à criação da macaquice do carnaval de Nelas. A ancestralidade do carnaval de Canas de Senhorim perde-se no tempo e na memória. Segundo reza a história, há 300 anos que se vem realizando regularmente, constituindo, pela sua tradição e genuinidade, caso ímpar no panorama nacional. Das suas características peculiares, mantidas até aos dias de hoje, realço a sua originalidade, assente na saudável rivalidade entre os principais bairros da terra (Paço e Rossio) e a diversidade de costumes que animam, não só os quatro dias de folia, mas também os que os antecedem. O facto de nunca ter cedido a influências brasileiras confere-lhe um cunho tipicamente popular, bem patente no ritmo das marchas dos corsos e nas Bandas de Música que as interpretam.

Foram estas particularidades, aliadas à dedicação com que as gentes de Canas se entregam à sua festa de eleição, que colocaram Canas de Senhorim no roteiro de milhares de visitantes e foliões que anualmente nos procuram para desfrutar e participar no nosso carnaval. Uma festa do povo para o povo, gratuita e espontânea, como refere António João Pais Miranda na publicação Canas de Senhorim – História e Património.Ora, perante tal evidência, o mínimo que seria de esperar dos responsáveis camarários (Câmara Municipal de Nelas) era que apoiassem e difundissem este evento, assumindo-o como património cultural da região, elegendo-o como ex-líbris do calendário festivo do município e promovendo-o eficazmente.Mas não. Muito pelo contrário. O que a Câmara Municipal de Nelas fez no ido ano de 1977, foi incentivar a recriação na sede do município (Nelas) de um carnaval artificial, tirado a papel químico do nosso. Simularam uma rivalidade ficcionada entre dois bairros postiços e saíram ao embuste, sem pejo nem dignidade.Ocorre-me aqui a leviandade de imaginar o que seria se a Câmara do Carregal, inspirada pelo plágio da sua congénere nelense, importasse a vetusta e tradicional Dança dos Cus de Cabanas de Viriato para o Carregal do Sal. Impossível! Pertencesse Cabanas ao concelho de Nelas e asseguro-vos que o “bate cu” há já muito tempo seria parte do folclore “genuinamente nelense”.

Este fenómeno de decalque reflecte a inconsistência histórica e cultural da vila de Nelas. Constituída sede do concelho e criada administrativamente do nada, sem história nem memória, por força de Decreto em 9/12/1852, reuniu no seu seio as vilas de Canas de Senhorim, Senhorim e Santar. Estas vilas possuíam uma identidade própria que assentava no seu vasto património histórico e era consolidada pelos costumes e tradições seculares que os seus povos legaram à modernidade. Essa herança chegou aos nossos tempos através da arquitectura, da gastronomia, das lendas e crenças e de outros rituais, entre os quais o carnaval de Canas. O que aconteceu com Nelas é que não houve legado nem herança que sustentasse o estatuto entretanto adquirido. No que refere ao carnaval a tradição nelense resumia-se ao bailes de carnaval e às moribundas “Contradanças” que, convenientemente, são referidas como origem(?) do actual carnaval de Nelas (ver Boletim Informativo n.º 7 da Câmara Municipal de Nelas, de Fevereiro de 2005). Na ausência de tradições assinaláveis e a coberto de líderes despeitados e sem escrúpulos copiou-se o que havia para copiar e aviltou-se assim o património alheio na confecção de um carnaval por receita. Roubo premeditado e plágio consumado.

Mas de macacadas está o carnaval cheio e, mesmo assim, por mais que macaqueiem, não há dinheiro que compre o entusiasmo, a vibração, a alma e a devoção com que os canenses se entregam ao seu carnaval. Somos herdeiros de uma tradição genuína que representa uma das expressões mais autênticas do carnaval popular português, e isso vem cá de dentro, é inimitável. O resto são contradanças…
Viva o Paço. Viva o Rossio. Viva o Carnaval de Canas de Senhorim.

Fotos do Carnaval de 2002 por Farpas

01/02/2009

A melhor foto da BC 2005-2008

Eis a escolha dos visitantes do b'MCNS da melhor foto da blogosfera canense 2005-2008.

foto efeneto



foto Tito Mouraz



foto Norberto Peixoto

Fotos seleccionadas para "A melhor foto da BC 2005-2008"



RESULTADOS

Foto BC #1 - 27 votos (29%)
Foto BC #2 - 2 votos (2%)
Foto BC #3 - 7 votos (7%)
Foto BC #4 - 3 votos (3%)
Foto BC #5 - 2 votos (2%)
Foto BC #6 - 4 votos (4%)
Foto BC #7 - 4 votos (4%)
Foto BC #8 - 11 votos (11%)
Foto BC #9 - 2 votos (2%)
Foto BC #10 - 4 votos (4%)
Foto BC #11 - 21 votos (22%)
Foto BC #12 - 6 votos (6%)

18/01/2009

A blogosfera canense em 2008

O ano de 2008 depurou a blogosfera canense (BC). Após um entusiasmo inicial (entre 2005 e 2007 a BC chegou a contar com cerca de vinte e seis blogues em simultâneo) alguns projectos esmoreceram e outros extinguiram-se. Sendo muitos deles de carácter pessoal outra coisa não seria de esperar. Criar um blogue é fácil mas alimentá-lo exige dedicação e persistência, nem sempre ao alcance de um único colaborador. Podemos também associar este fenómeno a uma espécie de moda, findo o “alvoroço” sobreviveram aqueles que por este ou aquele motivo ganharam solidez e espaço de referência.


Um desses espaços é indubitavelmente o b’MCNS, que ao longo dos últimos três anos pautou o seu trajecto de forma sóbria e discreta, ainda que recentemente tenha assumido algum protagonismo. Para isso contribui certamente a inactividade do Canas&Senhorins, mas tal não invalida o reconhecimento do excelente trabalho dos colaboradores do b’MCNS.


Igualmente dignos de referência continuam a ser o “Ai o Camandro” do Farpas (blogger por demais identificado), com uma projecção que ultrapassa as fronteiras cá da terra, o Efeneto, dinamizador incansável na gestão de vários blogues (MSport, EscolinhasGDR, IniciadosGDR, InfantisGDR, Grito do Poeta, Urgeiriça em Peso, b’MCNS e outros) e o “Desacreditado” do Tomahock, excelente no design e em franca ascensão.


Por outro lado, lamenta-se a “apatia” do “ACR da Póvoa”, um projecto que merecia ser revitalizado, do “Mulherio”, que parece estar em “banho maria” e do “Voando sobre um ninho de cucos” do Cingab, em tempos blogger muito activo, autor da célebre frase “há vida para além dos blogues”, à qual, pelos vistos, decidiu dar cumprimento.


Por fim assinala-se com agrado a criação do blogue e do "site" do Sport Vale de Madeiros e Benfica, já se justificava colmatar esta lacuna. Entramos então em 2009 com 19 blogues activos, um registo ainda assim assinalável para a dimensão da nossa vila.


Aproveito igualmente para evidenciar o papel dos blogues (e dos bloggers) na sociedade canense, afinal alguns foram (e são) particularmente enérgicos e opinativos no que concerne à vida social e política da vila, e em muitas circunstâncias substituem-se à clássica imprensa, noticiando, divulgando e até “fazendo notícia”. Parece indiscutível que a sua existência é saudável, pese embora o amadorismo e um ou outro equívoco. Claro que existe sempre o risco da “inconveniência”, da crítica gratuita, da insinuação, do comentário irreflectido ou mesmo leviano, mas, em última análise os canenses saberão distinguir o trigo do joio e filtrar o que realmente vale a pena.


Deixo um apontamento estatístico de 2008 sobre o comportamento dos blogues activos de Canas em 31/12/2008 que disponibilizam contadores. Continuação de boas “postagens” em 2009.




Evolução

    Indicadores

    2006

    2007

    2008

    Nº de blogues activos

    20

    25

    19

    Nº de páginas visitadas

    134 652 a)

    301 237

    304 095

    Nº de artigos

    2134

    3152

    2169

    a) N.º de visitas

    12/01/2009

    Sport Vale de Madeiros e Benfica


    http://svmbfutebol.blogspot.com/

    Desde Agosto de 2008 o Sport Vale de Madeiros e Benfica conta com dois espaços na Net, o blogue do SVMB em http://svmbfutebol.blogspot.com/ e o site oficial do clube em http://svmbclube.com.sapo.pt. Administrados e desenvolvidos por Daniel Monteiro preenchem uma lacuna que já se fazia sentir no espaço “internáutico”. Os pergaminhos do clube estão certamente bem entregues e a simpática localidade de Vale de Madeiros de parabéns. Felicidades para os projectos.

    28/12/2008

    Editorial

    O blogue MCdS foi concebido para reforçar o nosso ideal municipalista, congregando a boa vontade de todos os intervenientes no sentido de enaltecer e dignificar a nossa terra. Foi este o compromisso assumido aquando da sua criação.
    Aproxima-se o ano de eleições e com isso acentua-se o debate político, nem sempre da forma mais adequada para o blogue e para os intervenientes. Em defesa dos colaboradores e comentadores do MCdS, e para preservarmos a nossa própria capacidade de intervenção, é necessário garantir que este espaço seja credível, para quem nos lê, para quem nele escreve e para quem nos visita. Afinal um blogue é um espaço público e este, em particular, tem o nosso nome estampado no rosto.
    Assim, a título excepcional, de maneira a não desvirtuar a intenção que nos move, todos os comentários passarão a ter aprovação prévia.
    Apelo à compreensão por esta decisão. Foi tomada considerando os superiores interesses deste projecto que já conta com três anos e ao qual desejamos acrescentar mais alguns de forma responsável e sensata.
    Continuação de Boas Festas.

    20/12/2008

    O PCP apoia a restauração do Município de Canas II



    O PCP compromete-se sempre com a defesa dos interesses do povo, seja ela por via da restauração de um município ou por via da despromoção de outro. Para o PCP, os compromissos são claros e muitas vezes custam-lhe votos, porque não alinha na cantiga de querer agradar a todos. Infelizmente, os Partidos que preferem a mentira, assim agradando a gregos e troianos, têm sempre visto recompensado o seu estilo demagógico e mentiroso. Independentemente dos votos que isso nos tire, tenho orgulho em fazer parte de um partido que não faz parte desse jogo. Os compromissos do PCP para a região, não sou eu que os assumo ou deixo de assumir, estão há muito definidos colectivamente pela organização regional de viseu do PCP, nomeadamente através da resolução política aprovada na assembleia dessa organização.



    Um abraço a todos e boas festas.
    Comentário de Pedras Contra Canhões em
    "O PCP apoia a restauração do Município de Canas"

    24/08/2008

    Não Calarão As Pedras



    Caminheiros do Túmulo

    por Portuga Suave


    9H30. Fim de Agosto. Temperatura máxima prevista 36º. Objectivo: Caminhada que nos levaria à Orca das Pramelas, via Urgeiriça com regresso pelo Casal.Concentrámo-nos a caminho da Urgeiriça. Pensos rápidos para proteger os calcanhares, mais habituados ao doce conforto do pedal da embraiagem e do acelerador que ao percurso pedestre que decidimos de véspera levar a cabo.
    Chapéus eram oito, menos um do que os elementos deste grupo incursionista, pois o sol não atemorizou o nosso guia, rapaz voluntarioso mas de poucos recursos de orientação, batedor de outras matas que não estas, como mais tarde se deu conta. Cinco adultos e quatro crianças que, como sabemos, nestas andanças dão o dobro do trabalho e da preocupação, como mais tarde também se haveria de verificar. Água em abundância, o único peso permitido.
    Lá fomos com repreensões à esquerda e à direita a cada pincho dos putos enquanto caminhávamos pela estrada da Urgeiriça. Relaxámos quando entramos na mata. A frescura aromática oferecida pelos eucaliptos e pelos pinheiros seculares promoveram de imediato inspirações de bem-estar e comentários irónicos sobre os malefícios daquele ar puro aos fumadores presentes.
    Confiantes no instinto de batedor do nosso guia deixámo-nos conduzir mata dentro fora do carreiro, pico aqui pico ali, ai, ui, que não viemos preparados para atravessar tojo e o calor desaconselhou vestimenta mais defensiva. Mas não foi suplício assinalável, pois em menos de 50 metros da estrada, sem hesitações nem sinalizações, o nosso guia levou-nos ao primeiro túmulo.
    Esculpido na pedra maciça e talhado na forma poupada de um corpo humano, remetia para tempos remotos mas de nada nos serviram especulações sobre a época e os costumes, pois a sepultura no seu silêncio granítico nada confirmou. Das duas uma: Ou um túmulo com esta simplicidade, sem qualquer inscrição, não é susceptível de grande interesse arqueológico ou, caso contrário, se efectivamente foi possível datá-lo e relacioná-lo historicamente, carece de tratamento patrimonial e de alguma referência informativa local, à semelhança do que foi feito e muito bem no caso da sepultura da Orca das Pramelas.
    Foi com estas considerações que abandonámos o local no encalço de outros dois túmulos idênticos que, segundo o nosso dedicado guia, se encontravam perto. Esforçou-se o nosso batedor. Norte, Sul, Este, Oeste, num raio de 1000 metros, mas túmulos nem vê-los. Tumular fiquei eu quando no meio destes desachados perdi um dos meus putos que, na ânsia de encontrar o desencontrado se pirou mata dentro sem aviso nem consentimento. Raio do puto. Qual André qual quê! Depois de muito chamarmos, de muitos palavrões e vitupérios, lá apareceu de dentro da mata, cabisbaixo, sem túmulo nem cor, conformado com a palmada que se adivinhava na minha expressão. Poupei-o com a reprimenda histérica de pai aliviado «à tarde não vais à piscina, sigamos p’ra Orca das Pramelas».11h30.
    Sepultura da Orca das Pramelas. Bem conservada e devidamente identificada com placa informativa por iniciativa da Junta de Freguesia de Canas de Senhorim. Uma certa religiosidade envolvia o sepulcro pré-histórico! Indução psicológica por certo. Pausa para apreciar e desidratar. Aqui sim, o monumento apresentava uma construção peculiar já de todos conhecida e devidamente documentada. As pedras teimavam em contar-nos histórias perdidas no tempo e cerimoniais remotos. Que divindades teriam sido invocadas? O Sol, a mãe Terra? Algum sacrifício para recomendar o defunto? Que gentes teriam chorado sob estas pedras, quem teria ido a enterrar (emparedar?) neste local há 6000 anos atrás? Dada a dimensão da câmara alguém importante com certeza ou talvez uma família, um casal. Como seria o aspecto do túmulo completo? Que raio! Porque não falam as pedras.
    Ultrapassadas estas reflexões e aliviados da carga da mochila pelas bocas ávidas de água, que o percurso e o sol secaram, contornámos o Paçal e rumámos ao Casal. Colhemos amoras, umas belas uvas (que nos perdoe o dono) e deslumbrámo-nos com a vista da serra na sua dimensão e plenitude. O nosso guia, contrafeito por não encontrar os túmulos resmungava inconformado, «ainda na semana passada cá estive… mas não é fácil, até o Peixoto teve dificuldades em dar com eles», e ia-se redimindo debitando informação complementar, «ali debaixo daquele lago estão umas ruínas romanas» e apontava uma represa que provavelmente servia de bebedouro aos animais da Quinta do Brasileiro ou da Machamba ou lá como é, ou então «esta zona está repleta de romanóides» indicando com a ponta do sapato a orla do caminho onde alguns fragmentos toscos de barro vermelho cozido se desalinham humildes perante a indiferença de quem passa. Ali mesmo, à entrada do Casal. Romanóides, resquícios do Império ali no Casal, à mão de semear? Pelo sim pelo não devia ter trazido um.
    Descemos a Rua do Casal que perdeu muito da sua génese pitoresca com aquela camada de alcatrão urbano. Ali adequava-se o velho e característico macdame, mas estamos em Canas, onde estes aspectos e outros que aqui não cabem são objectivamente desprezados pelos irresponsáveis conhecidos. Aliás, que raio de política ou preocupação patrimonial tem este município imberbe para com esta terra quase tão antiga como a portugalidade? Que valores culturais perfilharia o vereador do pelouro da cultura que permitiu esta e outras enormidades? «Botem para lá alcatrão para ver se eles se calam». E nós vamos calando, pois antes assim que umas jantes novas por semestre. Do mal, o menos. Adiante. Ainda na Rua do Casal, do lado direito de quem desce, existe uma inscrição aparentemente antiga preservada numa pedra granítica que encima uma porta construída recentemente. Incompreensível aos nossos olhos despertou-me alguma curiosidade (se alguém souber diga-me sff o que conta aquela inscrição). Mais abaixo, a fachada da capela de S. Caetano remete-nos para 1694, reinava então D. Pedro II, O Pacífico.
    Chegámos ao Largo Abreu Madeira, enquadrado pelo magnífico solar que lhe dá o nome e pela Igreja Matriz. O largo, mais pobre agora, desde que lhe retiraram o fontanário e o levaram para o Carvalho (que o levaram para o Carvalho para não dizer outra coisa... lembrei-me agora! Será que era ali, no Carvalho, o seu local original? Mesmo que assim fosse preferia-o no largo, na certeza da minha infância. Paciência). Para compensar, agradável surpresa, coisa já pouco vista por essas vilas fora, a Igreja de S. Salvador acolhia estes caminhantes já exaustos de portas abertas. Abertas é como quem diz, encostadas para preservar a frescura e permitir o retiro espiritual de quem a procura para esse fim. Agradável meta para estes caminheiros de meia-tigela. Ali depositámos os corpos e a alma por breves minutos. Fosse por acção divina ou pela amplitude arquitectónica, desvaneceu-se o cansaço e retemperou-se o espírito. Caminhada cumprida com a satisfação de que nos esperavam uns filetes de Veja (peixe açoriano?) para saciar um apetite que há tempos não experimentava.
    Sugiro que façam este ou outros percursos a pé, pois só assim se alcança plenamente a beleza e a ancestralidade de Canas. Chega-nos através dos cheiros, das pedras milenares, da arquitectura senhorial, dos fantasmas industriais, do horizonte maciço da serra. Preenche-nos os poros de orgulho e relembra-nos as raízes da nossa origem, vagamente perdida no bulício do dia a dia. Também nos podem ocorrer memórias mais recentes - Viriatos emboscados nas malhas da República. Destas memórias e outras vindouras não calarão as pedras, assim não nos falte a firmeza, a determinação e o empenho na consolidação de um projecto digno para Canas de Senhorim.
    P.S.: Obrigado ao nosso guia, mesmo que dos quatro túmulos só tenha encontrado dois. Pior para ele pois ganhava ao túmulo.
    Sexta-feira, Setembro 08, 2006

    02/08/2008

    2 de Agosto de 1982

    Lembro-me que a canícula própria da época já era suficiente para classificar como quente o Verão de 1982. Porém nem o dia mais quente de todos os Verões quentes é comparável ao dia 2 de Agosto de 1982. Esse dia ficou eternizado na minha memória e a agitação que se verificou valeu bem a minha ausência no festival de Vilar de Mouros, acontecimento que à época e na minha idade era de presença obrigatória. Posso dizer que desde a corrida desenfreada pela Rua da Estação visando cortar a linha de comboio até ao “assalto” aos correios, passando pela participação em concertações mais ou menos clandestinas e distribuições lácteas aos passageiros bloqueados, estive em todos os palcos onde a acção se desenrolou. Admito que não participei activamente em intervenções que descambaram em escaramuça, como foi o caso dos correios, optando por me proteger da “carga” da GNR correndo para o pátio do Dr. Monteiro e daí, por entre atropelos e encontrões, para o interior da padaria, que acabou por acolher os menos afoitos. Por lá ficámos controlando o melhor que podíamos a adrenalina, entre sorrisos nervosos e exclamações buçais, rogando que a GNR não entrasse por ali adentro. Não entrou, felizmente.A curiosidade desprendeu-nos o medo e lá voltámos à confusão, vaiando a fraca força da GNR que marcava presença no local, provavelmente mais atemorizada que os próprios manifestantes alvo das suas represálias.O grito de indignação que se fez sentir naquele dia era corolário da perda consecutiva não só de direitos e regalias institucionais (CP e CTT), mas também da crescente angústia de um povo que via o futuro da sua terra comprometido, consequência do encerramento dos fornos eléctricos e do fim da exploração das Minas da Urgeiriça. A sensação de abandono e negligência a que Canas e a sua população eram votados despoletaram a revolta que agora se anunciava. Era este o espírito, ou o eco que me ficou da consciência da população que se manifestou temerária no dia 2 de Agosto de 1982.Hoje, passados 24 anos, subsistem as razões que nos levaram à intrepidez daquele dia. O hiato de tempo verificado, independentemente da vontade colectiva demonstrada, não trouxe nada de novo. Se, neste período, Canas sobreviveu aos desaires, às promessas e ao desencanto a que foi sujeita isso deve-se à firmeza de carácter, à grandeza de espírito das suas gentes e à razão e unidade que lhes assiste.2 de Agosto de 1982, de 2006 ou de 2030 tanto faz. O que importa é a vontade e a perseverança que esta data evoca e projecta no futuro como símbolo de um povo renitente e inconformado.
    Terça-feira, Agosto 01, 2006

    11/07/2008

    CanasCriativa


    Porque "Criativar" Canas passa por Todos


    Canas de Senhorim é uma vila em desenvolvimento, que pede por mudança, empenho e novas ideias por parte dos seus habitantes.

    Assim, pretendemos com este trabalho projectar ideias rentáveis e económicas para melhoria/evolução da vila.

    É necessário para isso estudarmos a nossa vila e conhecermos os ideais dos Canenses para conseguirmos com isso beneficiar ao máximo a nossa vila, com as nossas ideias…
    [...]
    Canas foi desde sempre uma grande área industrial de grande investimento, coisa que veio a ser perdida aos longos dos anos. Provocando aumento da taxa de imigração e falta de emprego. Assim, pensamos, que apostar no desenvolvimento poderia contribuir em muito para a evolução de Canas. Aumentaria a taxa de população visto a abertura de postos de trabalho.

    Seria também rentável para o aumento económico da Terra, o que ajudaria a que houvesse um maior investimento na mesma.

    Outro ponto de importante relevância é o Ensino, investir de forma a incentivar os jovens e a motivá-los para a criação de um futuro mais promissor. O que também poderia contribuir com o aumento de jovens na Terra e mesmo o contacto com mais pessoas de outras localidades.

    A Arte e a Cultura são pontos essências na formação de uma Pessoa, assim, achamos que este ponto é um ponto de importante exploração e investimento futuro! Porque uma sociedade Culta está mais facilmente apta a mudanças e a adoptar novas ideias.

    Por ultimo, mas não menos importante, achamos que a Saúde associada ao desporto é indispensável. Pensamos então que o incentivo à actividade física regular é muito importante bem como todo o controlo a nível de saúde. [...]

    CanasCriativa é um projecto académico da autoria de Carlota Ambrósio e Rita Camões.
    visite em http://canascriativa.blogs.sapo.pt/

    25/06/2008

    http://municipiocds.blogspot.com/ ¨¨ 3 Anos

    13/06/2008

    Canas está em Movimento

    07/06/2008

    Pessoas e Projectos

    A visita dos deputados da Assembleia da Republica:
    A. Almeida Henriques [PSD]
    Miguel Tiago [PCP]
    João Semedo [BE]

    Os projectos em execução e para executar,
    tudo no:
    Urgeiriça

    03/06/2008

    Blogosfera Canense - Estatísticas 1º trim. 2008








    O resultado da blogosfera canense (BC), no 1º trimestre de 2008, mostra uma subida significativa relativamente ao mesmo período do ano anterior. Ainda que em termos de produção (posts publicados) tenha sofrido uma quebra de 17% (- 188 posts), todos os outros indicadores registaram uma variação positiva.
    O quadro que se segue apresenta a variação entre o 1º trimestre de 2007 e igual período em 2008.



    Indicadores1º Trim.20071º Trim.2008DiferençaVariação
    Nº de blogues activos

    21

    25

    +4

    + 19%

    Nº de páginas visitadas

    79.272

    95.249

    +15.977

    + 20%

    Nº de artigos

    1.052

    864

    - 188

    - 17%

    Nº de comentários

    2.732

    3.648

    +916

    +33%


    Podemos concluir que no cômputo geral a BC apresentou neste período um balanço positivo na casa dos 13%.
    O blog MCdS congratula os blogues “Ai o Camandro”, “Blog do Carnaval”, “O Grito do Poeta” e o “Desacreditado” pelo excelente contributo nos resultados alcançados.
    Numa vertente pessoal, não podemos deixar de enaltecer o trabalho produzido pelo “Efeneto”, "Farpas", "Rui Fonte", "Tomahock" e "Helena", os quais contribuíram substancialmente para os valores apresentados.
    Parabéns a todos os que vão mantendo os seus blogs activos e renovados. Boas postagens.

    02/06/2008

    Por uma Ca(u)sa

    Se como eu fizerem a vossa ronda diária pelos blogs canenses, verão que o blog Beco Escuro tem um novo post. Apraz-me transcrever na integra esse post:




    Uma vez escuteiro, sempre escuteiro...
    Tenho acompanhado os posts (1 e 2) do Farpas e do Cingab (1) no Municipio.
    Lembro-me quando em 1997 fiz o CIP (Curso ???fundamental??? para quem vai enveredar pela chefia no movimento), lembro-me de ter chegado a casa depois da primeira sessão, cheio de genica para colocar em prática tudo o que tinha aprendido, tudo o que era necessário para pedagogicamente levar a cabo o objectivo a que o Escutismo se propõe. Lembro-me do brutal painel de caminhada feito nas Termas de Alcafache, um painel onde estaria "desenhado" todo o ano escutista e que ocupava uma parede inteira por entre desenhos, datas, frases, etc... Lembro-me de ter feito um também para os caminheiros do 604... uma folha de cartolina ...inteira... porque nunca se pode afixar nada no espaço da catequese, porque aquele espaço não era nosso... porque somos um movimento DA igreja, mas parece que não.
    Lembro-me de a tarefa daqueles adultos transformados em crianças durante 3 fins de semanas, era trazer coisas de casa para aprumar cada canto de patrulha. Ficaram bonitos, por entre almofadas velhas , quadros de nós, cavaletes, lenços.... Era uma boa ideia.... para quem tinha como pô-la em prática nos seus agrupamentos....
    E , sinceramente, não me quero lembrar de mais nada.
    Não me quero lembrar também de todos os jovens que querem viver o ideal de BP, um ideal em que acreditam e pelo qual regem, ou tentam reger, a sua vida. Não me quero lembrar de todos os menos jovens que muitas vezes, em prejuízo familiar e monetário tentam ajudá-los a atingir esse objectivo.
    É fácil criticar este grito de revolta, este baixar os braços, este pedido de ajuda...
    É fácil.... para quem nunca sentiu ou viveu a experiência de tentar fazer uma omeleta sem ovos. E de conseguir...
    É um dado assente que em Canas se pratica do melhor escutismo que pode haver. Conheço a realidade de muitos agrupamentos na região e até no país. Já vi sedes com guitarras penduradas nas paredes a apanhar pó, compradas pela paróquia só porque apeteceu aos meninos aprender a tocar, já vi sedes no meio da cidade do Porto, onde imagino que a especulação imobiliária esteja ao rubro, mas onde ninguém toca porque são propriedade dos escuteiros, já vi agrupamentos onde o escutismo praticado se resume a ir à missa fardado todas as semanas, a ostentarem autênticas mansões com a flor de liz pintada na fachada.
    O 604 não é melhor nem pior do que os outros agrupamentos existentes em Portugal, é um agrupamento chefiado por pessoas válidas. Nunca a expressão "poucos mas bons" teve tanta razão de existir. Mas custa, ou custou.... não, continua a custar, porque em breve o meu filho fará oficialmente parte daquela família. Custa porque eu ainda faço parte daquela família. Custa ver que ninguém, seja ele quem for, venha ele de onde vier, olha para os escuteiros como deve olhar, ao mesmo nível e não de cima para baixo.

    Cumprimentos

    Beco Escuro


    "Quando somos muitos a sonhar..."

    22/05/2008

    Visite

    [todo e qualquer "material"
    para este espaço é bem-vindo]

    02/05/2008

    ...às X horas no sítio Y


    Como já disse em outros posts moro em Canas de Senhorim, terra que me acolheu há 12 anos…Terra pequena plantada na Beira Alta perto da Serra da Estrela, fica a 25 Km de Viseu e a 70 Km de Coimbra, estamos no centro, zona bonita e terra bonita para visitar…Pacata , mas muito hospitaleira, as pessoas que cá moram têm muito orgulho desta terra e por existir esse orgulho é que sempre lutaram pelo desenvolvimento dela…Lutaram sempre sem apoios, apenas pelo amor à terra que os viu crescer e a muitos que os viu nascer
    Muita gente se lembra de ouvir falar da luta de Canas de Senhorim pela Restauração do seu Concelho… Concelho esse que já lhes pertenceu e que lhes foi retirado…Toda a luta foi feita apenas por uma razão: termos direito ao que todos os Portugueses têm…Aqui nem sempre se tem esse direito, foi-nos retirado tudo, estávamos prisioneiros, alguém mandava em nós e não nos dava asas para podermos fazer nada, todas as manifestações feitas (e foram muitas) foram a pensar no futuro desta terra, no seu desenvolvimento e no futuro dos nossos filhos…
    Talvez quem apenas tenha acompanhado toda esta luta pela comunicação social tenha ficado com uma ideia errada do propósito de cada manifestação, de cada sentimento de revolta que era demonstrado…Pois nunca houve ninguém da comunicação social que tivesse interesse em mostrar qual a razão, acredito que muitas pessoas não sabem, não imaginam …Mas era tudo muito complicado, vou só dar um exemplo que me veio agora à ideia, mas há muitos mais, o Jardim Escola que o meu filho frequentava tinha uma visita de estudo agendada e com confirmação do autocarro da câmara de Nelas, mas à última da hora (no dia antes do passeio) foi dito à direcção do Jardim Escola que não havia autocarro porque pura e simplesmente o autocarro ia levar pessoas de aldeias vizinhas a Lisboa para irem mostrar porque estavam contra o Concelho de Canas, ou seja, estas pessoas iam passear a Lisboa à nossa custa (se as nossas crianças mantiveram o passeio agradecemos ao município vizinho Carregal do Sal que disponibilizou o autocarro par tal). Isto é gozarem indecentemente com as pessoas desta terra, foi só um pequeno exemplo, tenho a dizer que todas as manifestações que as pessoas fizeram pagaram elas, tiraram dias de férias para poderem ir, foi do seu amor que todas as lutas saíram…
    Admirava e admiro toda esta gente unida por um só ideal (bastava alguém dizer temos que estar às x horas no sítio Y) e toda a gente estava, nas varandas e nas janelas viam-se penduradas bandeiras de Canas (tive na minha varanda a bandeira durante anos)…Postarei em próximos post fotografias desta terra e assim vão conhecer e sentir Canas de Senhorim…
    Publicada por Helena em

    http://osmomentosdehelena.blogspot.com/

    16/04/2008

    Post It


    26/01/2008

    Blogosfera canense


    Crónicas da Galinha Riça
    Carnavalite


    [...]
    Até a comunidade de Nelas, um lugarejo aqui perto, foi ligeiramente contagiada, não se sabe bem como nem porquê (há coisas que a ciência não explica). Porém os organismos inoculados tinham uma malformação congénita e a nova estirpe degenerou num fiasco, isto apesar do investimento na sua encubação e na manipulação in-vitro da cultura original. Claro que ficámos compadecidos com o fracasso, então andam os senhores vereadores mais a senhora presidente a brincar ao Carnaval todo o ano e depois na altura de colher os louros, nem corso, nem vestimentas nem foliões… uma preocupação!
    [...]