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17/02/2009

Paço vs Rossio

Bairro do Paço_Carnaval de Canas de Senhorim _1953

É interessantíssima a forma como os dois bairros rivais - Rossio e Paço - coe­xistem durante todo o ano de mãos dadas, para, em três dias do ano, inventar um interregno de três dias em que se arreganham os dentes um ao outro, pretendendo denotar uma rivalidade, que na verdade só neste período existe.
Esta cisão, surge logo nos primeiros dias do mês de Janeiro, altura em que ambas as facções começam a trabalhar no arranjo dos carros alegóricos. É uma luta sem tréguas, que ocupa no ires e dias, sábados e domingos, cada um dos bairros ten­tando imaginar e conseguir o melhor para os dias da festa grande. Como nota curiosa, está o facto de muitas vezes uma moça porventura residente no Paço, casar com um rapaz do Rossio. Chegada a época carnavalesca, cada um vai para o seu lado, trabalhando em segredo noites a fio, sem confidências que o leito conjugal poderia proporcionar, e perfeitamente conscientes da rivalidade sâ que nestes dias Impera. Eis que finalmente chegam os dias em que cada um dos bairros vai por à prova o seu esforço, o seu saber, a sua criatividade. Logo que o calendário anuncia o domingo gordo e até terça-feira de entrudo, as duas marchas saem à rua incorpo­rando centenas de foliões, desses milhares que anualmente visitam a vila, ávidos de participar em tão original folguedo.

Bairro do Rossio Carnaval de canas de Senhorim _1954

Nestes dias inesquecíveis, as marchas do Rossio e do Paço transformam as ruas, dando-lhes um colorido e alegria verdadeiramente singulares. Cada bairro tenta superiorizar-se ao seu rival, em imaginação, alegria, ineditismo, música. As piadas e os carros alegóricos são sempre ricos de originalidade, e após calcorrearem as prin­cipais ruas da vila exibindo o seu Carnaval as duas marchas rivais encontram-se frente a frente no Largo do Rossio. Este momento, que há muito é conhecido nas redondezas pelo "adeus" constitui o prato forte do Carnaval sendo indescritível o que se passa a seguir. Paço e Rossio desdobram-se em entusiasmo e vibração. Uma marcha tenta sobrepôr-se à outra. É o delírio... Velhos, rapazes, mulheres e rapari­gas jogam a sua última cartada. É uma alegria incontida e contangiante. Os forasteiros, mesmo que o não pretendessem sentem-se envolvidos na luta. E partici­pam. E vivem. E chegam a tomar partido. No ar ecoam bombas, estalinhos, bichas de rabear, esvoaçam papelinhos, desfraldam-se bandeiras... É o Carnaval de Canas de Senhorim. É o espectáculo do Povo e para o povo.
Na quarta feira de cinzas, já no rescaldo da festa rija tem lugar a célebre batatada. Esta consiste na confecção de um valente cozido, que inclui sempre, quer haja ou não fartura, o "fiel amigo", bem regadinho de azeite novo que é jantar de gala para todos.

António João Pais Miranda

in Canas de Senhorim _História e Património


Paço vs Rossio _ Uma Luta Eterna

Não Há Outro Assim!

( mas anda por aí uma cópia)

16/01/2009

No baú dos outros...

Poderá parecer chato mas não. Este espaço está a tornar-se um autêntico museu virtual. Um lugar onde mais tarde os jovens poderão vir pesquisar tudo o que se relaciona com Canas de Senhorim. Colegas meus andam a “rebuscar” nos respectivos baús. Eu não tenho baú. Nada melhor que “rebuscar” no dos outros. Com a cumplicidade de vários amigos dou mais uma achega para a história das “Megas” cá da terra. Desculpem a insistência mas o que poderá hoje nada valer, para os jovens conhecerem a terra que pisam poderá vir a ter muito valor.
Transcrição
Para os simpáticos directores e colaboradores da Mega, a minha simpatia, a minha disponibilidade, a minha amizade e o desejo de muitos êxitos.
Assinatura de: Maria Natália Miranda 15 – 02 - 88

Transcrição
Para os colaboradores da Mega Rádio, com um abraço de muita amizade e os votos calorosos de sucesso.
Assinatura de: Arlindo de Carvalho
Canas de Senhorim, 15 – 02 – 88


"Acta da Constituição da Cooperativa Mega Rádio - Cooperativa de Rádio e Animação Cultural, C.R.L, com sede em Canas de Senhorim, nos termos do Artigo 11º do Código Cooperativo (Decreto - Lei nº. 454/80, de 9 de Outubro, e Decreto Lei nº238/81, de 10 de Agosto, e Lei nº.1/83, de 10 de Janeiro).

No dia 25 de Outubro de 1986, às 21h30m, reuniram em Canas de Senhorim, Freguesia de Canas de Senhorim, Concelho de Nelas, as seguintes pessoas:
António Manuel dos Santos Brizida Rojão
Orlando Ernesto Constâncio Vieira
Helder José Gomes Ambrósio
António José Dias dos Santos
Júlio António Soares Fernandes
Jorge Paulo Loureiro Soares
Artur Jorge Cardoso da Silva
Paulo Jorge Rodrigues Dias
António João Pais Miranda
António Manuel Esteves Figueiredo
António José Andrade da Costa
Fernando Gomes Pinto
António Brandão Gonçalves
António Luís Sampaio de Abreu Madeira
José Carlos Araújo Morgado
Luís Pedro Domingos dos Santos Caetano

A pessoa identificada em primeiro lugar, depois de proceder à identificação de todos os presentes por conhecimento pessoal e pelos respectivos Bilhetes de Identidade, que exibiram, declarou aberta a sessão desta Assembleia para constituição de uma cooperativa, que se reúne dos termos do artigo 11º do Código Cooperativo. Seguidamente, foi proposto pela mesma pessoa, Sr. António Manuel dos Santos Brizida Rojão, que se elegesse uma mesa para dirigir os trabalhos da assembleia, tendo sido eleito o próprio Sr. António Manuel dos Santos Brizida Rojão, como Presidente da Assembleia, e, como Secretários da mesa, as pessoas identificadas sob os nºs 2 e 3, respectivamente Sr. Orlando Ernesto Constâncio Vieira e Sr. Helder José Gomes Ambrósio. Constituída a Mesa, o Presidente pôs à discussão a Constituição de uma Cooperativa para associar todos os presentes e outras pessoas que posteriormente a ela se queiram associar nos termos estatutários.
E foi seguidamente apresentada à Mesa pelo Sr. Fernando Gomes Pinto uma proposta de seguinte teor:
" Por todas as pessoas que constituem esta Assembleia é constituída uma Cooperativa nos seguintes termos:
A) A cooperativa denomina-se Mega Rádio - Cooperativa de Rádio e Animação Cultural, C.R.L., conforme consta do certificado emitido pelo Registo Nacional de Pessoas Colectivas em 5 de Outubro de 1986, e tem sede em Canas de Senhorim, freguesia de Canas de Senhorim, concelho de Nelas;
B) A Cooperativa pertence ao ramo de cultura a que se refere o artigo 4º do Código Cooperativo;
C) A Cooperativa tem por objecto a produção e realização da transmissão de programas radiofónicos e, através da produção e realização de exposições, espectáculos e conferências de carácter cultural, incentivar, defender e divulgar os interesses regionais;
D) Cada uma das pessoas presentes e que constituem esta Cooperativa realizam nesta data 3 títulos de capital no valor de 500$00 cada um, ficando assim nesta data realizado o capital de 24.000$00, sendo o capital mínimo da cooperativa de 50.000$00;
E) Para o primeiro mandato que se segue à constituição da Cooperativa são designados para os Corpos Sociais as seguintes pessoas, todas presentes nesta Assembleia:

Direcção:
Presidente - António Manuel dos Santos Brizida Rojão
Vice - Presidente - Luís Pedro Domingos dos Santos Caetano
Tesoureiro - Helder José Gomes Ambrósio
Secretário - Fernando Gomes Pinto
Primeiro vogal - António Manuel Esteves de Figueiredo

Conselho Fiscal:
Presidente - António Luís Sampaio Abreu Madeira
Secretário - António José Dias dos Santos
Relator - António José Andrade da Costa

Mesa da Assembleia - Geral:
Presidente - José Carlos de Araújo Morgado
Vice - Presidente - António João Pais Miranda
Secretário - Orlando Ernesto Constâncio Vieira

06/01/2009

Parabéns DESPORTIVO

[06-01-1934_06-01-2009]
Firme no PRESENTE, espreitando o PASSADO e olhando de frente o FUTURO

Os estatutos...


…constituição legal…

…projecto da primeira sede …


…escritura da compra do terreno do complexo desportivo…

…inauguração da pista de atletismo…

…as taças…


…medalhas de mérito…

…uma de muitas equipas...
CAMPEÃO.

Dia 30 de Janeiro apresentação do vídeo comemorativo.
~~*~~*~~*~~*~~*~~

[…] Espero gerir financeiramente o clube, tal como o fiz sempre que estive à frente do clube, com muito rigor financeiro, não gastando mais do que aquilo que realmente podemos gastar […]

Dia 9 de Janeiro a entrevista com o presidente Eduardo Adelino Mouraz

03/01/2009

Restituição do Concelho de Canas de Senhorim


Memórias da Luta

RESTITUIÇÃO DO NOSSO CONCELHO!



Tribuna de Canas_Canas de Senhorim_26 de Novembro de 1976_AnoII_nº23
_Preço Avulso 5 esc.
Director: César dos Santos Lopes_Director Adjunto:João Pinto da Rosa
_Chefe de Redacção:AMEF

PS. O Dr. Edgar Figueiredo num discurso "empolgante" no largo 2 de Agosto (nos anos 80) referiu: "Os Canenses não lutam pela Criação do Concelho de Canas mas sim pela sua Restauração".
Antes disso as referências à luta falavam em Restituição do Nosso Concelho o que remetia para a ideia de devolução de algo que (nos) foi "roubado".

02/01/2009

Canas 1940

Postais à venda no Ebay, Edições Café Rossio - O mais típico da Beira Alta:


E ainda podemos encontrar o Hotel Urgeiriça em 1910, em 1940, outra vista de 1940 e 1960

13/11/2008

O Concelho de Canas de Senhorim_1706[II]



Corografia Portugueza e descripçam Topografica do famoso Reyno de Portugal(...)
MDCCVI


O Concelho de Canas de Senhorim fica tres legoas de Vizeu para o sul, he da Coroa ; tem uma Igreja Paroquial de invocação do Salvador(...)
Corografia portugueza
e descripçam topografica do famoso reyno de Portugal...
[BN H.G. 1065 V.]

01/09/2008

Excursão á Serra da Estrela - "Impressões" por um Excursionista

Fica em baixo uma cópia integral do primeiro capítulo deste livro escrito por João Miranda de Azevedo e editado em 1916 pelas Oficinas da Ilustração Portugueza.

Nos confins da Beira Alta, quási a igual distância do Mondego e do Dão, encontra-se uma planura ligeiramente acidentada, sobre a qual assenta a antiga vila de Canas de Senhorim. Não é recente a sua fundação. Vestigios de variada espécia, postos a descoberto na parte Nordeste, tais como: alicerces de casas, sepulturas, tijolos, etc., provam uma relativa antiguidade. Mas deixemos a questão arqueológica, que daria margem a um capítulo aliaz interessante, assim como a genealogia.
Estendida na direção Norte Sul, e irregularmente distribuida, acumula as suas casas principalmente junto das estradas.
O escurecido granito beirão, exclusivamente empregado nas construções, imprimir-lhe-hia uma nota agreste e triste, se, a breve trecho não fosse desvanecida pelo alvejar de uma ou outra casa branca, pela verdejante ramaria do arvoredo pitorescamente disseminado nas circumvisinhanças e até no povoado.
Não é possível abranger numa vista geral toda a povoação. Apreciada de longe, apenas resalta á nossa atenção a torre da bela Igreja e um massiço de casas que, ocultando outras aqui e acola permite distinguir o cume dos edifícios mais altos e grandiosos. A visita interna proporcionará ao «touriste» ocasião de observar edifícios importantes, como o Solar Abreu Madeira e outros, um sumptuoso tempo, etc.; dum modo geral, a casaria apresenta uma feição higiénica e moderna, dado o regular pé direito das construções. Possui também digno de menção: Estação Telégrafo Postal, quatro Escolas Primárias belamente instaladas, Farmácia, um grande armazem de Vinhos, bons estabelecimentos comerciaes, casas de hóspedes, garage, alquilaria, etc.
Como prémio da sua privilegiada situação topográfica e não devido a influências políticas que, longe de serem aproveitadas teem sido desprezadas, goza esta antiga vila de óptimas estradas que se cruzam quási ao meio da povoação, ligando-a pelo Nascente com a vila de Nelas de cujo concelho faz parte, pelo Sul com as Calas da Felgueira, pelo Norte com Carvalhal e Vizeu e pelo Poente com a vila do Carregal e Santa Comba; goza além disso do incalculável beneficio da Estação do Caminho de Ferro da Beira Alta.
A índole activa e trabalhadora dos seus despretenciosos habitantes contribuíu eficazmente para a divisão da propriedade - que consídero um bem - para o desaparecimento de antigas casas fidalgas, e nos últimos tempos para a reedificação e construção de casas mais ou menos aparatosas que lhe imprimem um aspecto novo e muito agradável.
Tem uma população bastante grande - quatrocentos e tal fógos - e prevê-se num futuro próximo um regular movimento comercial. E' verdadeiramente produtiva a região.
Nos campos circumvisinhos poderá o visitante observar, além da beleza dos terrenos, uma consideravel fertilidade: Nos lugares baixos cultivam-se com grande proveito: cereais, legumes, fruteiras, etc., e na breve encosta a vinha, cujo produto constitue a principal riqueza da região, tanto pela qualidade como pela quantídade.
Calculam-se em 4:500 hectolitros as vendas anuais edectuadas nesta povoação. O pinheiro, formando a certa distância um vasto circuito, é a arvore predominante, deixando examinar por cima das suas cristas, a Sudeste a Serra da Estrela e a Noroeste o Caramulo.
Canas de Senhorim é a cabeça da freguezia do mesmo nome, que conta cinco povoações algumas quasi tão populosas como Canas. A mais pequena, a uma distancia de cinco quilómetros, é a das Caldas da Felgueira, estancia termal muito concorrida, onde o aquista encontrará, ao lado dum esplendido estabelecimento balnear, um dos melhores hoteis do paiz. Atravessam agora um período de grande desenvolvimento, prometendo nos anos próximos uma extraordinaria frequência, atendendo aos melhoramentos a realisar, que as colocarão ao lado das primeiras estancias do paiz.
A menos de um quilómetro de Canas, ficam as ricas minas de uránio da Urgeiriça, exploradas pela firma Henri Burnay & C.ª. E' digno de minuciosa visita o local, não só por ser aprazível, mas, porque a Companhia aí sustenta em constante actividade máquinas de extracção e trituração do minério, que brevemente tambem iluminarão e ventilarão as minas.
As Caldas da Felgueira e as Minas de Uránio dão á povoação um movimento novo, e constituem lugares dignos de serem visitados por as pessoas que atravessam a região da Beira Alta.

31/08/2008

Almirante Américo Tomás de passagem por Canas de Senhorim (1965)


28/08/2008

GENTE de CANAS


Licença de Caça de FRANCISCO dos SANTOS -LAPA do LOBO

26/08/2008

Memória comercial

Doc aonde é referenciada a SOCIEDADE DOS VINHOS DO DÃO (Instalações frente à estação da CP)

07/08/2008

Memória comercial




10/07/2008

Canas de Senhorim [1917]



31-12 1917

Canas de Senhorim-Portugal _ Vista Geral
Edição e Cliché de António da Costa Reis

20/06/2008

Quanto custa um bilhete de Comboio para "Cannas" ?


29/12/2007

Emigração Canense para o Brasil (Anos 20)





" Rogo a todas as autoridades a quem este passaporte for apresentado não ponham embaraço algum ao portador, antes lhe prestem todo o auxilio e favor de que ele possa necessitar para seguir a sua viagem"

09/08/2007

"Coisas" da Casa de Pessoal

fotos: efeneto
Memórias que o tempo não apaga

15/07/2007

Grupo da catequese, 1960


Os meninos

João Talaça, ?, Rosa Cavaquinho, Ferrador, Gonçalves da Belém, Eduardo,?


As meninas

?, Elisena do Frazina, Argentina , (?)Brandão, Celeste Tataia e Gracinda Sampaio

"Apadrinhadas", ao fundo, em segundo plano, pelo Eng.º Byrne, benemérito de Canas/Urgeiriça