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18/02/2009

…quando eu vejo o azul e o preto… IV

Da arquibancada
Do alto da última fileira
Fora de foco é que eu vejo melhor
Um campo de futebol nasce
Numa qualquer estrada.
As balizas florescem
De simples pedras da calçada.
É com lentes de distanciamento que observo o passado.
*****

Apresentamos os Campos de Futebol que de uma maneira ou outra pertenceram ao “Desportivo”


Campo das Fonsecas


O Campo das Fonsecas situa-se junto à Estrada Nacional nº 234 e é dotado de fracos recursos. A ele associadas estão várias carências, de toda a natureza e magnitude, nomeadamente a inexistência de balneários ou quaisquer infra-estruturas de apoio, sendo de destacar a irregularidade do piso de terra batida, sempre muito mal tratado e a exiguidade do recinto de jogo. À volta do terreno existe um declive natural que permite aos espectadores uma melhor visão do espectáculo desportivo que se estava a desenrolar.
Canas de Senhorim, 17 de Setembro de 2007
ANTÓNIO JOSÉ DA ROSA MENDES



Campo da Raposeira




Complexo Desportivo
Ver slide


Campo 2


Como é do conhecimento geral, e por força da aquisição dos terrenos da Raposeira por uma sociedade, o Desportivo viu-se na contingência de ter de abandonar o campo ali situado. A mesma sociedade prontificou-se a adquirir alguns terrenos, nas imediações do Complexo Desportivo, com vista à construção de um campo alternativo à Raposeira. Assim, e depois de decorridos alguns meses de negociações/conversações, finalmente tudo ficou clarificado. Desta forma foram já iniciados os trabalhos de terraplanagem do local onde será construído o novo campo, mesmo por detrás dos balneários que servem de apoio ao Complexo Desportivo.
Convenhamos que, apesar de alguns azedumes verificados ao longo das conversações – que se podem considerar normais nestas situações - não há dúvida de que o G.D.R. saiu beneficiado com tal “donativo”, vendo, desta forma, enriquecido o seu já vasto património.
Parabéns a quem ofereceu e a quem recebeu!
Jornal Canas de Senhorim - Edição Nº 79 de Junho de 2005

*****
“Desportivo” no Feminino


Quem é que nunca sonhou ser treinador duma equipa de mulheres??? entrar no balneário... e dizer "bom jogo Anabela", estar em pleno jogo e exclamar à boca cheia "corre Amélia... vai-te a ela" ... ou ainda, num conforto à atleta, dizer "aguenta Tila...".

Por duas vezes o “Desportivo” teve Futebol Feminino. Aqui se apresentam as equipas e respectivas atletas:

Época 83/84


Em cima da esquerda para a direita:
“Milú”; Cecília; Amélia; Fátima; “Tila” e Filomena
Em baixo pela mesma ordem:
“Belinha”; Anabela; “Zira”; Olinda e Luísa.


Época 93/94 (carece de confirmação)



Em cima da esquerda para a direita:
Zé Artur; Simão; Sofia; Teresa; Clara; Filipa; Zé Nelas; “Mokuna”; Loio e Victor
Em baixo pela mesma ordem:
Fátima; Elisabete; Patrícia; Sónia Isabel; Sónia Guedes; Patrícia e Anabela.


A “estória”


Um desafio para esquecer.


Começo por alertar que o facto que vou narrar não o parecendo é mesmo verídico.
Como sabem, no futebol aparece de tudo um pouco, normalmente este é uma festa e como em todas as festas futebolísticas uns gritam de alegria e outros de tristeza.
Perdoem-me mas não tenho bem presente o ano em que tudo se passou, no entanto o Desportivo foi disputar um jogo a Vila Nova de Paiva a contar para o campeonato distrital, tudo corria normalmente, a palestra do treinador estava dada, os equipamentos estavam prontos para serem envergados, todos os elementos da equipa estavam no balneário para os últimos preparativos.
Uma das equipas estava em falta, era a equipa de arbitragem.
Alguém bate à porta do nosso balneário e pede para entrar. Entrou um senhor (árbitro) que nos pediu compreensão do seu atraso, informando-nos da sua razão.
A sua mulher tinha falecido.
Nós ficamos boquiabertos, como era possível isto estar a acontecer?
O homem tem a mulher morta e em vez de estar a velar o seu corpo vem apitar um jogo? Será que ele gosta mais da mulher ou do apito?
Todo o tipo de conjecturas nos passaram pela cabeça, o que era certo é que ele tinha a mulher morta, tinha chegado tarde, mas estava pronto para dirigir o desafio.
Meus amigos, não me recordo do resultado do jogo, se o GDR ganhou ou perdeu, recordo-me sim daquela pobre alma a entrar no balneário e a justificar-se (ainda hoje se o vir na rua o conheço).
@ Paulo Dias





10/02/2009

…a certeza de que vai ganhar… III

Começamos este capítulo por “visitar” as sedes do “Desportivo”. Apresentamos a planta topográfica da casa que viria a ser a primeira sede. Hoje essa casa é a dependência da Santa Casa da Misericórdia de Canas de Senhorim.[…]Os jogadores equipam-se na sede do clube, num edifício que se situa em frente aonde hoje existe a “Tabacaria Rossio”, que em tempos não muito distantes albergou a “Fotosolar” e daí partem para o Campo das Fonsecas para jogar futebol. Concluídos os jogos tomam banho numa lagoa que existe nas proximidades.[…]
Canas de Senhorim, 17 de Setembro de 2007
ANTÓNIO JOSÉ DA ROSA MENDES

Depois de um incêndio a sede do “Desportivo” esteve temporariamente situada onde actualmente é a loja do “Alberto Lourinho”.


Sendo uma mais-valia no património do “Desportivo” foi adquirido um terreno para construção da sede mas por falta de apoios esse objectivo nunca foi concretizado.
Actualmente a sede do “Desportivo” situa-se na Rua do Comercio.

Com a construção do actual Complexo Desportivo e para uma melhor centralização o grande sonho desta Direcção é a construção da sede definitiva no próprio complexo.


*+*+*+*+*
A vida é feita de contrastes. O futebol também o é. Situações agradáveis e desagradáveis acontecem. Fazem parte da história e têm que ser registadas. Um merecido VOTO DE LOUVOR a um GRANDE SENHOR, e um não menos merecido CASTIGO a outro que por algum motivo teve um acto irreflectido. Aqui fica o registo:
Joaquim Nelas Cardoso

[transcrição]
1º Divisão Época 1982/83
Face ao relatório do jogo, Grupo Desportivo e Recreativo de Canas de Senhorim – Clube Desportivo de Cinfães, realizado em Canas de Senhorim no dia 31.10.82, a contar para o Campeonato Distrital da 1ªDivisão, e atendendo á meritória actuação do capitão de equipa do Grupo Desportivo e Recreativo de Canas de Senhorim, Sr. Joaquim Nelas Cardoso, Licença nº 166.049 pela forma exemplar como procurou minimizar as agressões de que foi vitima a equipa de arbitragem, decide este Conselho de Disciplina atribuir um VOTO DE LOUVOR ao referido jogador.
Acordão

[transcrição]
O Conselho de Disciplina da Associação de Futebol de Viseu, em sua reunião de 10 de Maio de 1988, tendo apreciado o processo disciplinar instaurado ao jogador Mário Alberto Dias Alexandre Pais, por agressão a um fiscal de linha no jogo Grupo Desportivo e Recreativo de Canas de Senhorim – Grupo desportivo de Tabuaço, realizado em Canas de Senhorim, no dia 13 de Maio de 1988, a contar para o Campeonato Distrital da 1ª Divisão, e em concordância com as conclusões do Instrutor, que aqui se dão por inteiramente reproduzidas, decide:
1ª – Levantar a suspensão preventiva do jogador Mário Alberto Dias Alexandre Pais, Licença nº 212.181, do Grupo Desportivo e Recreativo de Canas de Senhorim, e aplicar-lhe a pena de três [3] anos de suspensão, nos termos do Art. 43. 1. e) do Regulamento Disciplina;
2º - Condenar o arguido no pagamento das custas, de 2.000$00, (Instrutor), nos termos do Art. 14º. do Regimento do Conselho de Disciplina e do C.O. nº 162 de 25.11.86
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Mais um GRANDE SENHOR TREINADOR que tem merecido rasgados elogios.

Dirceu Costa Graça.
Tive o prazer de conhecer o Sr. Dirceu. Foi meu treinador nos juvenis do GDR (3ºlugar) e mais tarde é ele q me "lança"com 18 anos nos seniores num jogo na Cancela (time na moda naquela altura). @Pedro Pais Correia.

Não resisto igualmente a contar este pormenor, bem expressivo da sensibilidade do treinador, Sr. Dirceu, e do ânimo que nos dava: houve um jogo que, pelo facto de estar a recuperar de uma gripe, não joguei, mas acompanhei a equipa no banco devidamente agasalhado. Estava tristíssimo (acabrunhado mesmo) por não jogar. O jogo estava difícil e acabámos por sofrer um golo de cabeça, bem na zona que eu ocupava (defesa central). Todos lamentámos e o Sr. Dirceu, passados um ou dois minutos, vira-se para mim e sem que os outro colegas do banco ouvissem segredou-me "ó Veiga, se lá estivesses não tinhamos sofrido este golo".
Pode parecer de pouca importância, mas aquelas palavras, o tacto, a cumplicidade e o reconhecimento implícito, foram a melhor coisa que me poderiam ter dito, dadas as circunstâncias e a idade. Perdemos, não joguei, mas vim de lá como se tivesse marcado 10 golos. É desta massa que se fazem os pedagogos...Um abraço sentido ao Sr. Dirceu. @Paulo Veiga

O Sr. Dirceu (sr.Liceu para o Ti Gaspar) que viu em mim algum talento para a bola lançando-me para a equipa sénior apenas com 17/18 anos. @Paulo Dias.
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"A vida é feita de momentos simples e especiais... As Festas são feitas de Sensações..."



Continua...

05/02/2009

…é a força da malta que puxa…II

Começamos esta segunda parte com quatro treinadores que fizeram história:
Eurico Prates da Silva
Evaristo Povoas
António Pais Correia
[…] O velho PAIS CORREIA (para quem a bola tinha que ser tratada como uma menina), o respeito, o gosto pela boa farda, pois aqueles que com ele trabalharam recordam-se que se não estivessem rigorosamente equipados, com botas engraxadas, camisola dentro dos calções e meias subidas não entravam em campo (fosse quem fosse). […] @Paulo Dias

[…] Estavam a treinar e alguém diz "Passa essa merda!" E o Sr. Pais Correia interrompe de imediato o treino "Merda?! Merda???! A bola é uma menina e deve ser tratada como tal!"[…] @Farpas

Edgar Pinheiro
[…].. e não se esqueçam do Sr Edgar.
@Jmarques

[…]O treinador era o Edgar ( grande coach).[…]
@fcunha
Iniciamos aqui também a divulgação dos dados biográficos do GDR Canas de Senhorim

1ª Equipa Campeã Distrital (2ª Divisão) 1967/68

1951/52 …. Disputou o Campeonato Distrital da 2ª Divisão.
1952/53 …. Campeonato Distrital da 2ª Divisão, Zona B, 1ª Fase, 2º Classificado, com 15 pontos, na 2ªfase Poule Final, 3º Classificado com 11 pontos.
1953/54 …. Campeonato Distrital da 2ª Divisão, 4º Classificado com 9 pontos.
1954/55 …. Campeonato Distrital da 2ª Divisão, 4º Classificado com 8 pontos.
1955/56 …. Campeonato Distrital da 2ª Divisão, 1º Classificado com 14 pontos. Acesso á “Taça da Beira”, 1ª Eliminatória; GDR Canas de Senhorim 1 Académica 9, segunda volta; Académica 9 GDR Canas de Senhorim 1.

1956/57 …. Inscrição no Campeonato Distrital da 2ª Divisão mas desistiu depois de a prova ter começado.
1957/58 a 1966/67 …. Não disputou provas


1967/68 …. Campeonato Distrital da 2ª Divisão, CAMPEÃO com 25 pontos. (foto acima)

Campeonato Distrital de Juniores, 5º Classificado da Zona A com 10 pontos.
1868/69 …. Torneio Início, 2º Classificado com 10 pontos. Campeonato Distrital da 1ª Divisão, 7º Classificado com 20 pontos. Campeonato Distrital de Juniores, Zona B, 2º Classificado com 22 pontos e na 2ª Fase, 4º Classificado com 5 pontos.
1969/70 …. Campeonato Distrital da 1ª Divisão, 9º Classificado com 20 pontos. Campeonato Distrital de Juniores, 2ª Série da 1ª Fase 1º Classificado com 22 pontos, 2ª Fase, 2º Classificado com 7 pontos. Disputou o NACIONAL de Juniores.
1970/71 …. Campeonato Distrital da 1ª Divisão, 3º Classificado com 30 pontos. Campeonato Distrital de Juniores, Zona B, 1º Classificado com 28 pontos.

Campeão Distrital de Júniores da época 1970/71, em final, realizada em Mangualde em 21 de Fevereiro de 1971, com o Viseu e Benfica. O GDR ganhou por 1-0. (falta foto)

Campeonato Distrital de Juvenis, 7º Classificado com 7 pontos. Disputou o NACIONAL de Juniores.
1971/72 …. Campeonato Distrital da 1ª Divisão, 7º Classificado com 19 pontos.

Paulo Guilherme


Uns dos treinadores de maior sucesso nas camadas jovens num passado recente, coadjuvado por uma equipa técnica competente. Conseguiram os seguintes feitos:

2005/06 Campeonato Distrital de Juvenis, CAMPEÃO Distrital Série Sul, 5º Classificado na Fase Final.

2006/07 Campeonato Distrital de Juniores, Série Sul 3º lugar com os mesmo pontos do 2º Classificado um golo da Fase Final.
2007/08 Campeonato Distrital de Juniores, CAMPEÃO Distrital Série Sul, 3º Classificado na Fase Final.



Em exclusivo aqui transcrevo o que está escrito na bola de futebol que foi oferecida por todos os jogadores:
David Povoas; Miguel Candal; Daniel 13; Jorge Daniel; André 8; Marcelo 10; Helder 9; Beto; Filipe Carvalhal 3; Filipe Pinheiro =); João Povoas 4; Bruno 5 Tiago Simões Cenoura; Luís Paulo; Obrigado, Francês; Daniel 13; Tiago Ferreiroz; Benga; Cezar 15; Marco 17 e Nicolas

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Parafraseando o "bota de ouro" Fernando Gomes, antigo jogador do F.C. do Porto, diremos que “o golo é o orgasmo do futebol”.
Embora brincando com o tema, contraponho:
Quem é que foi o primeiro idiota a dizer que marcar um golo era como um orgasmo? Hum? E se é… porque raio é que deixam as crianças jogar futebol na rua? Todo o dia… Pois é… Ah e tal… não tenho fome… Óh filho vem lanchar! Ah não me apetece… vou jogar à bola! Jogar à bola…. Jogar à bola.
Que grande aldrabice… essa dos golos… Eu fartei-me de jogar à bola, marquei porrada de golos, de cabeça, com o pé esquerdo, com o direito, de calcanhar… de bicicleta… até de salto de peixe! Fiz o Kamasutra dos golos e nada! Orgasmo… devia estar era dopado… o gajo.
Mas enfim.. se querem falar em Orgasmos… É pá… Vejam então estes “orgasmos múltiplos” do “Desportivo…


03/02/2009

GDR [Mais Do Que Um Clube]

Por Paulo Dias *


no GDR não se formavam apenas jogadores de futebol…

Adorei ver estes quatro minutos de história do DESPORTIVO, não só porque faço parte do filme, assim como estou feliz por fazer parte desta família que une todos os elementos desta terra.
Como sabem, actualmente encontro-me outra vez ligado ao GDR, escalões de formação criados (escolas e infantis) sensivelmente há três anos.
É com muito agrado que revejo grandes figuras da história do nosso clube:
Durante a minha formação, toda feita no GDR, desde os iniciados aos seniores, existiram pessoas que me influenciaram e nunca mais por mim (e pela maior parte da minha geração) serão esquecidas:
O velho PAIS CORREIA (para quem a bola tinha que ser tratada como uma menina), o respeito, o gosto pela boa farda, pois aqueles que com ele trabalharam recordam-se que se não estivessem rigorosamente equipados, com botas engraxadas, camisola dentro dos calções e meias subidas não entravam em campo (fosse quem fosse).
O TI GASPAR que me guardava os calções mais pequenos e as melhores meias (menos rotas) para me apresentar rigorosamente fardado.
Tinha sempre uma toalha pronta para o Paulito, não era que o desportivo não tivesse toalhas para todos, o que se passava era que as toalhas eram novas e como tal tinham uma espécie de goma que fazia delas "personas non gratas".
O Sr. Dirceu (sr.Liceu para o Ti Gaspar) que viu em mim algum talento para a bola lançando-me para a equipa sénior apenas com 17/18 anos.
O Presidente Fernando Ramos que depois de uma época sempre a pagar dobrada e sabendo que esta não era do meu agrado mandava confeccionar uma SOLA no Zé Pataco.
O Presidente Sr. Fernando Rico que perdeu uma aposta comigo num célebre jogo Oliveira de Frades / Canas de Senhorim apostando que se saíssemos vitoriosos daria um cheque de 50 contos (era dinheiro) para a equipa, cheque esse que me foi dado em mão depois da nossa vitória por 2/1 (marcando eu o golo da vitória).
O brincalhão do TIDA, sendo eu júnior e treinando com a equipa sénior, “abafou-me” o champô "timotei" passando ele a oferecer-me nos treinos seguintes do meu champô e eu nunca me apercebi do facto (coisa de caloiro).
Todas estas brincadeiras de balneários fazem crescer quem lá passa, o espírito de equipa acentua-se, existe o tal “cheiro a balneário”.
Colegas como o Quim, o Carvalhal, Mário Alberto, o Peras, Serafim, Fernando, Lima e outros mais, foram referências para mim, tinha apenas 17 anos quando comecei a lidar de perto com esta rapaziada, todos gostávamos do GDR com carinho. Nos jogos fora a coisa complicava-se sempre, eu como era o mais novo era defendido pelos mais velhos.
Certo dia antes de disputarmos um embate em Carvalhais, mesmo antes de entrarmos no balneário fomos violentamente agredidos, penso que eu fui o único elemento a quem não tocaram.
Recordo-me que a primeira vez que fui convocado para representar a equipa sénior, a convocatória estava colocada na montra da Pastelaria, saía às 5ª feiras à noite. Fomos disputar o primeiro jogo do campeonato distrital da 1ª divisão em Silgueiros, o Desportivo como habitualmente levou um autocarro de adeptos “ultras”.
Caros amigos, muitos de vocês identificam-se com este meu depoimento. Muitos de nós por lá passámos e sabemos que no GDR não se formavam apenas jogadores de futebol, formavam-se também homens, uns aprendiam com os outros, a mística continua…

*Comentário em "“Desportivo” é o grito que troa no ar…I"

02/02/2009

“Desportivo” é o grito que troa no ar…I

No ano em que se comemoram as Bodas de Diamante do GDR Canas de Senhorim, que carinhosamente iremos tratar como é conhecido, "Desportivo", temos o prazer de apresentar um trabalho de recolha e pesquisa elaborado ao longo de vários meses por @amef e @efeneto.

Trata-se de um extraordinário trabalho em que a maior parte do espólio é um exclusivo do Município de Cannas de Senhorym/SportZone/CanasOline.

Fotografias de presidentes, jogadores do passado e do presente, documentos e taças, registos áudio e vídeos, a história e deliciosas "estórias" contadas na própria pessoa.

Aproveitamos desde já para agradecer a essas mesmas pessoas a disponibilidade que tiveram ao abrir os seus "baús" do passado. Um bem-haja a todas.

Não temos escola jornalística, escrevemos com o coração, por isso fica já aqui o registo de pedido de desculpas por algum lapso ortográfico ou má construção de frases. Fizemos o melhor, mas acima de tudo a entrega e o amor que dedicámos a este trabalho por certo irá suplantar esses erros. Usaremos quando necessário a linguagem popular, porque é dessa força canense que vive o "Desportivo".

Foram muitos e bons os presidentes que passaram pelo "Desportivo", uns com mais história que outros, mas todos importantes. Apresentaremos a maioria, mas para começar escolhemos este SENHOR:


António João Pais Miranda

Porque os GRANDES HOMENS se aplaudem de pé, clap, clap, clap....


Das inúmeras fotografias de equipas do "Desportivo" que iremos publicar, começamos por esta, por um motivo especial, ao vê-la poderá ser que alguém com responsabilidade se lembre de salvar o velhinho Campo da Urgeiriça.


O "Desportivo" na Urgeiriça

Terminamos este "primeiro episódio" com uma das muitas "estórias":

...na altura o "Desportivo" tinha um jogador de raça negra chamado Vaz, a certa altura o filho ao ouvir o hino:

[...quando eu vejo o azul e o preto, o vermelho no campo a correr...]

Ó pai, o preto sei eu, é o Vaz, o azul e o vermelho? quem são??...

[o pai é o @amef]

Continua...

@efeneto VS @amef

Mais ou menos quatro minutos de história:

01/02/2009

"Desportivo"

Festa Aniversário no:

19/01/2009

Jantar comemorativo dos 75 anos do GDR

09/01/2009

" GDR : É a força da malta que puxa, a certeza de que vai ganhar..."



A minha ligação "afectiva" ao desportivo começou sensivelmente na época daquela brilhante equipa "postada" pela Ana Mafalda. A minha ligação "formal" começou no meu 10º aniversário. Os meus pais presentearam-me com o "estatuto" de associado do Desportivo. Conservo, desde então, o cartão com o maior carinho. Não obstante ter outras paixões clubisticas não há amor como o 1º.
Recentemente, com o nascimento da minha filha, procurando incutir-lhe uma precoce paixão pelo Desportivo, tornei-a sócia ( mesmo estando certo que por não residirmos em Canas actualmente, ela não acompanhará como eu acompanhei os jogos da Raposeira, mas, perceberá um dia o quão importante é tratarmos bem as nossas referências). Tinha esta obrigação de passar o testemunho.

Desculpem este momento mais intimista - que não é meu timbre - mas os 75 anos do GDR e a visualização de algumas fotografias nos nossos blogues comovem-me e tornam-me um saudosista do pior....
Fica o desafio para a vossa prenda ao desportivo, nos seus 75 anos : abondonem a "união de facto" e " casem-se" com esta colectividade, tornando-se sócios. É a melhor homenagem que poderemos fazer ao nosso querido clube.
Termino com um agradecimento a todos os atletas e dirigentes do desportivo que, com o seu empenho, possibilitaram estes honrosos - e às vezes estóicos - 75 anos.

P.S - Comentários à fotografia serão censurados. LOL


08/01/2009

Saídas do Baú


Um contributo para os 75 anos do GDR



Desafio os visitantes do blog a identificarem estas "trutas"!

Uma equipa "made in Canas de Senhorim".