…quando eu vejo o azul e o preto… IV
Do alto da última fileira
Fora de foco é que eu vejo melhor
Um campo de futebol nasce
Numa qualquer estrada.
As balizas florescem
De simples pedras da calçada.
É com lentes de distanciamento que observo o passado.
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O Campo das Fonsecas situa-se junto à Estrada Nacional nº 234 e é dotado de fracos recursos. A ele associadas estão várias carências, de toda a natureza e magnitude, nomeadamente a inexistência de balneários ou quaisquer infra-estruturas de apoio, sendo de destacar a irregularidade do piso de terra batida, sempre muito mal tratado e a exiguidade do recinto de jogo. À volta do terreno existe um declive natural que permite aos espectadores uma melhor visão do espectáculo desportivo que se estava a desenrolar.
Canas de Senhorim, 17 de Setembro de 2007
ANTÓNIO JOSÉ DA ROSA MENDES
Campo da Raposeira
Complexo Desportivo
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Campo 2
Convenhamos que, apesar de alguns azedumes verificados ao longo das conversações – que se podem considerar normais nestas situações - não há dúvida de que o G.D.R. saiu beneficiado com tal “donativo”, vendo, desta forma, enriquecido o seu já vasto património.
Parabéns a quem ofereceu e a quem recebeu!
Jornal Canas de Senhorim - Edição Nº 79 de Junho de 2005
“Desportivo” no Feminino
Por duas vezes o “Desportivo” teve Futebol Feminino. Aqui se apresentam as equipas e respectivas atletas:
Época 83/84
Em cima da esquerda para a direita:
“Milú”; Cecília; Amélia; Fátima; “Tila” e Filomena
Em baixo pela mesma ordem:
“Belinha”; Anabela; “Zira”; Olinda e Luísa.

Época 93/94 (carece de confirmação)
Zé Artur; Simão; Sofia; Teresa; Clara; Filipa; Zé Nelas; “Mokuna”; Loio e Victor
Em baixo pela mesma ordem:
Fátima; Elisabete; Patrícia; Sónia Isabel; Sónia Guedes; Patrícia e Anabela.
A “estória”
Começo por alertar que o facto que vou narrar não o parecendo é mesmo verídico.Como sabem, no futebol aparece de tudo um pouco, normalmente este é uma festa e como em todas as festas futebolísticas uns gritam de alegria e outros de tristeza.
Perdoem-me mas não tenho bem presente o ano em que tudo se passou, no entanto o Desportivo foi disputar um jogo a Vila Nova de Paiva a contar para o campeonato distrital, tudo corria normalmente, a palestra do treinador estava dada, os equipamentos estavam prontos para serem envergados, todos os elementos da equipa estavam no balneário para os últimos preparativos.
Uma das equipas estava em falta, era a equipa de arbitragem.
Alguém bate à porta do nosso balneário e pede para entrar. Entrou um senhor (árbitro) que nos pediu compreensão do seu atraso, informando-nos da sua razão.
A sua mulher tinha falecido.
Nós ficamos boquiabertos, como era possível isto estar a acontecer?
O homem tem a mulher morta e em vez de estar a velar o seu corpo vem apitar um jogo? Será que ele gosta mais da mulher ou do apito?
Todo o tipo de conjecturas nos passaram pela cabeça, o que era certo é que ele tinha a mulher morta, tinha chegado tarde, mas estava pronto para dirigir o desafio.
Meus amigos, não me recordo do resultado do jogo, se o GDR ganhou ou perdeu, recordo-me sim daquela pobre alma a entrar no balneário e a justificar-se (ainda hoje se o vir na rua o conheço).
@ Paulo Dias








[…]Os jogadores equipam-se na sede do clube, num edifício que se situa em frente aonde hoje existe a “Tabacaria Rossio”, que em tempos não muito distantes albergou a “Fotosolar” e daí partem para o Campo das Fonsecas para jogar futebol. Concluídos os jogos tomam banho numa lagoa que existe nas proximidades.[…]
Depois de um incêndio a sede do “Desportivo” esteve temporariamente situada onde actualmente é a loja do “Alberto Lourinho”.
Sendo uma mais-valia no património do “Desportivo” foi adquirido um terreno para construção da sede mas por falta de apoios esse objectivo nunca foi concretizado.
Com a construção do actual Complexo Desportivo e para uma melhor centralização o grande sonho desta Direcção é a construção da sede definitiva no próprio complexo.





António Pais Correia
Edgar Pinheiro












