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03/01/2009

Restituição do Concelho de Canas de Senhorim


Memórias da Luta

RESTITUIÇÃO DO NOSSO CONCELHO!



Tribuna de Canas_Canas de Senhorim_26 de Novembro de 1976_AnoII_nº23
_Preço Avulso 5 esc.
Director: César dos Santos Lopes_Director Adjunto:João Pinto da Rosa
_Chefe de Redacção:AMEF

PS. O Dr. Edgar Figueiredo num discurso "empolgante" no largo 2 de Agosto (nos anos 80) referiu: "Os Canenses não lutam pela Criação do Concelho de Canas mas sim pela sua Restauração".
Antes disso as referências à luta falavam em Restituição do Nosso Concelho o que remetia para a ideia de devolução de algo que (nos) foi "roubado".

27/12/2008

A “ESTÓRIA“ DO TROMBONE

I
CONTINUA EM ADIANTADO ESTADO DE DEGRADAÇÃO A CAPELA DO CEMITERIO

A noite prometia ser fria a contrastar com o ambiente que nos rodeava. O espectáculo de fogo estava quase a romper, as tochas libertavam uma luz e um cheiro característicos de um combustível fóssil, misturado com um sem número de essências vindas dos países mais exóticos do nosso planeta. Os olhos da multidão começavam a afunilar-se para o centro do terreiro, onde a arte de dominar o fogo iria levar-nos a tempos ancestrais dos nossos antepassados. As paredes construídas há séculos serviam de encosto às barracas que davam corpo à frenética empatia entre os promotores culturais e os amantes das coisas boas, feitas com saber e arte. Estas coisas boas eram a companhia desses amantes que o frio da noite não os assustava. Bastava ingerir uma boa poção aquecida do Deus Baco, misturada com mel de alecrim. O espectáculo do fogo estava cada vez mais próximo, a adrenalina dos artistas empurrava-os para a perfeição da sua arte. Enquanto o cerco ao terreiro era cada vez maior, as conversas tornavam-se mais tímidas dada a proximidade de cada um. Num momento, quando a minha conversa se tornou de interesse comum, soltou-se uma voz, muito perto de mim, que a reconheci, não fosse eu um cidadão desta comunidade. Essa voz, que em tempos muito recentes, era veículo de determinadas posições políticas, alicerçadas num determinismo independentista, era calma e triste. Disse-me essa voz, que sempre a considerei amiga: ”Há dias faleceu o meu pai e tive que ser eu e o meu irmão, a compor a terra da sepultura. Triste terra esta que nem sequer tem coveiro”. Depois perguntou-me, com algum receio da minha resposta: “Tu que andas sempre atento, hás-de dizer-me qual é a melhor escolha para a Câmara de Nelas. Na tua opinião qual é pessoa mais competente? Na Dra. Isaura nunca mais vou votar”. A escassos metros do cerco, que apertava o terreiro, estavam sentados alguns autarcas que tinham sido convidados, onde o saber e a política se tiram misturado. A presença destes autarcas em nada influenciou as frases que tinha acabado de ouvir. Fiquei entre a espada e a parede, neste caso, entre o meio do terreiro e a multidão sem saber o que dizer, porque na realidade nunca me passaria pela cabeça ouvir daquela pessoa o que efectivamente ouvi. Quantas vezes, o vi tomado da sua bandeira, como se de uma arma se tratasse. Qual será a dimensão da sua amargura pelo que vê hoje à sua volta? Nessa noite fria, entre o calor humano e o fogo tomei consciência que o povo da minha terra tinha aprendido a lição. Nessa noite fria poder-lhe-ia ter tomado a linha do seu pensamento, não o quis fazer, preferi que a sua consciência decida em consonância com os valores em que foi educado. Em todas as conversas há sempre algo que fica, que aprendemos e nessa noite fria, entre o calor humano e o fogo, guardei na minha memória, o termo “competência. Outras noites não muito distantes, que também fomos marcados, mas negativamente. A esses malabaristas da política temos que os combater com competência, rigor e muito trabalho. Amigos perdidos, empresas falidas, processos pelos excessos praticados, atentados à democracia, vergonhas sentidas, um sem número de coisas que nos colocaram de costas uns para os outros, para agora continuarmos a ser manietados por gente que todos os dias nos enganam. Sim, enganam. As últimas notícias dizem-nos que as obras da capela do cemitério foram outra vez adiadas, por gente que no início de mandato diziam que as pessoas mereciam ter uma morte honrosa. A fotografia mostra uma capela em péssimo estado de conservação, que suspira: “reparem-me, estou farta de esperar”. As últimas notícias revelam-nos que a reparação da Rua Tiago Marques foi trocada pela compra de um trombone. Nós continuamos a esperar e a Junta de Freguesia continua muda, sem marcar comícios na Praça, sem denunciar estes atropelos a esta terra. Só marca comícios para abater os que não fazem parte da estratégia, mas não vamos ter medo dos comícios. É uma forma remota de comunicação. Há uma enorme cumplicidade entre a Câmara e a Junta. Antes, tudo estava mal. Agora continua tudo na mesma, mas ninguém atropela ninguém. Antes as pessoas que iam a Fátima nos autocarros da Câmara chegaram a ser mal tratadas. Hoje vão três autocarros com pessoas para Fátima e as manifestações de revolta não se vêem. Percebe-se perfeitamente porque é que isso acontece. Deixaram de ser injectadas com veneno que demoliu o que de bom possuíamos. Antes colocavam couves em cada buraco que aparecia, hoje abrem e fecham buracos e passam por eles como cães por vinha vindimada.

II

E A REPARAÇÃO DA RUA DR.TIAGO MARQUES FOI TROCADA PELA COMPRA DE UM TROMBONE, NUMA ALTURA ONDE AS FESTAS SÃO EM MAIOR NÚMERO DO QUE AS OBRAS.

Já que a autarquia trocou a reparação da Rua Tiago Marques pela compra de um trombone, em verbas completamente distintas, o que é muito grave, a nossa imaginação vai levar-nos aos tempos em que fomos governados pela monarquia.
Um dia um ilustre Cavaleiro da Casa Real foi mandatado pela Rainha para presidir a um acto de elevado nível cultural. A meio da cerimónia foi confrontado com a brilhante actuação de um músico que agarrado a um trombone deliciou todos os presentes. No final da cerimónia, o ilustre Cavaleiro da Casa Real foi ter com o músico dando-lhe os parabéns pela sua brilhante actuação, mas o excelente músico, muito triste, disse ao ilustre Cavaleiro da Casa Real: “Estou muito triste. Esta é a última vez que toquei neste trombone que foi feito do metal mais puro e pelo melhor artífice do reino”. O ilustre Cavaleiro da Casa Real quis saber o que é que na realidade se estava a passar. O músico, cada vez mais triste, com as lágrimas quase a caírem dos cantos dos olhos, disse: “Ilustre Cavaleiro, vou deixar de tocar com este trombone porque não temos 1.600.000 reis para o pagar”. O ilustre Cavaleiro da Casa Real mal que ouviu as palavras do excelente músico, meteu as mãos à sua bolsa retirando uma mão cheia de moedas, dizendo-lhe: “aceite estas moedas e vá pagar o trombone. O músico ficou extremamente grato e fez uma grande vénia ao ilustre Cavaleiro da Casa Real, dizendo-lhe que não tinha forma de lhe agradecer. Acabada a grande festa com convivas de todas as partes do reino, o ilustre Cavaleiro da Casa Real, regressou na mesma noite, com o propósito de, no dia seguinte reaver o valor que tinha oferecido para o trombone. Afinal tinha feito uma excelente figura, a Casa Real tinha ficado bem representada e ao fim de contas o Tesouro do Reino, pelo valor em causa também não iria ficar numa situação desesperada. Na manhã do outro dia, a sua primeira preocupação foi ir ao serviço do Tesouro do Reino, reaver o valor que tinha dado ao famoso músico para pagar o trombone. Para seu espanto a verba de que precisava já não existia no departamento cultural do reino. Bem, como aquele dinheiro lhe pertencia, acabou por forçar que o valor em causa fosse retirado de uma outra verba do reino, aquela que diz respeito à pavimentação dos caminhos. Feitas as devidas normativas, o ilustre Cavaleiro da Casa Real, deu por concluída a acção benemérita, lembrando-se que quando ouvisse boa música a história do trombone voltaria à sua memória. Os tempos passaram, o inverno estava à porta e um dia o Chefe da Casa Real, ao passar por um determinado caminho, verificou que o seu estado de conservação estava a dificultar a passagem das charretes do reino. Como tal, dirigiu-se ao serviço do Tesouro para lhe ser disponibilizada a verba que já estava programada quando fosse necessário utilizar. Para seu espanto, os serviços do Tesouro disseram-lhe na sua cara, que a verba já tinha sido gasta. O Chefe da Casa Real perguntou: “Mas para onde é que foi o dinheiro?”. A responsável dos Serviços do Tesouro respondeu de imediato: “Foi para a compra de um trombone”. O Chefe da Casa Real, em alta voz declarou: “ Mas quem é que deu ordem para comprar o trombone? Não poder ser. Esse dinheiro era para compor o caminho que dá acesso ao castelo do Dr. Tiago Marques, no povoado de Canas de Senhorim. O barulho foi tanto que os outros serviços do reino durante vários dias não falavam senão da troca do trombone pela reparação de um caminho do reino.
Resumo da “estória”: trocou-se uma rua por um instrumento de música. Mas que se esperava de uns (maus) músicos?


Nota: Este texto foi retirado do "informação socialista/nelas" nº 6 Dez/08

24/12/2008

Um Natal diferente...

Sindicato dá 400 euros aos jogadores do Nelas
FUTEBOLISTAS ESTÃO SEM RECEBER DESDE OUTUBRO


O Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) deu hoje 400 euros do Fundo de Garantia Salarial a cada um dos 15 jogadores do Nelas, clube que disputa a série C da II Divisão. Os futebolistas não recebem os seus salários desde Outubro.

Na tarde desta terça-feira, a direcção do SJPF esteve reunida com os jogadores, a maioria amadores (apenas Everton, Gomes e Márcio são profissionais), na sequência de um pedido de ajuda urgente, devido a problemas de natureza salarial, médica, treino desportivo, alimentação e habitação.

"O sindicato, além de dar apoio humano e técnico aos jogadores, hoje também deu apoio material, 400 euros a cada jogador do Fundo para minimizar os seus problemas nesta quadra", confirmou o presidente do SJPF, Joaquim Evangelista.

O dirigente sindical afirmou ainda que vai tentar junto do clube, das instâncias locais, nomeadamente da Câmara, e da Federação para que "possa haver um clima de diálogo e de resolução deste problema".

"É pena que, na altura em que estamos, sejamos confrontados com estas situações, mas infelizmente é aquilo que é visível no futebol português, porque a dimensão do drama que vivem os jogadores sobre vários aspectos é terrível", disse Joaquim Evangelista.

No caso do Sport Lisboa e Nelas, apontou vários tipos de "atropelos", que ultrapassam o atraso nos salário, frisando que se trata de montantes de "300/400/500 euros, que fazem muita diferença no final do mês".

Joaquim Evangelista revelou que "o clube não tem médico, não há medicamentos, não há equipamentos médicos, não há ginásio" e, por outro lado, "não há treinador, o plantel tem 15 jogadores e no último jogo só havia oito disponíveis, mais dois guarda-redes e sete juniores".

"Na última deslocação aos Açores, há duas semanas, a saída ocorreu num sábado às cinco da manhã, não houve lugar a almoço, no domingo o almoço que precedeu o jogo foi insuficiente, o jantar decorreu às 19:00 e os jogadores, até à sua chegada a Nelas, às cinco da manhã, nada mais comeram. Há uma senhora que lhes prepara a comida, mas desde há algum tempo que não chega e não tem a qualidade suficiente a um desportista profissional, ou não há pão, água, massa. Já houve jogadores despejados e que, antes disso, estiveram três meses sem água quente, sem gás e por vezes sem electricidade", sublinhou ainda o presidente do SJPF.

Data: Terca-feira, 23 Dezembro de 2008 - 21:57 in Jornal RECORD

11/12/2008

Notícia do "Correio da Manhã"


Canas Senhorim: Para financiar movimento de restauração do concelho

A junta “esbanjou” os dinheiros públicos

A Junta de Freguesia de Canas de Senhorim foi investigada pela PJ de Coimbra na sequência de uma denúncia de irregularidades relacionadas com o financiamento das actividades do Movimento para a Restauração do Concelho e, entre outras questões, de um empréstimo a um membro do executivo. O Ministério Público do Tribunal de Nelas arquivou o processo por entender não haver indícios de crime, mas antes sinais de “uma gestão esbanjadora e, quiçá, irregular”, refere o despacho de arquivamento.


Na sequência das investigações feitas pela PJ em 2007, foram constituídos arguidos o presidente da Junta de Freguesia, Luís Pinheiro, o tesoureiro, Luís Gonçalves, e o ex-secretário e tesoureiro Serafim Ribeiro. Depois da análise de uma série de documentação, a PJ concluiu que ao longo dos anos a Junta de Freguesia "sustentou" o projecto do Movimento para a Restauração do Concelho, através do "pagamento de viagens, hotéis, restaurantes e de quilómetros". Uma das facturas está relacionada com o aluguer de um autocarro para transportar pessoas para uma manifestação em Lisboa.

Na análise aos movimentos financeiros da Junta a PJ detectou ainda um empréstimo de três mil euros a um membro do executivo, que depois lhe foi descontado nas verbas que deveria receber. Entre as situações denunciadas estava a sobrefacturação a um grupo de teatro, que a Judiciária não conseguiu detectar por "a desorganização administrativa da Junta não o permitir".

ARGUMENTOS

PROJECTO

A justificação dos autarcas para as despesas é que o seu programa de candidatura à Junta previa tudo fazer para a restauração do concelho.

EMPRÉSTIMO

O membro da Junta que recebeu o empréstimo negou os factos à PJ. O Ministério Público conclui que não foi feito com a consciência de prejudicar o Estado.

DINHEIRO

O MP diz não se ter apurado que os actos de disposição de dinheiro público realizados pelos três tivessem em vista o seu enriquecimento ilegítimo.


Paula Gonçalves - "Correio da Manhã.

07/11/2008

Humor (pré) Eleitoral

[…] Questionado sobre o impacto da sua candidatura na Freguesia de Canas de Senhorim, que lembramos foi decisiva nas últimas eleições (a diferença entre a coligação PSD/CDS-PP e o PS foi ali de 807 votos), José Correia mostra-se confiante de que “o tempo ajudou a serenar os ânimos”, ou seja, decorrido todo este tempo “nem Canas pensa de mim o mesmo, nem eu penso de Canas o mesmo”. Deixa ainda uma declaração surpreendente “fui também empurrado pelos meus colaboradores directos a ostracizar Canas”. […]
Folha do Centro – Nelas
29 Outubro de 2008

01/10/2008

Auto-Estradas do Centro: Consórcios liderados pela Mota-Engil e Edifer passam à fase final de negociação com o Governo

Lisboa, 01 Out (Lusa) - Os consórcios liderados pela Mota-Engil e pela Edifer passaram à fase final de negociação com o Governo para a concessão rodoviária Auto-Estradas do Centro, anunciou hoje o Ministério das Obras Públicas.
[...]
A concessão Auto-Estradas do Centro integra a concepção, construção, aumento do número de vias, financiamento, exploração e conservação dos lanços de auto-estrada: Trouxemil-Faíl, Mealhada-Oliveira de Azeméis, Canas de Senhorim-Mangualde (IP5) e a ligação do IC2 a Aveiro.

A concessão integra também a operação, manutenção, aumento do número de vias, financiamento e exploração do lanço de Auto-Estrada do IP3 entre Faíl e Viseu e o do IC12 entre Santa Comba Dão e Canas de Senhorim.

01/08/2008

O 2 de Agosto de 1982 visto pelo JN [I]


edição de 3 de Agosto de 1982
recolha de Heleno de Jesus Pereirinha

As motivações
Perda do Código Postal
Manutenção do posto dos CTT
Ausência de paragem na estação Canas-Felgueira dos comboios rápidos
O Posto Clínico
A separação da tutela concelhia de Asnelas
O projecto para a restauração do concelho apresentado na AR pelo CDS

Os títulos do JN
Em luta pelo Código Postal, Canas de Senhorim sequestrou Correios e arrancou via-férrea.

01/07/2008

Elevação a Concelho dá festa rija em Canas

há cinco anos foi assim...

Conquista. Explosão de alegria no momento em que se consumou a elevação a concelho. O Café da terra ofereceu cerveja de borla a toda a gente.
Festa brava nas ruas de Canas de Senhorim. Gritos . Vivas. Palavras de ordem. Champanhe. Uma explosão de alegria. Eram exactamente 18H02. A AR tinha acabado de aprovar a criação do concelho de Canas de Senhorim. O dia 1 de Julho fica para a história. O Largo 2 de Agosto, um local simbólico da vila encheu-se de gente. O povo de Canas saiu à rua."Fez-se justiça, finalmente" grita A. Fonseca , 51 anos , um dos canenses que há três anos fez greve de fome e se acorrentou a um dos pilares da AR, exigindo a restauração do concelho, anexado, nos fins do séc. XIX ao município de nelas.(...)
Rui Bondoso in JN 2 Julho 03

12/06/2008

Memórias de uma luta...

César Lopes nas lutas de 75, ao lado do então líder restauracionista Dr. Edgar Figueiredo. Podem ver-se ainda, entre outros, os "históricos" Fernando Pinto,Antº João Pais Miranda, João Leandro e Dr. Pêga.

[...]César Lopes, um dos populares mais respeitados de Canas, de 74 anos, com muitas histórias de lutas separatistas para contar...

«Reles aldeia»

«Tenho uma de que nunca me hei-de esquecer. Foi aquela que ouvi da boca do Presidente da Câmara de Nelas, quando disse aqui que haveria de transformar Canas de Senhorim numa 'reles' aldeia. Eu ouvi essa barbaridade,
pode lá pôr isso no seu jornal», atesta o popular, que conta que «Canas é tão importante, que até o carnaval brasileiro foi daqui. Foram portugueses de Canas de Senhorim que levaram para lá aquele carnaval». E diz que o país deve muito a Canas, «porque foi Canas de Senhorim que na altura da crise do petróleo (1973), pagou com o urânio que daqui se extraiu, durante largos meses, o combustível consumido no país. Isto são coisas que as pessoas não devem esquecer. E é por causa disso, pelas potencialidades que Canas de Senhorim tem, pelo seu passado histórico e pela sua luta, que queremos separar-nos de Nelas, que queremos ser outra vez concelho».
19/11/99 Jornal de Notícias S.A.
3o anos depois César Lopes na luta em Viseu

[...]Alguns canenses vão passar a Consoada (noite de Natal) em frente do Parlamento, em Lisboa, ou então à porta da Presidência da República, soube Diário Regional de Viseu, de fonte segura. A iniciativa vem na sequência da luta que o povo canense tem travado, nomeadamente nos últimos dois anos, pela elevação de Canas de Senhorim a concelho, separando-se, desse modo, do concelho de Nelas. Segundo parece, os organizadores de mais esta manifestação pelo «direito dos canenses a constituir o seu concelho» irão «pegar nas suas respectivas famílias» e rumarão até Lisboa. da República ou Belém, é a dúvida que ainda permanece. A mesma fonte referiu ao nosso Jornal «não terem os organizadores de pedirem tamanho sacrifício» aos seus conterrâneos, tratando-se da véspera de Natal, um dia «inteiramente dedicado à família». Daí que o grupo de pessoas a deslocar-se a Lisboa «seja restrito», garantiu. «A não ser que os canenses pretendam aderir em massa à iniciativa...!», concluiu. Novidades esperam-se para breve, segundo ainda apurámos.
In Viseu Diário 14/12/99

30/05/2008

O Silêncio dos Inocentes


Quando um jornal (de asnelas) tem uma foto “garrafal” de Luís Pinheiro, e no interior uma referência ao Blog Município de Canas, não pode passar-me ao lado...



“O silêncio ensurdecedor de Luís Pinheiro” é o título, o texto lança-se num carrilhão de suposições mais ou menos antagónicas...



Vai concorrer com o Dr. Borges da Silva porque é seu amigo, mas também pode concorrer com a Drª Isaura Pedro porque a distrital do PSD assim o ordenará... Contudo, também parece ser verdade que vai haver um boicote generalizado por parte da população canense ás autárquicas de 2009... Tudo parece ser verdade ao olhos do ilustre jornalista...



O que para ele, parece estar posto de parte, é uma retirada de Luís Pinheiro do mundo “fantástico” da política, pois assim mantinha todas as possíveis posições em aberto... Bem, todas talvez não... Já agora, porque não “lançar para o ar” uma coligação de Luís Pinheiro com Zé Colmeia, ou com o PS, ou, melhor ainda, uma aliança canense entre o Dr. Vaz e o líder do MRCCS... Sim, Sr. jornalista, o silêncio dá para tudo! Leva-nos até aos limites da nossa imaginação...



Mas, o que não posso aceitar é a selectividade com que aborda a opinião contida neste blogue, como sendo quase um orgão oficial à contestação a Luís Pinheiro. Para mais o Blogue tem nome, chame-se “Município de Canas”, não tenham vergonha de o dizer!...

18/05/2008

Prémio de Jornalismo Novartis Oncology

Isabel Nery com o director da VISÃO, Pedro Camacho


O Prémio de Jornalismo Novartis Oncology foi atribuído à jornalista da VISÃO Isabel Nery pelo trabalho «Eu venci o cancro». Isabel Nery tem raízes canenses.

* HOJE, no programa Grande Reportagem SIC, veja um trabalho assinado pela jornalista Isabel Nery.

15/04/2008

Inauguração, protesto e noticias

A"raiva contida" dos ex-mineiros
Diário de Notícias - Lisboa

Urgeiriça: radioactividade vai ser avaliada
Urânio: mineiros manifestam-se após morte
Portugal Diário - 14 Abr 2008

RTP Manifestação dos antigos mineiros da Urgeiriça
RTP - 14 Abr 2008

Antigos Mineiros da Urgeiriça em protesto
Esquerda - 14 Abr 2008

PLAYEx-trabalhadores exigem indemnizações pelos anos de exposição ...
SIC - 14 Abr 2008

Antigos mineiros de novo em luta
TVI - 14 Abr 2008

Urânio: mineiros manifestam-se após morte
Ex-trabalhadores admitem regressar aos protestos
Açoriano Oriental - 13 Abr 2008

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http://acorianooriental.sapo.pt/online/common/include/streaming_audio.asp?audio=/2008/04/noticias/14/m_cunha2.asx
TSF Rádio Noticias

http://www.rr.pt/PopUpMedia.Aspx?&FileTypeId=1&FileId=417588&contentid=243623
http://www.rr.pt/PopUpMedia.Aspx?&FileTypeId=1&FileId=417537&contentid=243571
Rádio Renascença

14/04/2008

Urgeiriça , meu amor II

vídeo RTP1

Conclusão da obra na Barragem Velha é apresentada ao público na Urgeiriça

Texto de Ana Filipa Rodrigues
Jornal do Centro

A conclusão das obras de confinamento, selagem e drenagem da designada Barragem Velha, na antiga zona de exploração mineira de urânio da Urgeiriça, Canas de Senhorim, vai ser assinalada com uma sessão pública, no dia 14 de abril, às 11h30, no Hotel da Urgeiriça. A cerimónia conta com a presença do Secretário de Estado Adjunto da Indústria e Inovação, do Secretário do Ambiente e do Secretário de Estado da Saúde.


Ler mais:http://www.jornaldocentro.pt

Lamas radioactivas continuam a escorrer de mina selada

Urgeiriça inaugura requalificação na segunda-feira.
As lamas radioactivas depositadas nas escombreiras das minas da Urgeiriça não estão totalmente seladas. As obras de requalificação daquelas minas de urânio em Canas de Senhorim, Nelas, são inauguradas na próxima segunda-feira, mas as fortes chuvadas voltaram a provocar escorrências das lamas radioactivas nas escombreiras que estão a ser seladas. Desde o encerramento das minas, em 2004, já morreram mais de cem antigos mineiros - o último dos quais na terça-feira. Um médico de Canas de Senhorim defende que toda a população que esteve exposta às radiações, e não só os mineiros, deve ser sujeita a exames. Ao que apurou o DN, na passada terça-feira o empreiteiro encarregue da obra solicitou, por duas vezes, viaturas dos bombeiros porque "havia uma escorrência superficial na barragem Velha. As lamas chegaram ao alcatrão mas não furaram a camada de argila nem o geotêxtil [tecido específico para a impermeabilização da camada geológica]", afirmou ao DN um trabalhador.

A barragem Velha, local onde estão acumulados mais de quatro milhões de toneladas de resíduos, resultantes da exploração das minas de urânio, começou a ser selada em 2006 e já nesse ano as fortes chuvas encheram a barragem e provocaram o escorrimento das lamas radioactivas para o rio Mondego. Na altura soaram os primeiros alertas para a contaminação do meio envolvente e os riscos para a saúde pública que já foram analisados pelo Instituto Nacional Ricardo Jorge - num estudo coordenado por Marinho Falcão. Este sustenta que o "excesso de mortalidade, da população residente na freguesia de Canas de Senhorim exposta a níveis de radiação e de metais pesados, poderá estar associado à existência da mina da Urgeiriça e da sua escombreira". Esta é também a opinião de Américo Borges, médico em Canas de Senhorim. O clínico adianta que "não são só os mineiros que estiveram expostos à radiação. Toda a população esteve, em menor ou maior grau, exposta à radiação. A recuperação ambiental isolou a fonte de radioactividade, mas é possível que no futuro surjam outros casos". Por isso o médico afirma que "o ideal era que a população à volta da Urgeiriça fosse sujeita a exames porque estamos a falar de uma doença cujo tratamento passa sobretudo pela detecção precoce". O estudo, que abrangeu 966 pessoas, permitiu aferir que as concentrações de substâncias radioactivas com origem no urânio foram também "detectadas nos solos, águas, produtos hortícolas e no radão existente no ar exterior e interior das habitações, sendo mais elevada a sua presença em Canas de Senhorim, comparativamente às restantes freguesias". Além de Canas de Senhorim, foram estudadas as populações das freguesias de Queira (concelho de Vouzela), Rio de Mel (S. Pedro do Sul), Moreira do Rei (Nelas), Sátão, S. Pedro e Campo (Viseu) e Seia. O urânio é um metal pesado e radioactivo, o que lhe confere manifesta toxicidade química e radiológica. Durante quase um século, cerca de meia centena de minas de urânio e rádio foram exploradas em Portugal, a maioria localizada na região centro, sobretudo nos distritos de Viseu e Guarda.


Sexta, 11 de Abril de 2008
Diário de Noticias

10/04/2008

Protesto na inauguração das obras de requalificação ambiental



Ontem foi o funeral de antigo mineiro de 60 anos
Os antigos mineiros da Urgeiriça, a mina de Canas de Senhorim em Nelas que até 2001 explorou urânio, não escondem a revolta pelo "desprezo" a que foram votados pelo Estado. Desde que as minas encerraram, em 2001, já morreu mais de uma centena de mineiros. Ontem foi sepultado um homem de 60 anos que, depois de afastado da mina, lá regressou para preparar a venda de 127 toneladas de urânio à Alemanha. Ficou doente em 2006, com cancro do pulmão, morreu na terça-feira. A revolta dos mineiros perante mais uma morte já garantiu as energias para mais um protesto, na próxima segunda-feira, quando forem inauguradas as obras de requalificação ambiental.


Para ler mais: http://dn.sapo.pt/2008/04/10/cidades/mineiros_urgeirica_continuam_a_morre.html

Fonte: Diário de Noticias

10/01/2008

Ribeira da Pantanha

Ribeira da Pantanha desde ontem que está coberta de espuma


Noticias e fotos e entrevista em :

Urgeiriça em peso

13/12/2007

Consulta Pública do estudo sobre o IC12

O Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional encontra-se a efectuar a avaliação do impacte ambiental do projecto IC12 - Canas de Senhorim / Mangualde. O público interessado neste procedimento pode consultar o processo, durante 40 dias úteis, de 12 de Novembro de 2007 a 8 de Janeiro de 2008. Nas Câmaras Municipais de Nelas e Mangualde, na Agência Portuguesa do Ambiente, em Lisboa e na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro.

O resumo não técnico pode, ainda, ser consultado nas juntas de freguesia de Mangualde, Lapa de Lobo, Canas de Senhorim, Nelas, Vilar Seco, Moimenta de Maceira Dão e Fornos de Maceira Dão.

in Jornal do Centro

[Adenda]
Por nos parecer de vital importância para Canas de Senhorim o projecto de conclusão do IC12, cujo estudo de impacto ambiental se encontra disponível para consulta pública em http://www.iambiente.pt, retoma-se o post de 07/12/2007.

12/12/2007

Inquérito


Inquérito promovido pelo jornal "Notícias de Viseu"
Veja os resultados aqui

24/10/2007

Ranking - Escolas


Segundo o Jornal de Notícias a Escola EB 2,3/S Eng. Dionísio Augusto Cunha-Canas de Senhorim está na posição 172 num total de 608 escolas, só por curiosidade, Nelas está na posição 293. Ainda não analisei bem, mas parece-me que embora seja um resultado inferior ao dos últimos anos, é sempre digno de registo.

Download de Lista Completa >>