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10/01/2009

Votos para 09 _ Miguel Tiago (O PCP é favorável à Restauração do Concelho de Canas de Senhorim)


Comentário de Miguel Tiago (PCP)
(Pedras contra Canhões)
Deputado na AR
em 20 de Dezembro de 2008

(Entrevista de Farpas na barra lateral)

No PCP não há os grandes, nem os pequenos. Colectivamente, os compromissos são compromissos e isso basta. A posição do PCP é favorável à restauração do Concelho de Canas de Senhorim , no âmbito de uma reestruturação administrativa racional, que não veja avulsas as peças municipais do país e que traga de facto mudança, ao invés de satisfação sem que nada mude.

um abraço e boa luta!


03/01/2009

Restituição do Concelho de Canas de Senhorim


Memórias da Luta

RESTITUIÇÃO DO NOSSO CONCELHO!



Tribuna de Canas_Canas de Senhorim_26 de Novembro de 1976_AnoII_nº23
_Preço Avulso 5 esc.
Director: César dos Santos Lopes_Director Adjunto:João Pinto da Rosa
_Chefe de Redacção:AMEF

PS. O Dr. Edgar Figueiredo num discurso "empolgante" no largo 2 de Agosto (nos anos 80) referiu: "Os Canenses não lutam pela Criação do Concelho de Canas mas sim pela sua Restauração".
Antes disso as referências à luta falavam em Restituição do Nosso Concelho o que remetia para a ideia de devolução de algo que (nos) foi "roubado".

29/12/2008

Antigos trabalhadores da Urgeiriça prometem luta

(Clicar no titulo para ver noticia)

26/12/2008

O PCP apoia a Restauração do Concelho de Canas III

Histórica Assembleia Popular de 1975_César Lopes,Edgar Figueiredo(1º Líder do MRCCS), Fernando Pinto,António Pêga, Antº João Miranda, João Leandro, e milhares de outros canenses no Largo da Igreja, manifestam-se a favor da Restauração do Concelho de Canas.

Caro Miguel Tiago, estava longe de imaginar que respondesse directamente no blogue aos nossos comentários. Essa disponibilidade e consideração são de enaltecer e, por simpatia, dignificam o partido que representa.
Quanto à temática (restauração do concelho de Canas) é perfeitamente legítimo que os canenses criem expectativas relativamente à posição do PC, independentemente da conjuntura política nacional, da estratégia político-partidária local ou das opções administrativas regionais. A maioria dos canenses (o povo), ainda que não os ignore, está-se borrifando para esses preciosismos políticos, sentiu e sente na pele os efeitos nefastos de toda essa argumentação, foi ultrapassado no seu ensejo por esquemas de bastidores muito estranhos e já não tem paciência para meias palavras; a atitude da câmara de Asnelas continua a secundarizar e a protelar os nossos interesses, insistindo numa visão política “umbiguista”, de investimento exclusivamente centralizado na sede do município e, mais do que tudo isto, Canas e Asnelas nunca ultrapassarão o estigma criado e patrocinado pelo despotismo do “cacique” cá da zona que presidiu ao destino do concelho durante 20 anos e que nos remeteu para uma espécie de dormitório (por vontade dele até nos apagava do mapa). Se a isto somar as razões históricas que suportam a nossa “luta” e a forte consciência política que herdámos do passado recente enquanto comunidade “operária”, facilmente perceberá que palavras “amáveis” já não nos alegram. A única solução á a auto-determinação, a devolução a este povo da sua autonomia política e administrativa, do seu destino – o Município de Canas. E sobre esta matéria, citando um camarada seu “ou se está a favor ou contra nós”, não há cá meios termos nem palavras simpáticas. E olhe que já experimentámos essa via, fomos pacientes, auscultámos as diversas sensibilidades, confiámos no discurso político dito “responsável”… debalde.
Foi nesta perspectiva que adjectivei a sua entrevista e a actual posição do PC.
Cumprimentos (canenses)

comentário de Portuga Suave
à Entrevista de Miguel Tiago

11/12/2008

O PCP apoia a restauração do Município de Canas

Deputado Miguel Tiago (PCP)


MCNS_Boaventura Sousa Santos e José Carlos Vasconcelos parecem ser dos poucos "notáveis" a apoiar a Restauração do Concelho de Canas de Senhorim, parecendo até, ir mais longe investindo numa "causa Canas". Boaventura Sousa Santos, após a votação favorável de 1 de Julho de 2003 dos Projectos de Lei do PCP, do BE e do PSD descreveu o resultado como "a vitória do Povo". De facto, a Luta restauracionista (desde finais do séc. XIX) parece ser fundamentalmente do Povo, em que as elites, incluindo a canense, sentem algum desconforto.
José Carlos Vasconcelos para além de dizer que só com autonomia os canenses poderão ser
"senhores do seu destino" encontra semelhanças entre a "causa Canas" e "o que se passou no combate à ditadura e ao fascismo. É quase uma unidade antifascista", referiu. Considera que o facto de Canas ter um passado de forte intervenção política, incluindo substancial militância comunista, o que lhe conferiu em 75, o epíteto de" Barreiro da Beira Alta", serviu para alimentar a consciência de uma causa colectiva e de um impulso para a acção/luta?

MT_Não tenho dados para poder fazer análise. No entanto estou certo que a influência comunista é, em qualquer local, um factor determinante na capacidade de mobilização popular e, mais que isso, no carácter consequente dessa luta.

MCNS_No Portugal contemporâneo é ainda possível conseguir objectivos só com a força do Povo?

MT_Em qualquer ponto do mundo, todos os objectivos progressistas são atingidos apenas com a força da luta de massas. Todos os nossos direitos foram conquistados. Nunca ninguém nos “deu” nada. Pode ser difícil, mas é com a força dessas lutas que se conseguem as vitórias. No entanto, só uma luta estruturada, assente em objectivos claros, de alargada unidade na acção e na direcção, com uma perspectiva estratégica, pode assegurar vitórias. Da luta desorientada, dos espontaneismos, raramente resultam conquistas.

MCNS_O PCP continua a apoiar politicamente a luta pela restauração do Município de Canas e se eventualmente a relação de forças se alterar na AR está pronto para relançar a discussão da criação de novos concelhos em plenário?

MT_O PCP apoia a restauração do Município de Canas. No entanto, apenas no quadro de uma política estruturada de revisão do mapa autárquico. Ou seja, a proceder a alterações, que seja de forma integrada e estruturada, assente numa estratégia de desenvolvimento e não apenas para satisfazer as necessidades de oportunismos político de um qualquer partido. Da mesma forma, a luta deve desenvolver-se no quadro da legalidade e da constitucionalidade e devem ser assegurados e exercidos os direitos à participação eleitoral de todos os cidadãos e forças políticas de Canas de Senhorim.

MCNS_O PCP apoiará qualquer outro projecto que saia de outra bancada e que vise a restauração do concelho?

MT_Isso depende sempre da forma como a iniciativa surja, com base em que premissas e com que objectivos.

MCNS_Crê que a regionalização poderia controlar a supremacia das sedes de concelho relativamente às localidades que os servem e deslocalizar o investimento para essas mesmas localidades?

MT_Sem dúvida. A aproximação do poder às populações só pode constituir um passo positivo na gestão dos recursos e do território. Mais democracia pode apenas ajudar a resolver e não a complicar. No entanto, claro que a existêcia de regiões não é, por si só, a solução. É necessário um compromisso político com as aspirações e necessidades das populações, um compromisso verdadeiro e para cumprir.

MCNS_Como vê a fraca adesão política ao PCP na região da Beira?

MT_Esta pergunta daria certamente para preencher muitas páginas e ainda assim não ficar totalmente respondida. O PCP é um Partido que não vive nem pode viver apenas na dimensão mediática, ou seja, a sua força depende directamente dos alicerces orgânicos que existem no terreno. Partidos que vivem numa esfera desligada da população podem apenas preencher notícias nos jornais e disso extrair votos e resultados. O voto, a militância e a aproximação ao PCP são passos mais comprometidos, mais exigentes do ponto de vista da consciência de classe. Por seu lado, as insuficiências orgânicas do PCP na região devem-se às campanhas de ataque dirigidas desde sempre contra o PCP, o comunismo e o socialismo na região. A campanha anti-comunista atingiu nessa região do país contornos autenticamente aberrantes, recorrendo à calúnia e à mentira como forma de afastar a população. A circulação de uma doutrina que estimula a hierarquização social, em que o caciquismo regional desempenha um papel central, a ilusão de que o patrão zela pelo interesse comum e de que os comunistas querem ficar com as terras e o dinheiro, são tudo mecanismos de alienação colectiva que gozam de raizes históricas na região. A forte implantação de uma institituição religiosa que não hesita na utilização do púlpito para fazer política, a utilização do poder político como forma de difundir a alienação e a mentira sobre os comunistas e o seu papel, as distorções espalhadas sobre as posições dos comunistas sobre o sistema fundiário das beiras, etc., concorrem certamente para uma menor implantação do PCP na região.

MCNS_Existe, neste momento, algum contacto entre o PCP e o MRCCS (Movimento para a Restauração do Concelho de Canas de Senhorim)? Se não existem: está o PCP na disposição de voltar a ouvir os argumentos dos canenses e disponibilizar o seu apoio a esta causa?

O Grupo Parlamentar do PCP recebe todos os movimentos que queiram partilhar as suas preocupações e reivindicações e que queiram colocá-las no plano da Assembleia da República.

MCNS_Neste momento o executivo da CM de Nelas é constituído por uma coligação PSD/CDS PP, partidos que em 2003 apoiaram o projecto de elevação de Canas de Senhorim a município, no entanto o sentimento geral da população é de que nada mudou com a tomada de posse desta nova força política continuando a verificar-se uma discriminação a nível de investimento relativamente a esta localidade que conta com 30% da população do concelho de Nelas. Acredita que o sentimento de distanciamento da população portuguesa para com a política possa ter como um dos motivos a gestão das autarquias? Serão os políticos “todos iguais” quando estão no poder diferenciando-se apenas na oposição?

MT_É claro que os sentimentos da população perante o poder político e os partidos políticos que nele participam estão intimamente ligados com a forma como se procede ao exercício do poder, em qualquer plano, autárquico ou nacional. A forma como alguns partidos traem sistematicamente os compromissos que assumem eleitoralmente, e como alguns partidos usam as expectativas populares em benefício próprio descredibiliza a democracia e ataca directa e indirectamente os direitos das populações. A cedência a interesses privados, alheios às populações, a clientelismos vários e a amiguismos que se verifica no Poder Local desligado das populações é o primeiro passo para a descredibilização do papel dos partidos. Os partidos não são todos iguais, nem tampouco são os políticos todos iguais. Prova disso mesmo é a diferença substantiva que se verifica na forma e no conteúdo do exercício do poder local democrático em concelhos de maioria CDU, onde as infra-estruturas básicas estão construídas desde os anos 80, desde o saneamento básico à rede viária local e às infra-estruturas culturais, ambientais e biofísicas.

MCNS_Será legítimo a população de Canas de Senhorim querer uma “discriminação positiva” para compensar os 20 anos de investimento zero e abandono por parte do executivo do PS que governava a CMN, principalmente do seu presidente José Correia?

MT_O que importa é que o Estado cumpra o seu papel de manutenção da integridade territorial do país e que, nesse esforço, seja tida em conta a necessidade de assegurar o desenvolvimento equitativo de todo o território. O desinvestimento em determinadas regiões, independentemente do arranjo territorial que tenha, nasce sempre da traição aos interesses nacionais no exercício do poder. A definição de uma determinada povoação, cidade ou vila como concelho não deve nem pode ser o único factor que determina o peso dessa comunidade perante o poder. Ao Estado cabe assegurar os mesmos direitos a todos os cidadãos da República.

MCNS_No âmbito da remodelação dos acessos à Região Centro Interior, Canas vê-se novamente minorizada . Inicialmente estava prevista a existência de nós do IC 12 e IC 37 (Viseu - Covilhã) na freguesia, explicáveis pelo seu carácter estratégico na região. Hoje, por vontade da CM Nelas (no caso do IC 37) e de forças "não visíveis" (no caso do IC 12) Canas corre o risco de ficar fora do desenvolvimento que este investimento público vai despoletar. Como poderá Canas dar visibilidade politica a este caso? Como se explica o silêncio do executivo camarário, perdido em discussões sobre portagens, em vez de assumir, como lhe competia a luta pela causa de Canas neste dossiê?

MT_Só a luta das populações, aliada a um compromisso assumido pelos eleitos locais e nacionais poderá dar resposta às necessidades que se colocam no terreno. A política de organização territorial preconizada pelos sucessivos governos assenta claramente na macrocefalização dos grandes centros urbanos, na litoralização do país e no desinvestimento e repovoação do interior. Prova disso são os encerramentos de escolas, de serviços públicos de correios, saúde e outros. O Estado abandona o interior e as zonas mais empobrecidas do país, empurrando as populações para o êxodo e as migrações massivas a que vamos assistindo. É assustador verificar que em grandes áreas do país, durante a semana, praticamente não existem habitantes (particularmente homens) porque se deslocam para Espanha na busca de trabalho que lhes possibilite pôr comida na mesa para as famílias. Devem ser também as próprias populações a chamar a suas mãos a luta e a fazer um balanço do papel de cada força política – avaliando a sua coerência, a sua firmeza e a sua honestidade – para que esteja capaz de punir eleitoralmente aquelas que usam os anseios do povo como o pretexto para a sua própria promoção e que rapidamente os esquecem no desempenho das suas funções, assim abandonando os compromissos assumidos.

MCNS_Esteve recentemente em Canas de Senhorim, mais propriamente na Urgeiriça, para falar sobre o estado do processo que envolve ex-trabalhadores, e familiares, da Empresa nacional de Urânio que têm exigido ao Governo que mesmo aqueles que não tinham vínculo à ENU na data da sua dissolução sejam abrangidos por um decreto-lei (nº 25/2005) que os equipare a trabalhadores de fundo de mina, dando benefícios na idade da reforma, e o pagamento de indemnizações aos familiares daqueles que morreram de doenças relacionadas com a exposição à radioactividade. Em que ponto se encontra este processo?

MT_O PCP tem activamente defendido as reivindicações dos ex-trabalhadores da ENU, bem como se tem solidarizado com a sua luta. O Grupo Parlamentar propôs na Assembleia da República que fossem atribuídos a estes trabalhadores os mesmos direitos que são legalmente contemplados para os que laboravam à data do encerramento da unidade mineira de urânio. Da mesma forma, o GP PCP propôs a consagração de um plano de acompanhamento médico absolutamente gratuito, estendido aos familiares dos ex-trabalhadores e a previsão de indemnizações às famílias por morte relacionada ou imputável à actividade mineira.

O nosso Muito Obrigado ao Deputado Miguel Tiago
pela entrevista concedida ao "Município"
.

25/10/2008

Marcas da Luta

(clique nas fotos para ampliar)



23/10/2008

Lutas "esquecidas"





22/10/2008

“Retrato” de António Minhoto

[…] Começou a trabalhar muito cedo, foi a maior parte da vida um "trabalhador indiferenciado" - a expressão é sua - e é hoje um homem bem-sucedido com uma actividade absorvente […]

Reportagem em :Urgeiriça

26/08/2008

United Colors of Canas


Esta luta deve unir socialistas, sociais-democratas, movimentalistas, anti-movimentalistas e demais grupos organizados ou desorganizados que existam. Que cada grupo político use a sua melhor influência, não em prol do seu partido, mas em prol da sua terra.


Manuel Henriques

in Canas de Senhorim referindo-se ao nó do IC12 e à passagem da IC37 em Canas

25/08/2008

2 de Agosto ( e novos motivos de luta)

(Publicado no Edição nº 117 do Jornal "Canas de Senhorim")


2 de Agosto ( e novos motivos de luta)

Comemorou-se há dias o 26º aniversário do 2 de Agosto. Como vem sendo hábito o MRCCS organizou o tradicional evento festivo, onde não faltaram os 3 condimentos essenciais da festa (discurso, música e sardinhas assadas).
São conhecidas as dificuldades presentes da luta que dá alma ao 2 de Agosto, todas elas externas ao Movimento e ao povo de Canas. De todo modo, o simples facto da festa se continuar a realizar é uma demonstração notável da dignidade do povo da nossa terra, que não esquece as suas ambições e história colectiva.
Sendo esta festa uma comemoração do dia em que um movimento popular espontâneo demonstrou a sua indignação contra a perda de valências do interesse da colectividade (o código postal próprio) e reivindicou direitos que lhe pareciam da mais elementar justiça (a paragem de comboios rápidos, a construção de um posto de saúde e a restauração do concelho), o significado da comemoração renova-se a cada ano, com as novas necessidades e aspirações, contribuindo para a construção da identidade colectiva.
Sabemos que algumas destas lutas foram perdidas, outras foram ganhas e outras permanecem num limbo ainda indefinido. A vida é assim mesmo. Certo é que 26 anos passados não faltam (novas) razões de mobilização cívica, ainda que por pretextos distintos e em moldes diferentes. Como foi lembrado no discurso deste ano pelo líder do MRCCS (Luís Pinheiro) está em curso uma luta, nos bastidores políticos, pela definição dos nós de acesso e locais de passagem das novas acessibilidades da região centro interior (IC 12 e IC 37). Sabemos que nesta luta de galos partimos em desvantagem pela nossa menoridade institucional (somos apenas freguesia) e por termos como adversários forças que pertencem à estrutura partidária que governa, actualmente, o nosso país, e cujas opções são opostas às nossas.
Contudo, isto não serve de desculpa para baixarmos os braços ao nosso “fado canense”. Todos os grandes projectos sempre motivaram lutas mais ou menos intensas. Relembre-se o caso da construção da Linha da Beira Alta (década de setenta, séc. XIX) cuja construção motivou disputas entre os municípios do distrito da Guarda e de Viseu contemplados (ou não) pela passagem da via-férrea.
Foi anunciado um abaixo-assinado promovido pelo MRCCS para contestar a intervenção de alguns políticos locais e distritais em demarches prejudiciais ao interesse de Canas de Senhorim, onde alegadamente se ignora a decisão tomada pela Câmara e Junta de Freguesia quanto ao nó do IC 12 e, como já abordado nesta coluna no mês passado, se contesta a inerranável votação dos Vereadores da Câmara de Nelas (Oposição e Situação) por uma solução no IC 37 que prejudica a maioria das freguesias do concelho.
Saibam por isso, os que têm responsabilidades politicas ou pretendem vir a ter, que o interesse da nossa terra é mais bem defendido se aderirmos todos a estas lutas deixando de lado questiúnculas do passado, olhando para estes temas de forma apartidária. Com isto ninguém põe em causa as suas diferenças com quem é poder. Em democracia estas diferenças existirão sempre e é salutar que assim seja. O que não é salutar é a ficarmos cegos pela lógica de actuação dos aparelhos partidários. Esta forma de actuação do partido-clube é pouco inteligente. Esta luta deve unir socialistas, sociais-democratas, movimentalistas, anti-movimentalistas e demais grupos organizados ou desorganizados que existam. Que cada grupo politico use a sua melhor influência, não em prol do seu partido, mas em prol da sua terra.


Manuel Alexandre Henriques
(mahenriques@sapo.pt)

02/08/2008

2 de Agosto de 1982

Lembro-me que a canícula própria da época já era suficiente para classificar como quente o Verão de 1982. Porém nem o dia mais quente de todos os Verões quentes é comparável ao dia 2 de Agosto de 1982. Esse dia ficou eternizado na minha memória e a agitação que se verificou valeu bem a minha ausência no festival de Vilar de Mouros, acontecimento que à época e na minha idade era de presença obrigatória. Posso dizer que desde a corrida desenfreada pela Rua da Estação visando cortar a linha de comboio até ao “assalto” aos correios, passando pela participação em concertações mais ou menos clandestinas e distribuições lácteas aos passageiros bloqueados, estive em todos os palcos onde a acção se desenrolou. Admito que não participei activamente em intervenções que descambaram em escaramuça, como foi o caso dos correios, optando por me proteger da “carga” da GNR correndo para o pátio do Dr. Monteiro e daí, por entre atropelos e encontrões, para o interior da padaria, que acabou por acolher os menos afoitos. Por lá ficámos controlando o melhor que podíamos a adrenalina, entre sorrisos nervosos e exclamações buçais, rogando que a GNR não entrasse por ali adentro. Não entrou, felizmente.A curiosidade desprendeu-nos o medo e lá voltámos à confusão, vaiando a fraca força da GNR que marcava presença no local, provavelmente mais atemorizada que os próprios manifestantes alvo das suas represálias.O grito de indignação que se fez sentir naquele dia era corolário da perda consecutiva não só de direitos e regalias institucionais (CP e CTT), mas também da crescente angústia de um povo que via o futuro da sua terra comprometido, consequência do encerramento dos fornos eléctricos e do fim da exploração das Minas da Urgeiriça. A sensação de abandono e negligência a que Canas e a sua população eram votados despoletaram a revolta que agora se anunciava. Era este o espírito, ou o eco que me ficou da consciência da população que se manifestou temerária no dia 2 de Agosto de 1982.Hoje, passados 24 anos, subsistem as razões que nos levaram à intrepidez daquele dia. O hiato de tempo verificado, independentemente da vontade colectiva demonstrada, não trouxe nada de novo. Se, neste período, Canas sobreviveu aos desaires, às promessas e ao desencanto a que foi sujeita isso deve-se à firmeza de carácter, à grandeza de espírito das suas gentes e à razão e unidade que lhes assiste.2 de Agosto de 1982, de 2006 ou de 2030 tanto faz. O que importa é a vontade e a perseverança que esta data evoca e projecta no futuro como símbolo de um povo renitente e inconformado.
Terça-feira, Agosto 01, 2006

2 de Agosto

Data fundadora
[...]Mas, a data fundadora das reivindicações em Canas, referida constantemente nas conversas e celebrada anualmente, é o 2 de Agosto de 1982. Em Março de 1982, o Centro Democrático Social (CDS) tinha apresentado na Assembleia da República um projecto de lei para a criação do concelho de Canas de Senhorim. Tal iniciativa legislativa, institucionalizando politicamente a luta pelo concelho e congregando os diferentes sectores da população de Canas, faria reactivar o processo reivindicativo na localidade. Em Maio desse ano, a Comissão Pró-Criação do Concelho dava uma conferência de imprensa onde apresentava como exigências a criação de um código postal próprio, a paragem dos comboios rápidos, um posto clínico e a subida a discussão na Assembleia da República do projecto apresentado pelo CDS (Jornal de Notícias, 1 de Maio de 1982). Este jornal adoptou, nesta época, uma posição favorável às reivindicações do Movimento de Canas publicando várias notícias que denunciavam as condições deploráveis das infraestruturas na freguesia e enquadrando historicamente a luta pelo concelho (JN, 20 de Maio e 1 de Julho de 1982).
A 30 de Julho de 1982 o projecto de lei do CDS não foi votado na Assembleia da República por falta de quórum. A 2 de Agosto de 1982, a população de Canas concentrou-se junto à estação dos Correios para não deixar sair a correspondência e exigir um código postal próprio. Constatando as pessoas que a correspondência tinha sido retirada antecipadamente, o edifício foi tomado pela população. De forma espontânea decidiram de seguida ir cortar a linha de caminho de ferro. Como salienta o articulista do JN, esta medida tinha um grande impacte devido ao facto de a linha ser internacional e servir como ponto de passagem de muitos emigrantes. Foram retirados mais de 100 metros de carris. Entretanto, a Guarda Nacional Republicana (GNR), aproveitando o facto dos populares estarem concentrados na linha férrea, tinha ocupado o edifício dos CTT. Tocou a sirene e o povo voltou aos Correios. A GNR utilizou a força, resultando 5 feridos entre os populares e alguns guardas feridos sem gravidade. A população retomou o edifício, ficando de piquete. Quando os populares voltaram à linha depararam com a presença do Corpo de Intervenção da GNR. Foi estabelecido um acordo com o comandante da GNR. A polícia não intervinha e as pessoas permaneciam na linha.
No dia seguinte, após reunião com autoridades no Governo Civil de Viseu, o Movimento, em plenário popular, decidiu levantar o bloqueio. Foi também decidido observar, a partir de então, o 2 de Agosto como símbolo do futuro concelho de Canas, contra o feriado municipal de Nelas que se celebra a 24 de Junho (JN, 4 de Agosto de 1982).

Uma localidade da Beira em protesto: memória, populismo e democracia

01/08/2008

O 2 de Agosto de 1982 visto pelo JN [I]


edição de 3 de Agosto de 1982
recolha de Heleno de Jesus Pereirinha

As motivações
Perda do Código Postal
Manutenção do posto dos CTT
Ausência de paragem na estação Canas-Felgueira dos comboios rápidos
O Posto Clínico
A separação da tutela concelhia de Asnelas
O projecto para a restauração do concelho apresentado na AR pelo CDS

Os títulos do JN
Em luta pelo Código Postal, Canas de Senhorim sequestrou Correios e arrancou via-férrea.

01/07/2008

Elevação a Concelho dá festa rija em Canas

há cinco anos foi assim...

Conquista. Explosão de alegria no momento em que se consumou a elevação a concelho. O Café da terra ofereceu cerveja de borla a toda a gente.
Festa brava nas ruas de Canas de Senhorim. Gritos . Vivas. Palavras de ordem. Champanhe. Uma explosão de alegria. Eram exactamente 18H02. A AR tinha acabado de aprovar a criação do concelho de Canas de Senhorim. O dia 1 de Julho fica para a história. O Largo 2 de Agosto, um local simbólico da vila encheu-se de gente. O povo de Canas saiu à rua."Fez-se justiça, finalmente" grita A. Fonseca , 51 anos , um dos canenses que há três anos fez greve de fome e se acorrentou a um dos pilares da AR, exigindo a restauração do concelho, anexado, nos fins do séc. XIX ao município de nelas.(...)
Rui Bondoso in JN 2 Julho 03

12/06/2008

hasta la vitctoria siempre !


PREÂMBULO ( ENQUADRAMENTO POLITICO-ADMINISTRATIVO)
Com o foral de Abril de 1196 ( D. Sancho I) confirmado pelo segundo foral de Março de 1514 ( D. Manuel I), Canas de Senhorim foi sede de município até 1852.
A sua extinção nesta data não tem ainda até hoje qualquer justificação legal, porque o decreto que a promulgou nem sequer foi publicado na Folha Oficial.
Porém os Canenses, aproveitaram com o desenvolvimento da sua terra e a incerteza concelhia de então a reconquista do seu município em 1866 a que a revolução da Janeirinha determinou, algum tempo depois a sua extinção.
Mas não acabaram por aqui as justas aspirações dos Canenses que firmados nas suas tradições municipalistas que conservam nas particularidades históricas que ressaltam do seu património e determinados pela sua unidade e rebeldia, encontram em si a força necessária e suficiente para alimentar a vontade inequívoca de restaurar o que só a eles pertence o seu município.
O municipalismo continua e há-de ser sempre a força dinamizadora do progresso e do desenvolvimento dos povos e a constante e determinante democratização das populações.
O municipalismo dignifica o cidadão ante o direito e dinamiza-o na procura da justiça o que não sucede com qualquer outra forma de governação local.
O território nacional carece de um reordenamento geral que, pelo menos, o aproxime dos níveis de desenvolvimento dos países europeus.
As populações da freguesia de Canas de Senhorim e das suas limítrofes estão atentas e registam com agrado a evolução positiva na orientação desse reordenamento se encaminhar no sentido de municipalizar Portugal, difundindo o município por todo o seu território.
A recriação do seu município por que há tantos anos lutam corresponde aos anseios ancestrais dos Canenses que já herdaram de seus avós.
Entendem mesmo que essa modificação no sentido proposto não pode limitar-se à criação de alguns concelhos ( e não municípios) em zonas limitadas por grandes massas populacionais e não contempla os anseios de grande parte da população portuguesa.
E porque nunca houve coragem para se efectuar a Reforma Administrativa que, há muitas dezenas de anos se impunha, o sistema autárquico português em vigor, velho, caduco e anquilosado, não corresponde sequer minimamente ao de todos os países europeus.
Instituído que foi por uma reforma administrativa que mesmo enxertada através dos tempos por sucessivos arranjos, nunca deixou de ser um sistema desajustado das realidades nacionais contrariando os mais simples, mas modernos, sistemas europeus.
Desenquadrado dessas nossas realidades jamais considerou as modificações ocorridas em dezenas e dezenas de anos.
Nunca satisfez as menores aspirações das populações dispersas pelo interior do País, não promoveu a unidade e o progresso globalmente considerados.
Gerado no seio do chamado "centralismo" de meados do século passado manipula os dinheiros públicos que manobra a seu belo prazer e acentua as diferenças entre o que todos pagam e só alguns recebem.
Este sistema autárquico, além dos inconvenientes sobejamente conhecidos, nem sequer respeita as próprias tradições municipalistas das populações que domina, espolia, vexa e coloniza e de que Canas de Senhorim é também vítima.
A reforma que se impões determinar-se-á pelo incremento do municipalismo sob pena de se perder no meio da impropriedade administrativa em que normalmente as câmaras municipais sugam as freguesias sem força, sem poder e sem protecção que se limitam a mendigar-lhes a mínima parcela do direito que deveriam ter e não têm ou não deixam exercer em consequência da chamada autonomia municipal.
Como é sabido, o nosso País não tem tradições regionalistas, mas tem aquele acentuado pendor municipalista fortemente enraizado por essa tradição que a tal reforma do século passado pretendeu destruir e a que a ora chamada regionalização, pretende conformar, consolidar e enraizar.
E a esta tradição municipalista não é estranha Canas de Senhorim e às terras intimamente ligadas a esta. Dir-se-á que o municipalismo e o ruralismo não só se conjugam como consolidam os destinos dos mais fracos e desprotegidos e dos que longe do poder carecem de protecção.
A história municipal de Canas de Senhorim remonta aos inícios da nacionalidade e chegou até nós de geração em geração constituindo hoje a mais rica das tradições dos seus povos que encontram nela a dinâmica da sua luta na procura da dignidade e liberdade perdidas.
Esta tradição mais se firmou e enraizou na mente das pessoas com a perda pela primeira vez, da sua autonomia estando-lhe mesmo subjacente a este sentimento ancestral a recriação do seu município.
Daí que esta seja a primeira condição objectiva de desenvolvimento económico, social e cultural dessa vasta região com a qual intimamente se identifica e se confunde até e que o actual quadro administrativo se mostra incapaz de minimamente considerar ou respeitar.
Entendem as pessoas que o prometido reordenamento territorial para ser actual, justo e equilibrado, terá de considerar que os municípios a criar não pressuponham apenas números e áreas metropolitanas ou se determinem por factores estranhos à sua administração.
Deverá reapreciar e considerar, pelo menos, casos pontuais que se arrastam há largas dezenas de anos por forma a não mais violentar os sentimentos das pessoas radicando nestas o seu próprio subdesenvolvimento e a sua própria revolta.
E deixem de vez Canas de Senhorim ser livre e digna, exporgando-a definitivamente das velhas provocações sob a forma do chamado NEOCOLONIALISMO INTERIOR.

NOTA FINAL
Daí que o Movimento para a Restauração do Município considere e defenda que uma vez que não será possível criar caso a caso os futuros novos municípios, a futura criação destes, pode fundamentar-se numa de duas ordens de razões que a justifique ou determine:
1º - No primeiro caso o município, melhor o concelho, surge por via administrativa, por razões administrativas, por comodidade dos munícipes. Neste caso depende de um número de pessoas que a lei fixa, mas não carece de manifestação de vontade popular. São municípios urbanos. É a própria norma de direito que desencadeia a sua criação e é mesmo o seu pressuposto. O concelho está na vontade dessa lei.
Com esta situação pode comparar-se aquela em que as populações se encontrem a grande distância da sede do seu concelho, mas esta situação encontra-se presentemente atenuada pelos actuais meios de comunicação.

2º - No segundo caso, o município está na vontade das pessoas quando inequivocamente manifestada e aquela razão é o seu próprio substracto da manifestação do seu direito.
Quando o povo de Canas de Senhorim desce à rua a reclamar o seu município, acompanhando por vezes a reclamação com outras medidas, a criação deste está na sua vontade e não na da lei que apenas a reconhece e a formaliza.
Em qualquer dos casos a lei vai exigir a existência de um mínimo de condições que permitam a sua administração e ainda a maioria das estruturas dos actuais municípios ( escolas primárias e secundárias, associações culturais e recreativas, bombeiros, bancos, G.N.R. etc.)
Ora a freguesia de Canas de Senhorim enquadra-se perfeitamente neste segundo caso e dir-se-à ainda que existem em Portugal muitos concelhos com população inferior à da nossa freguesia ( e ainda ninguém pensou em extingui-los ), sem considerar a população do futuro município de Canas de Senhorim em que se integram povoações e freguesias de municípios limítrofes.
Quer dizer que a lei a aplicar não poderá ser a mesma em todo o país. Deverá ser criada uma lei para zonas metropolitanas ou de forte densidade populacional e uma lei diferente para as zonas do interior que não dependa do factor demográfico ou territorial.
Uma lei de aplicação à segunda situação descrita, que não dependa da densidade populacional ou quilométrica, sob pena de não se criar qualquer município no interior do país, vincando ainda mais as já profundas assimetrias existentes entre o litoral ou zonas metropolitanas e os meios rurais interiores.
Sabendo nós que o município é hoje "o maior empregador nacional" cumpre prender as populações ao seu meio e evitar imigrações massivas para aquelas zonas combatendo o desemprego.
ASSIM O MOVIMENTO PROPÕE:
MUNICÍPIOS
-DA LEI - Quantitativos, urbanos ou administrativos
-VONTADE DAS POPULAÇÕES - Qualitativos, rurais ou histórico-municipalistas.

CONDIÇÕES
-DA LEI (urbanos) - Com a existência na sua sede das mesmas condições de estruturas da sede do concelho mãe;
Com o número de habitantes e (ou) área fixada na própria lei.
-DA VONTADE DAS POPULAÇÕES (RURAIS)
Com existência na sua sede das mesmas ou semelhantes condições e estruturas da sede do concelho mãe; Vontade da sua população já manifestada através de vários actos públicos;
As suas tradições municipalistas ou outros elementos sociais, culturais ou económicos, serão as determinantes daquela manifestação.
Em caso de necessidade deverá ser nomeada uma comissão para fixar os limites territoriais ao futuro município.
Não há ao contrário do que se pretende fazer crer, maior despesa para ao estado com a criação de novos municípios. O aumento de despesas com os novos municípios é compensado com a sua diminuição no município-mãe em consequência daquela desanexação.

O Movimento para a Restauração do Concelho de Canas de Senhorim

Memórias de uma luta...

César Lopes nas lutas de 75, ao lado do então líder restauracionista Dr. Edgar Figueiredo. Podem ver-se ainda, entre outros, os "históricos" Fernando Pinto,Antº João Pais Miranda, João Leandro e Dr. Pêga.

[...]César Lopes, um dos populares mais respeitados de Canas, de 74 anos, com muitas histórias de lutas separatistas para contar...

«Reles aldeia»

«Tenho uma de que nunca me hei-de esquecer. Foi aquela que ouvi da boca do Presidente da Câmara de Nelas, quando disse aqui que haveria de transformar Canas de Senhorim numa 'reles' aldeia. Eu ouvi essa barbaridade,
pode lá pôr isso no seu jornal», atesta o popular, que conta que «Canas é tão importante, que até o carnaval brasileiro foi daqui. Foram portugueses de Canas de Senhorim que levaram para lá aquele carnaval». E diz que o país deve muito a Canas, «porque foi Canas de Senhorim que na altura da crise do petróleo (1973), pagou com o urânio que daqui se extraiu, durante largos meses, o combustível consumido no país. Isto são coisas que as pessoas não devem esquecer. E é por causa disso, pelas potencialidades que Canas de Senhorim tem, pelo seu passado histórico e pela sua luta, que queremos separar-nos de Nelas, que queremos ser outra vez concelho».
19/11/99 Jornal de Notícias S.A.
3o anos depois César Lopes na luta em Viseu

[...]Alguns canenses vão passar a Consoada (noite de Natal) em frente do Parlamento, em Lisboa, ou então à porta da Presidência da República, soube Diário Regional de Viseu, de fonte segura. A iniciativa vem na sequência da luta que o povo canense tem travado, nomeadamente nos últimos dois anos, pela elevação de Canas de Senhorim a concelho, separando-se, desse modo, do concelho de Nelas. Segundo parece, os organizadores de mais esta manifestação pelo «direito dos canenses a constituir o seu concelho» irão «pegar nas suas respectivas famílias» e rumarão até Lisboa. da República ou Belém, é a dúvida que ainda permanece. A mesma fonte referiu ao nosso Jornal «não terem os organizadores de pedirem tamanho sacrifício» aos seus conterrâneos, tratando-se da véspera de Natal, um dia «inteiramente dedicado à família». Daí que o grupo de pessoas a deslocar-se a Lisboa «seja restrito», garantiu. «A não ser que os canenses pretendam aderir em massa à iniciativa...!», concluiu. Novidades esperam-se para breve, segundo ainda apurámos.
In Viseu Diário 14/12/99

09/06/2008

...estranha forma de vida


... Lamento desiludi-lo, a câmara é de nelas e eu defendo a restauração do concelho de Canas, logo a Câmara de Canas. Estou-me nas tintas para as eleições em nelas, porque não resulta desenvolvimento para Canas, sou candidato se me deixarem a continuar a lutar por Canas, em conjunto com todos, em qualquer posição, pode ser a seguir ao último.


Comentário de anónimo em 05 Junho, 2008 01:26

08/06/2008

A Luta...

Reportagem em:

03/06/2008

Município de Canas de Senhorim (PCR)

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(...)faz todo o sentido criar um pólo colectivo de resistência que mantenha viva a chama municipalista(...) [PortugaSuave em "Editorial"]

Não devemos ter medo das palavras: é de um pólo colectivo de resistência que falamos. [Manuel Henriques]

1ª postagem Maio de 2007__________________________

O Pólo Colectivo de Resistência (PCR) introduz neste blog o conceito cívico de exercício de cidadania. Nasceu de forma espontânea e reflecte a voz daqueles que não alinham no adormecimento geral perante a estagnação social e política que se vive em Canas de Senhorim.

O exercício de cidadania, num regime democrático, não se esgota nas garantias formais instituídas pelos órgãos da república. Em democracia, para além da representatividade política como garante do sistema, os cidadãos, mesmo fora de qualquer contexto político-partidário, têm a prerrogativa constitucional de intervir socialmente, quer manifestando activamente as suas aspirações e as suas convicções quer reclamando junto do poder constituído os meios e as práticas que conduzam à satisfação dos seus interesses.

Há muito que Canas vem pelejando nestas duas frentes para que as suas pretensões sejam ouvidas e cumpridas: fê-lo reafirmando desde sempre essa vontade através do sentimento latente da população, sentimento esse que a partir dos anos 70, sob a bandeira da então recente democracia, se revelou abertamente, conduzindo à criação do Movimento de Restauração do Concelho de Canas de Senhorim (MRCCS), uma estrutura apartidária cujo objectivo era dar voz às ambições municipalistas da população; e fê-lo, mais recentemente, através dos canais institucionais, com o aval dos partidos políticos sensíveis ao nosso problema, tentativa que se revelou gorada pela controversa e inusitada decisão do Presidente da República.

O PCR surge na sequência deste ciclo desfavorável, com o objectivo de recuperar forças e animar vontades; capaz de manter viva a ideia que perseguimos, incutindo motivação, reunindo consensos e juntando esforços. Um colectivo que impulsione a nossa causa e que divulgue e promova o pulsar das forças vivas da comunidade. Uma voz que exprima os sentimentos de um povo que não se verga, de uma terra ancestral que não se entrega. Um movimento cívico de resistência, legitimado pelo princípio inalienável do direito ao exercício de cidadania.Foi este o espírito que presidiu à constituição deste espaço de intervenção cívica. Emana da filosofia subjacente ao blog MCdS, como extensão activa e intervencionista daqueles que se revêem no projecto de restauração do concelho de Canas de Senhorim.

Na sua formação atribuímos-lhe simbolicamente as referências que constituem a génese da sua criação e dão cor e forma à bandeira do PCR: o centauro que exprime força e inteligência, o vermelho que afirma a vontade, o amarelo que representa a convicção e o preto que apela à união e simboliza o apego à terra.Ficam assim, debaixo da égide do PCR, todos os contributos que no âmbito do MCdS evidenciem um manifesto apoio à causa que nos move: Canas de Senhorim a concelho.

28/04/2008

Axiomas da Liberdade



... Ainda não tinha um ano de vida!...

Os habitantes, com representantes do MFA, concordaram em restaurar o Município de Canas de Senhorim... Parece ter sido no Largo da Igreja!...

Parece que não é dada legitimidade para se falar do 25 de Abril, a quem não tenha estado nos acontecimentos anteriores e posteriores à data... A esses só se permie dizer ou escrever frases feitas por outros como “25 de Abril sempre, fascismo nunca mais”, “falta cumprir Abril”.
Não esqueço, os muitos que lutaram, simplesmente para ficarem com o ceptro “Salazarista” ou de um outro regime ditatorial qualquer...
Não esqueço do medo actual dos nossos políticos com o “axioma” democrático de que é o povo que mais ordena... Cada vez é menos verdade!... Mais de 75% de trabalhadores de uma certa profissão disseram não às políticas, mas foi a política que venceu... Os representantes do Povo aprovam unanimemente uma lei que nunca foi aplicada... O que é que o Povo ordena?...
Ordena um Sócrates arrogante porque sempre é melhor estar mal que péssimo.
Posso não ter legitimidade para falar do 25 de Abril, não estive preso no Tarrafal, nunca fui torturado pela Pide, não estive no Terreiro do Paço, não fui para a guerra colonial, mas posso mostrar a minha mais elevada consideração por todos aqueles que sim. Mas a mim, nos pós 25 de Abril, já me foi recusado o direito a manifestar-me, já fui ameaçado pela GNR para não falar, já foram instaurados processos políticos mascarados de qualquer coisa... Só para amedrontar quem vai a luta!
Depois do 25 de Abril, já foram dadas benesses aos “bufos”, já se andou no beija mão a neo-regedores, já se gritou por Liberdade!...

A questão não é tanto como estaríamos hoje sem o 25 de Abril, mas onde poderíamos estar hoje com o 25 de Abril de 1974... Não posso responder-vos... Está-me vedado esse direito! Ainda não tinha um ano de vida e, para piorar, vivia em Canas de Senhorim!...

Portugal Sempre!...