17/05/2006
10/05/2006
torrente de lava...(vamos acreditar)
Canas passa por um período de indecisão! O veto presidencial, sobre a lei que permitia Canas de Senhorim constituir-se como concelho, foi de difícil digestão e ainda alimenta mágoa e inconformismo, facilmente verificáveis no semblante dos canenses. Para além disso os acontecimentos posteriores vieram confirmar a depressão que já se anunciava.Como vulcão que após estrondosa erupção, se consome em pequenos fogachos internos, queimando nas entranhas a energia necessária para levar o clamor da sua reivindicação lá abaixo, à planície, também os canenses se desgastaram em duelos internos perpetrados a propósito das eleições autárquicas e atingindo tudo e todos.Lisboa fica longe e a torrente de lava precisa de ser alimentada com alento e união para lá chegar ostensiva. Esta energia precisa ser dirigida eficaz e convenientemente e não consumida em confrontos inconsequentes e comportamentos arruaceiros como os verificados no verão de 2005, a pretexto das eleições para a Junta de Freguesia, sob o risco da força e razão que nos assistem se perderem, por efeito do desencontro de opiniões quanto à metodologia e estratégia a seguir na persecução dos objectivos a alcançar.Para a presidência da Junta avançou Luís Pinheiro enquanto líder do MRCCS (Movimento de Restauração do Concelho de Canas de Senhorim). Também avançaram outras sensibilidades e interesses políticos, ou porque não se reviam no MRCCS ou porque não fazia sentido qualquer união em torno de um projecto ambivalente, ou por meras incompatibilidades pessoais. Insurgiram-se os primeiros apelidando os demais de traidores e integristas, indignaram-se estes acusando aqueles de anti-democratas e ditadores. Assim se fraccionou a aparente comunhão em torno de uma causa. Nada demais em política e em democracia, não fosse o desconforto de saber que a partir daí já nada seria como dantes.O PS, partido do ex-presidente da Câmara, José Correia, perdeu as eleições e o MRCCS, subsidiário do partido vencedor (PSD), ficou preso numa pseudo-aliança incómoda e comprometedora que lhe retira espaço de manobra para continuar a reivindicar o concelho, uma vez que a actual presidente, Dra. Isaura Pedro, foi peremptória na sua campanha eleitoral ao reafirmar a intenção de presidir um concelho uno e indivisível. Este abraço eleitoral, com contornos de apoio político, foi um erro estratégico do MRCCS. Um abraço excessivamente apertado, mesmo considerando que o período é de defeso e a manobra evasiva.Nestas circunstâncias o MRCCS debilitou-se politicamente ao enveredar por uma argumentação que substancialmente assenta em dois pressupostos incompatíveis: por um lado mantém presente, embora adiada por força da conjuntura política, o intenção de não abdicar da luta pelo concelho, por outro cede à tentação de se fazer representar, a título institucional, na Junta de Freguesia e por inerência na Câmara Municipal de Nelas e respectiva Assembleia, no intuito de reivindicar ou negociar mais e melhor para Canas.Não está em causa a legitimidade da representação, uma vez que foi esse o entendimento expresso pela população nas eleições, mas sim, a prática dessa dualidade de intenções. O Movimento fica tolhido na flexibilidade necessária para levar a efeito as diligências reivindicativas para que foi criado, pelo facto de o seu líder se encontrar a desempenhar a função de presidente da Junta.Misturaram-se as frentes enfraqueceu-se o “ataque”. No caso da nova presidente sofrer do autismo do anterior executivo em questões de investimento e outras preocupações, qual vai ser a atitude do presidente e o papel do líder. É esta promiscuidade de poderes e protagonismos que confunde e não reforça o empenho até agora desenvolvido. O problema não foi o povo votar no MRCCS para a Junta, foi o MRCCS candidatar-se. O lugar de Luís Pinheiro deve ser exclusivamente à frente do Movimento. Não se vislumbra ninguém com melhor ou igual cariz para o cargo. Tem estima, paixão, é popular, eloquente qb, congrega a maioria do apoio dos canenses e mesmo os detractores lhe reconhecem algum mérito, com excepção de alguns que enfim… confirmam a regra. O ideal teria sido Luís Pinheiro apoiar ou criar uma lista que se revisse no Movimento, mas cujo presidente fosse outro. Duas frentes, com características diferentes, mas sem a mescla em que agora Junta e Movimento estão envolvidos. Um líder bicéfalo corre o risco de ficar emaranhado entre duas teias.Salvou-se o facto de José Correia, visceralmente afectado por anos e anos de desavenças e querelas com Canas, ter sido afastado dos destinos camarários, mas até esse aspecto é digno de especulação. A génese da revolta canense assentava e alimentava-se predominantemente da aversão ao comportamento discriminatório e ditatorial protagonizado pelo ex-presidente relativamente aos interesses e expectativas de Canas. 
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09/03/2006
.........(censurado)
[...]De facto, o PR possui o poder de comprometer-se, primeiro, com a criação do Concelho de Canas de Senhorim e dar, depois, o dito por não dito aos seus habitantes.De facto, o PR possui o poder, até, de promulgar ou vetar os concelhos, entretanto aprovados pela Assembleia da República, consoante critérios, ainda hoje, incompreensíveis.
Acontece é que, por muitos poderes que um Presidente da República tenha, não há poder que consiga sobrepor-se, ainda, ao poder da vontade de um povo. Ou seja, à nossa determinação em lutar pela restauração do Concelho de Canas de Senhorim.
Carta Aberta do Povo de Canas de Senhorim ao E.xº Sr. Pres. da República
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20/02/2006
Carta Aberta do Povo de Canas de Senhorim ao E.xº Sr. Pres. da República
Será que, a propósito ainda da sua visita a Nelas, e nesse enorme e divergente contexto de notícias, comentários e blogues subsequentes - na imprensa, na televisão, do chefe da Casa Civil da PR, do Prof. Marcelo, até ao director de Informação, Luís Marinho -, ainda valerá a pena dizer essa coisa que é a verdade?Será que, nesta efabulação toda, nesta cenografia imensa de coisas aparatosas, próprias de um Estado policial desde o absoluto secretismo a propósito de uma visita a um pacato concelho do país, até à patética fuga da sua comitiva presidencial por caminhos fazendeiros, passando pela montagem de um autêntico cenário de guerra na região, cercando-a de armas, polícias, cães e canhões de água -, ainda será justo, será útil, será oportuno, adiantar essas coisas circunstanciais e menores, que são os factos? Julgamos que sim.
Daí, esta carta aberta do povo de Canas de Senhorim e a V. Exa. endereçada.
E que verdade? E que factos? Vamos, primeiro, aos factos.
1- No dia da deslocação de V. Exa. a Nelas, na quinta-feira, dia 9 de Fevereiro de 2006, a população de Canas de Senhorim, em lugar de dar demasiado realce a mais uma visita sem qualquer utilidade social, económica e política, antes preferiu fazer o que sempre fez, trabalhar;
Na verdade, esta manipulação dos factos define bem os poderes do Presidente da República na sua dimensão mais autêntica.
Porquanto, de facto o PR possui o poder de vitimar-se, nem que, para isso, se sonhem manifestações violentas das Canenses, quando estes, pelo menos desde há 810 anos, sempre se caracterizaram como um povo digno, trabalhador e pacifico.
De facto, o PR possui o poder de visitar os concelhos deste país no modo que entender, seja de forma solene ou no desprezo dos munícipes, seja com protocolo de Estado ou em passeio geográfico.
De facto, o PR possui o poder de comprometer-se, primeiro, com a criação do Concelho de Canas de Senhorim e dar, depois, o dito por não dito aos seus habitantes.
De facto, o PR possui o poder, até, de promulgar ou vetar os concelhos, entretanto aprovados pela Assembleia da República, consoante critérios, ainda hoje, incompreensíveis.
Acontece é que, por muitos poderes que um Presidente da República tenha, não há poder que consiga sobrepor-se, ainda, ao poder da vontade de um povo. Ou seja, à nossa determinação em lutar pela restauração do Concelho de Canas de Senhorim.
LUÍS MANUEL ABRANTES PINHEIRO PRESIDENTE DA JUNTA DE FREGUESIA DE CANAS DE SENHORIM E LÍDER DO MOVIMENTO DE RESTAURAÇÃO DO CONCELHO DE CANAS DE SENHORIM
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13/02/2006
O Sr. Serra [por Biotecmaster)
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37minutos 23segundos e 57 milésimos [por Cingab]
O Dr. João Serra esquece muitas coisas, mas nós em Canas não esquecemos. Ele, para mim, era o manobrador da marioneta que é Sampaio, ele já jantou, muitas vezes, com os líderes do MRCCS, ele foi testemunha das mentiras que sempre nos fizeram e, reparem que nunca foram desmentidas… Esses senhores, independentemente da sua opinião, enganaram Canas de Senhorim…
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Gente [por Amef]
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Lição de humildade e civismo
"Foi o coveiro dos nossos sonhos!" A frase exibida ontem num cartaz em Canas de Senhorim exprime bem o sentimento dos habitantes locais , que se concentraram em sinal de protesto pela visita do PR. Enquanto o chefe de estado visitava uma empresa em Nelas, os sinos da povoação , que há mais de 30 anos luta pela elevação a concelho, tocavam a rebate e os contestatários cumpriam 1 minuto de silêncio, em sinal de luto, em frente à Junta de freguesia , onde foram colocadas bandeiras a meia haste e penduradas várias faixas negras na fachada . Apesar da "vontade da população de se manifestar" em Nelas, o MRCCS"convenceu" as pessoas a não aceitar a "provocação"do PR, até porque o programa oficial da visita àquele município não foi previamente divulgado. Segundo o líder do MRCCS, Luís Pinheiro, com este protesto silencioso, Canas de Senhorim deu uma lição de humildade e civismo" ao país."Sentimo-nos humilhados com esta visita, mas tomámos a atitude mais sensata, porque , se fôssemos lá, iria haver "uma explosão verbal do povo", sublinhou, acrescentando que isso poderia prejudicar a própria luta da freguesia. Pinheiro considerou que a passagem-relâmpago cerca de 45 minutos- pelo concelho, utilizando estradas secundárias , foi "uma trapalhada" que humilhou não só Canas mas também a vila de Nelas" e que "reflete o comprometimento" do PR com a freguesia.
Maria Albuquerque in Público 10 Fev
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12/02/2006
Coldkit Ibérica
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08/02/2006
LUTO
in http://amalinguacanense.blogspot.com/"Estou solidário com a vossa LUTA
...que na minha opinião, é uma das mais notáveis que Portugal tem tido, e que tem sido tão mal entendida, tão pouco acarinhada e tão pouco respeitada."
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01/02/2006
O Sr. Ex-Presidente assim quis!*

"Os Presidentes da República e os governos passam e a nossa luta continua!"
Luís Pinheiro, in Público 1-2-06
A Luta pela Restauração do secular Concelho de Canas de Senhorim deveria ter terminado com a festa de 1 de Julho de 03, depois de conhecida a decisão da Assembleia da República que aprovou o diploma de criação do Concelho de Canas de Senhorim, com os votos favoráveis do BE, PCP, Os Verdes, PSD e CDS PP. Com a tardia e injustificada decisão de vetar, considerada humilhante pelos canenses e de atentado à democracia por Boaventura.S.Santos, J Sampaio obrigou o povo de Canas a um penoso regresso à luta por uma JUSTA E GRANDIOSA causa colectiva.
Justa, porque procura reparar um conjunto de injustiças que começam com a cruel extinção de um dos mais antigos Concelhos de Portugal e se estenderam aos recentes anos de "hostilização sistemática, de desinvestimento e de violência simbólica" de que fala Ana Mouraz referindo-se à tutela autárquica, passando pela longa mordaça fascista.
Grandiosa porque enraizada no povo. Grandiosa ainda porque resiste, no interior esquecido, maltratado e agora humilhado de Portugal e no interior de todos os que clamam e lutam pela Liberdade!
*bloguista devidamente identificado "jmf"
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22/01/2006
A Assembleia Aprovou o Povo festejou ! JSampaio vetou!(no último dia!)

Canas de Senhorim festeja saída de Sampaio
Lenços brancos comemoram o fim do mandato do Chefe de Estado que recusou a promoção da localidade a concelho
Cerca de 300 habitantes de Canas de Senhorim concentraram-se hoje, enquanto decorrem as eleições presidenciais, acenando lenços brancos, para comemorar o fim do mandato do actual Chefe de Estado, que recusou a promoção da localidade a concelho.
Segundo o porta-voz do Movimento de Restauração do Concelho de Canas de Senhorim, Luís Pinheiro, "os populares juntaram-se, esta manhã, [frente à Junta de Freguesia] para festejar a saída de Sampaio, que foi sempre extremamente hostil para Canas de Senhorim".
"Este é um dia de muita alegria para os canenses", frisou.
Luís Pinheiro explicou que desta vez decidiram não boicotar a votação, ao contrário do que fizeram em anteriores eleições em forma de protesto pela não promoção da vila a sede de concelho.
in JN online
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15/01/2006
Forte Com Os Desfavorecidos...Fraco Com Os Privilegiados
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Os Últimos Dias

Será que este homem vai finalmente nos dias que lhe restam como presidente da República Portuguesa explicar aos portugueses e portuguesas (como gosta de dizer) e aos canenses em particular, porque vetou a Restauração de Concelho de Canas de Senhorim.
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05/01/2006
03/01/2006
Uma Ideia
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