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09/11/2006

Eco

A Alma da Luta
por Portuga Suave

Com a actual conjuntura política, Nacional e Municipal, manifestamente desfavorável à restauração do Concelho de Canas de Senhorim, recaiu sobre nós uma certa descrença quanto à concretização desse objectivo. Associada à descrença acresce, inevitavelmente, a perda do entusiasmo reivindicativo e a frustrante sensação de estarmos num beco sem saída, politicamente amarrados e, até me arrisco a dizer, estruturalmente desmoralizados.Curiosamente, contrariando o espectro de uma comunidade em declínio que, lá no íntimo, alguns já vaticinavam, as forças vivas que constituem o pulsar da sociedade canense, resistem e afirmam-se na realização dos mais variados eventos, demonstrando inequivocamente uma vitalidade que, não só reforça o desígnio político, como, retempera e alenta a alma deste povo.Em tempos, à "conversa" com um conhecido bloguista da nossa praça, admitia ele, dadas as circunstâncias, uma certa resignação quanto à sua participação na luta pela restauração do Município de Canas. Conhecendo-o como um activista voluntarioso e participativo de tudo quanto é evento ou acontecimento cultural cá da terra, alertei-o para o facto de que lutar pelo Concelho não se esgota no combate político ou na insurreição popular. À sua maneira e independentemente de interpretações ou sensibilidades políticas, muitos são aqueles que integram estruturas sociais e culturais e nelas desenvolvem o trabalho de “sapa” que atesta a legitimidade das nossas reivindicações. Quem é que mantém e congrega o Canas em Movimento, o Grupo de Teatro, o Jornal, a Feira Medieval, o Grupo Coral, o Grupo Filatélico, o Carnaval, as Escolas, as Associações, o Grupo Desportivo, o Canas Jovem, as estruturas sociais, etc. etc. etc.? Somos nós, dentro das nossas aptidões, com o dinamismo que nos caracteriza, com as dificuldades conhecidas, mas convictos de estarmos a trabalhar a projecção necessária e o suporte moral para que as nossas reivindicações tenham o eco desejado.Canas tem uma cultura, uma História e uma alma que nos torna especiais e essa identidade há-de acabar por conquistar o merecido reconhecimento político.

13/10/2006

Acreditar e Lutar


O que é isto de ser canense?

por PortugaSuave

O que é isto de ser canense? Li algures (não me lembro do nome do autor do artigo) que transportamos a nostalgia dos tempos em que a nossa vila e os seus habitantes desfrutavam os benefícios e a grandeza que o desenvolvimento tecnológico proporcionou aquando do forte impulso empresarial do início do século e que, a decadência dessa cintura industrial, aliada ao orgulho histórico das nossas origens e do nosso passado, nos inculcou nos genes raízes de insatisfação e arrogância, originando um quadro de frustração e depressão colectiva. Diagnosticada a doença e confirmados os sintomas, restava-nos a terapia da resignação e da sensatez, pois deste mal também padece o país e não há registo da nação andar em arrebatadas convulsões a propósito desta patologia. Ainda acrescentava enfaticamente que o nosso sistema político está dotado de mecanismos próprios, capazes de corrigir as assimetrias que reclamamos, no estrito respeito das instituições e da legalidade democrática.
Quis fazer parecer o autor deste pensamento que sofremos de doença crónica, irreversível e incurável e que deveríamos afinar a nossa compostura pela do país, na passividade dos brandos costumes e do cinzentismo político que trinta e tal anos de democracia não lograram vencer nem colorir.
Lembrei-me logo do país amortalhado na senda do sebastianismo aventureiro e no estigma psicológico que, mesmo inconsciente, porventura ainda nos afecta: Esperar para ver. Morrer sim, mas devagar.
Talvez o articulista tenha razão quanto ao país. Nem o professor Agostinho da Silva na melhor das intenções nos conseguiu animar com os seus delírios sobre o Quinto Império e o seu optimismo quanto ao papel da nossa diáspora. Tudo águas passadas. Já nem poetas e escritores são o que eram. O Pessoa é um deprimido, o Mário de Sá Carneiro um suicida o Lobo Antunes um desiludido e o Saramago um amargo. O fado é o que é e o futebol morre na praia. O país vive ilusoriamente de serviços e a possibilidade da Comunidade Europeia nos salvar há muito foi desaproveitada. A nação está moribunda e nós quedamo-nos expectantes na esperança de dias melhores, mesmo que a espera nos afaste definitivamente dessa quimera.
Ora, como se não bastasse pertencer a esta floresta em declínio orgânico, pretende o articulista que alinhemos no marasmo nacional e nos solidarizemos com o destino da nação, calando reclamações e acatando ditames presidenciais - só faltou o chavão do Estado Novo “A Bem da Nação”.
Pois estão muito enganados aqueles que assim pensam. O espírito canense é exactamente o contrário desse estado atávico que o articulista nos sugere. Ser canense constitui um exercício de entrega diária e reflecte-se na conjugação de esforços para que a nossa terra cresça e se desenvolva de acordo com as legítimas expectativas dos seus cidadão; Ser canense é ser contestatário perante a apatia e a negligência a que fomos sujeitos nos últimos anos. Contrariamente ao que muitos arrogam também é ser paciente:
- Esperar 40 anos pelo tratamento dos resíduos radioactivos provenientes da exploração do urânio;
- Esperar 30 anos por passeios e arruamentos;
- Esperar 10 anos por uma estrada de 5 Km;
- Esperar pelo investimento prometido e eternamente adiado;
- Esperar por subsídios que tardam ou nunca chegam;
- Esperar eternamente pela criação e manutenção de infra-estruturas básicas (rede de esgotos, ETAR, etc.);
- Esperar pelo apoio que as várias associações e colectividades carecem;
- Ser confrontado com políticas orçamentais que só visam o benefício da sede do município, em detrimento do resto do concelho;
- Ser confrontado com orçamentações, desorçamentações e outras manigâncias de tesouraria;
- Ser confrontado com a criação ficcionada de um Carnaval na sede do Concelho, tirado a papel químico do já existente em Canas há 300 anos.
- Conviver por mais de 20 anos com a arrogância e despotismo de um cacique acéfalo;
Muito mais haveria para enumerar e muita paciência tem este povo. E ainda nos aconselham moderação! Podemos não ter conseguido fazer valer os nossos direitos, até pode que o retrato psicológico traçado nos deprima, agora propor que choremos resignados os nossos males numa atitude de solidariedade para com os do país, quando ainda nos assiste a vontade e a vitalidade para mudar e melhorar! Este é que é o verdadeiro sentido de ser canense, acreditar e lutar por um futuro que dignifique as nossas gentes e a nossa terra.
Estamos longe do estado terminal e a nossa terapia será por enquanto a do inconformismo, ainda que nos tenham como arrebatados e insolentes. Cuidados paliativos é que não, muito obrigado.

27/09/2006

A Revolução

Chegou a hora...
Canas de Senhorim_ chegou a hora_o sol dos outros_ veio achar-te_ agora
ao lado do infinito_
de mãos vazias contra o chão suado _ e a boca farta de abafar o teu grito_
gente de Canas _ hoje é outro dia _ cantem mineiros pelas minas fora_
mulheres operários _ camponeses cantem _
que o sol dos outros _ vai ser nosso agora
Maria Natália Miranda Maio de 1975

17/09/2006

caso de política

Canas de Senhorim aplaude Justiça
Ministério Público arquiva processos contra apoiantes do movimento autonomista
O líder do Movimento de Restauração do Concelho de Canas de Senhorim (MRCCS), Luís Pinheiro, considerou ontem que o Ministério Público "fez justiça" ao mandar arquivar processos contra 32 seus apoiantes, relativos a manifestações ocorridas em 2004. A pedido do Ministério Público, a GNR tinha identificado pessoas que, em Novembro e Dezembro de 2004, participaram em manifestações para tentar impedir a saída das instalações da Empresa Nacional de Urânio (ENU), naquela freguesia, de camiões carregados daquele minério com destino à Alemanha.Os manifestantes sentaram-se na estrada junto à ENU e cortaram a linha ferroviária da Beira Alta, em Canas de Senhorim. Na base das acções de protesto estava a exigência de que o urânio fosse uma "moeda de troca" para a criação do concelho de Canas de Senhorim, que quer separar-se de Nelas, uma reivindicação com várias décadas. Segundo a edição de ontem do Jornal de Notícias, o Ministério Público "mandou arquivar todos os processos que se encontravam pendentes no Tribunal Judicial de Nelas" contra os 32 "suspeitos de terem agredido, ameaçado, desobedecido, coagido e injuriado vários militares da GNR", a 23 de Novembro e 14 de Dezembro de 2004.Na base da decisão "terá estado o facto de as autoridades não terem conseguido identificar convenientemente os suspeitos dos crimes, agravado pela circunstância de os arguidos se terem recusado a prestar declarações ou simplesmente negado os factos que lhes eram imputados", acrescenta o jornal. "O Ministério Público fez justiça. Veio comprovar que o caso de Canas de Senhorim é meramente político e não um caso de polícia", frisou Luís Pinheiro, em declarações à agência Lusa.O líder do MRCCS, que faz parte do grupo de 32 manifestantes, lamentou que "tenham tentado amedrontar o povo de Canas de Senhorim com os tribunais", congratulando-se por "se poder confiar na justiça portuguesa". Na altura, também o advogado António Marinho defendeu que levar assuntos como este para os tribunais "é instrumentalizá-los ao serviço possivelmente de conveniências políticas que visam provavelmente intimidar as pessoas e dissuadi-las de prosseguir a luta por aquilo que acham justo e necessário para a sua terra".
in PUBLICO .PT

20/08/2006

[Direito à Restauração]

Concelho de Canas de Senhorim
Boaventura de Sousa Santos- caso de Canas de Senhorim.
Introdução: para ampliar o cânone do reconhecimento, da diferença e da igualdade
Boaventura de Sousa Santos
João Arriscado Nunes
José Manuel Mendes analisa a luta de uma população local, a de Canas de Senhorim, no Centro de Portugal, pelo direito à restauração de um governo municipal (extinto em 1868) e pelo reconhecimento desse direito pelas instituições políticas nacionais (Presidente da República, Governo, Parlamento), através da mobilização e reconstrução activas de uma memória do seu autogoverno, da denúncia do que consideram ser uma injustiça e de recursos emocionais -como a indignação-, cognitivos -como a evocação de uma tradição municipalista e das características específicas da comunidade - e morais, transformados em recursos para a acção colectiva. Esta inclui formas pacíficas e legais de uso do direito de petição, de manifestação e de protesto, mas também formas não reconhecidas pela lei, que podem ir até a acção violenta ou ao boicote a eleições, e um activo processo de mediatização da luta.

A referência a um passado de lutas contra a opressão e as injustiças contribui para legitimar a radicalidade das acções. A identificação de objectivos e de alvos permite que a articulação dessas formas seja realizada de maneira estratégica. Um recurso fundamental da luta da população de Canas é o forte sentido de uma identidade local, cimentada na sua relação por laços forjados através do trabalho em comum e da família. A identidade local forja-se, ainda, em grande medida, contra as lógicas de divisão e de antagonismo associadas aos partidos políticos, ainda que as relações com estes sejam activamente mobilizadas, quer para a definição identitária pessoal quer a escala nacional e no quadro do Parlamento. Essa identidade local é invocada como fundando a exigência de reconhecimento como cidadãos de pleno direito da República, nomeadamente no que se refere ao direito ao exercício do poder local. Como refere o autor, tanto os «narratemas» que «condensam ou metaforizam o testemunho e a vivência pessoal de uma experiência histórica» como as acções de protesto promovidas localmente são a expressão de tentativas de «reespecificar e de desconstruir, com base no populismo e num igualitarismo radical, os conceitos de liberdade, democracia e poder», a busca de um «reconhecimento pessoal e colectivo», consolidados numa «ideologia solidária, fraterna e familista».
A caracterização dos objectivos políticos, das alianças, da liderança e dos modos de acção do movimento são susceptíveis de introduzir alguma perturbação que se espera fecunda nas tentativas de definição do que é a emancipação social, perante movimentos que põem em causa as divisões convencionais entre direita e esquerda e se organizam em torno da afirmação e reconstrução de uma identidade local, num processo que parece apontar para a existência, no plano local, de um espaço para o exercício da democracia participativa, mas com um risco permanente de recuperação por parte de líderes locais associados aos partidos políticos tradicionais.

10/08/2006

2 de Agosto

Largo 2 de Agosto_1 de Julho 03_Festa da Restauração

(...)Mas, a data fundadora das reivindicações em Canas, referida constantemente nas conversas e celebrada anualmente, é o 2 de Agosto de 1982. Em Março de 1982, o Centro Democrático Social (CDS) tinha apresentado na Assembleia da República um projecto de lei para a criação do concelho de Canas de Senhorim. Tal iniciativa legislativa, institucionalizando politicamente a luta pelo concelho e congregando os diferentes sectores da população de Canas, faria reactivar o processo reivindicativo na localidade. Em Maio desse ano, a Comissão Pró-Criação do Concelho dava uma conferência de imprensa onde apresentava como exigências a criação de um código postal próprio, a paragem dos comboios rápidos, um posto clínico e a subida a discussão na Assembleia da República do projecto apresentado pelo CDS (Jornal de Notícias, 1 de Maio de 1982). Este jornal adoptou, nesta época, uma posição favorável às reivindicações do Movimento de Canas publicando várias notícias que denunciavam as condições deploráveis das infraestruturas na freguesia e enquadrando historicamente a luta pelo concelho (JN, 20 de Maio e 1 de Julho de 1982).
A 30 de Julho de 1982 o projecto de lei do CDS não foi votado na Assembleia da República por falta de quórum. A 2 de Agosto de 1982, a população de Canas concentrou-se junto à estação dos Correios para não deixar sair a correspondência e exigir um código postal próprio. Constatando as pessoas que a correspondência tinha sido retirada antecipadamente, o edifício foi tomado pela população. De forma espontânea decidiram de seguida ir cortar a linha de caminho de ferro. Como salienta o articulista do JN, esta medida tinha um grande impacte devido ao facto de a linha ser internacional e servir como ponto de passagem de muitos emigrantes. Foram retirados mais de 100 metros de carris. Entretanto, a Guarda Nacional Republicana (GNR), aproveitando o facto dos populares estarem concentrados na linha férrea, tinha ocupado o edifício dos CTT. Tocou a sirene e o povo voltou aos Correios. A GNR utilizou a força, resultando 5 feridos entre os populares e alguns guardas feridos sem gravidade. A população retomou o edifício, ficando de piquete. Quando os populares voltaram à linha depararam com a presença do Corpo de Intervenção da GNR. Foi estabelecido um acordo com o comandante da GNR. A polícia não intervinha e as pessoas permaneciam na linha.
No dia seguinte, após reunião com autoridades no Governo Civil de Viseu, o Movimento, em plenário popular, decidiu levantar o bloqueio. Foi também decidido observar, a partir de então, o 2 de Agosto como símbolo do futuro concelho de Canas, contra o feriado municipal de Nelas que se celebra a 24 de Junho (JN, 4 de Agosto de 1982).(...)
José Manuel de Oliveira Mendes
Uma localidade da Beira em protesto: memória, populismo e democracia
http://www.ces.fe.uc.pt/emancipa/research/pt/ft/indignacao.html

26/07/2006

caso

01/07/2006

Primeiro de Julho

Bem sei que há pessoas que têm vergonha… Mas eu quero recordar… Eu quero lembrar… Eu quero lutar!...Ninguém me apaga a memória… Ninguém!...Não há uma LIC (internas ou externas) que apague o meu sonho… Não há!...Só a criação do município de Canas de Senhorim atenuará as injustiças feitas a este povo… Haja ou não simpatia ou romantismo, a meta é só uma:CANAS A CONCELHO PARA SEMPRE!...
Por Cingab , Sábado, Julho 01
in Canas&Senhorins
2003-07-01
...deveria ser um dos DIAS MAIS FELIZES DAS NOSSAS VIDAS para sempre!foi só em 2003, o que já não foi coisa pouca ... mas haveremos de ter um dia que será defenitivamente UM DOS MAIS FELIZES DAS NOSSAS VIDAS PARA SEMPRE!!

Dia da Restauração

25º Concelho_ Distrito de Viseu

1 de Julho 03

21/06/2006

10»1

[...]não é romântica esta necessidade, de ver os recursos da minha terra serem geridos e gastos na terra onde esses recursos são gerados, 10 para eles e um para nós, não está nem nunca poderá ser aceite, nem tão pouco justo, e esta situação tem de ser denunciada/criticada com as palavras mais violentas e através de acções[...]

VIVA O MUNICÍPIO DE CANAS DE SENHORIM
algo está errado, mas o quê?
in blog (Município Canas II)
http://municipiodecanasdesenhorim.blogspot.com/

19/06/2006

1»3



A LUTA CONTINUA.
Canenses em cada casa de Canas de Senhorim por cada bandeira de Portugal devem existir pelo menos três de Canas de Senhorim. Alguns representantes de Portugal tratam-nos como portugueses de segunda, logo, não podemos sentir o orgulho de ser portugueses.
posted by Por Quem Não Esqueci

13/06/2006

Às vezes lutar por uma boa causa...

foto NJP

[...]
Actualmente, não me revejo em qualquer partido político nem nas suas idiossincrasias. Sinto-me algures perdido entre as memórias e a expectativa da geração que nasceu com o 25 de Abril e a desilusão de um país por cumprir, saqueado pelos oportunistas da democracia possível. Outros haverá como eu, desalinhados, sem saber o que fazer ao boletim de voto em dia de eleições. Encontramo-nos no grupo dos chamados “votos flutuantes”. Resta-nos desacreditar as sondagens, confundir as projecções e servir de especulação aos analistas políticos; Às vezes lutar por uma boa causa - Canas de Senhorim a Concelho.

Portugasuave
inhttp://portugasuaves.blogspot.com//

05/06/2006

30 Julho 1982

A 30 de Julho de 1982 o projecto de lei do CDS não foi votado na Assembleia da República por falta de quórum. A 2 de Agosto de 1982, a população de Canas concentrou-se junto à estação dos Correios para não deixar sair a correspondência e exigir um código postal próprio. Constatando as pessoas que a correspondência tinha sido retirada antecipadamente, o edifício foi tomado pela população. De forma espontânea decidiram de seguida ir cortar a linha de caminho de ferro. Como salienta o articulista do JN, esta medida tinha um grande impacte devido ao facto de a linha ser internacional e servir como ponto de passagem de muitos emigrantes. Foram retirados mais de 100 metros de carris. Entretanto, a Guarda Nacional Republicana (GNR), aproveitando o facto dos populares estarem concentrados na linha férrea, tinha ocupado o edifício dos CTT. Tocou a sirene e o povo voltou aos Correios. A GNR utilizou a força, resultando 5 feridos entre os populares e alguns guardas feridos sem gravidade. A população retomou o edifício, ficando de piquete. Quando os populares voltaram à linha depararam com a presença do Corpo de Intervenção da GNR. Foi estabelecido um acordo com o comandante da GNR. A polícia não intervinha e as pessoas permaneciam na linha.
No dia seguinte, após reunião com autoridades no Governo Civil de Viseu, o Movimento, em plenário popular, decidiu levantar o bloqueio. Foi também decidido observar, a partir de então, o 2 de Agosto como símbolo do futuro concelho de Canas, contra o feriado municipal de Nelas que se celebra a 24 de Junho (JN, 4 de Agosto de 1982).
José Manuel de Oliveira Mendes
Uma localidade da Beira em protesto: memória, populismo e democracia

27/05/2006

Luta em Viseu



fotos NJP

Luta em Lisboa



fotos NJP

22/05/2006

Luta Lisboa II



fotos Norberto Peixoto

18/05/2006

Luta Lisboa


Fotos Norberto J. Peixoto

Luta Porto



fotos NJP