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28/02/2009

O homem do dia e a Restauração do Concelho de Canas de Senhorim


( Troca de e-mails em Dezembro de 2004)


From: Manuel Henriques

Sent: terça-feira, 28 de Dezembro de 2004 20:33


Subject: Causa Nossa - CANAS DE SENHORIM- 24/11/2004


Caro Professor ( Fui seu aluno na FDUC a Dtº Administrativo e DTº
Constitucional):


Tenho a certeza que a sua opinião contra Canas de Senhorim é apenas fundada
num profundo desconhecimento de uma realidade bem dura.

Informe-se melhor sff.

Para esse efeito junto um artigo do Insuspeito Boaventura Sousa Santos.
Provávelmente não irá ler de princípio ao fim o meu email.
A grandeza dos homens vê-se no respeito pelo próximo e na forma como se
acredita em causas justas, ainda que politicamente incorrectas.......

Manuel Henriques



Boaventura de Sousa Santos
As Lições de Canas
Publicado na Visão em 10 de Julho de 2003


De:
Vital Moreira (NC) (vitalmoreira@netcabo.pt)
Você pode não conhecer este remetente.
Enviada:
quarta-feira, 29 de dezembro de 2004 2:57:22
Para:
'Manuel Henriques'


Caro MH
Eu penso conhecer o caso de Canas de Senhorim. Mas não me convence. Sou contra a proliferação de municípios. Há centenas de povoações que foram municípios até à reforma de Passos Manuel e há dezenas que julgam ter tantas razões quantas as de Canas par voltarem a sê-lo.
Com os melhores cumprimentos
Vital Moreira
************************************************************************************************
Vital Moreira, professor
Faculdade de Direito, Universidade de Coimbra / Law School, University of Coimbra
Pátio da Universidade, 3004-545 COIMBRA (Portugal)
E-mail address: vitalm@ci.uc.pt

28/12/2008

2008: Positivo e Negativo

(Publicado na edição nº 121 do Jornal "Canas de Senhorim")

O ano da graça de 2008 dificilmente ficará na história como afortunado e saudoso. O facto maior deste ano – A crise financeira internacional – apertou (ainda mais) os já magros orçamentos familiares, pondo igualmente cobro à tímida recuperação que o país parecia querer iniciar, persistindo a estagnação económica e o retrocesso iniciados em 2001. Esperamos todos que 2009 pelo menos não agrave o estado de coisas, o que, face às previsões económicas conhecidas, já não seria mau.
A nível local, e em face do que aconteceu em 2008, vou procurar destacar aquilo que, na minha óptica, de mais positivo e negativo aconteceu.

FACTO POSITIVO

O “Renascimento” da Urgeiriça – Depois de anos de verdadeira “quarentena”, estigmatização, fuga de pessoas e de um denso manto de pessimismo, a Urgeiriça conheceu um ano de realizações, inaugurações e lançamento de projectos para o futuro. A conclusão dos trabalhos de recuperação ambiental da Barragem Velha, a criação do espaço lúdico da “Praia Fluvial”, a requalificação da Capela de Santa Bárbara, a instalação da sede dos Escuteiros na Antiga Escola Primária e a continuação das obras do anfiteatro são aspectos extremamente positivos, e de viragem, face ao clima de degradação e descrença de anos anteriores. A isto acresce o projecto de um “Museu do Mineiro” no antigo Balneário e o anúncio feito pela EDM – Empresa de Desenvolvimento Mineiro, S.A da intenção de criar um “Centro de Conhecimento Radio Natura” na freguesia de Canas de Senhorim, projectos com um inegável potencial para revitalizar a Urgeiriça, criar empregos e dinamizar o sector turístico. Importa ainda destacar a solução encontrada para a Casa do Pessoal que, sem ser consensual, permite a criação de expectativas quanto à recuperação deste imóvel carregado de tanto simbolismo para gerações de mineiros.
Injusto seria não focar a causa dos mineiros – liderada pelo Sr. António Minhoto – que em 2008 ganhou amplitude nos média e um cada vez maior consenso quanto à necessidade de se fazer justiça aos ex-mineiros e suas famílias, garantindo-lhes melhores condições materiais para poderem enfrentar as mazelas resultantes do tempo de trabalho na Empresa Nacional de Urânio.
Estão por isso de parabéns todas as pessoas e instituições que contribuíram para os
(felizmente muitos) acontecimentos e realizações que marcaram a Urgeiriça em 2008, com destaque maior para a EDM - Empresa de Desenvolvimento Mineiro, S.A que, pelo montante do investimento realizado, fez justiça à Urgeiriça, suas gentes e ex-trabalhadores.

FACTO NEGATIVO

O “Comboio” dos Fundos Comunitários voltou a não passar por aqui – Os últimos quadros comunitários foram negociados e aplicados em tempos que o concelho vivia em clima de verdadeira guerra politica. Nesse tempo dizia-se que a ameaça de cessão inibia o investimento na freguesia de Canas de Senhorim. O ano de 2008 fica marcado pelas contratualização de novos fundos comunitários (QREN – 2007 -2013). Excepção feita à previsível construção de uma ETAR (o que, diga-se, irá acontecer em quase todas as freguesias do concelho), Canas de Senhorim volta a não conhecer investimento em despesas de “capital”. Conclusão: Os Fundos do QREN chegam ao concelho de Nelas mas não saem da sede. Só o endividamento é partilhado. Infra-Estruturas Rodoviárias, recuperação/modernização de Zonas Industriais e construção de Centros Escolares tudo isso acontece de certeza…na sede do concelho. O governo central terá costas largas mas não o suficiente para ficar com culpas nisto. A opção “centralista” é deliberada. E em politica aquilo que parece…é!!!
Saúda-se concerteza que haja mais dinheiro para as associações da Freguesia de Canas de Senhorim com proveniência no orçamento municipal (como sempre aconteceu em género, número e grau para as Associações das outras freguesias). Mas todas essas despesas não são reprodutivas, não criam riqueza, esfumam-se num exercício contabilístico. É uma pena que depois dos furacões políticos que assolaram o concelho a “malta da política” ainda não tenha percebido que só a justa e equitativa partilha de recursos entre as 2 maiores freguesias pode trazer paz social. População Igual, tratamento igual!
Espera-se que os novos protagonistas, ou os protagonistas reciclados (mas em estado de validade comprovado) que poderão aparecer nas próximas eleições autárquicas percebam isso. Não perceber e persistir no erro é meio caminho andado para comprar novas guerras. Quem semeia ventos…..

Na próxima edição tentaremos perspectivar aqueles que poderão ser os grandes temas de 2009

Votos de um Santo Natal e de um Próspero Ano Novo a todos os leitores!

Manuel Alexandre Henriques
(mahenriques@sapo.pt)

11/12/2008

O PCP apoia a restauração do Município de Canas

Deputado Miguel Tiago (PCP)


MCNS_Boaventura Sousa Santos e José Carlos Vasconcelos parecem ser dos poucos "notáveis" a apoiar a Restauração do Concelho de Canas de Senhorim, parecendo até, ir mais longe investindo numa "causa Canas". Boaventura Sousa Santos, após a votação favorável de 1 de Julho de 2003 dos Projectos de Lei do PCP, do BE e do PSD descreveu o resultado como "a vitória do Povo". De facto, a Luta restauracionista (desde finais do séc. XIX) parece ser fundamentalmente do Povo, em que as elites, incluindo a canense, sentem algum desconforto.
José Carlos Vasconcelos para além de dizer que só com autonomia os canenses poderão ser
"senhores do seu destino" encontra semelhanças entre a "causa Canas" e "o que se passou no combate à ditadura e ao fascismo. É quase uma unidade antifascista", referiu. Considera que o facto de Canas ter um passado de forte intervenção política, incluindo substancial militância comunista, o que lhe conferiu em 75, o epíteto de" Barreiro da Beira Alta", serviu para alimentar a consciência de uma causa colectiva e de um impulso para a acção/luta?

MT_Não tenho dados para poder fazer análise. No entanto estou certo que a influência comunista é, em qualquer local, um factor determinante na capacidade de mobilização popular e, mais que isso, no carácter consequente dessa luta.

MCNS_No Portugal contemporâneo é ainda possível conseguir objectivos só com a força do Povo?

MT_Em qualquer ponto do mundo, todos os objectivos progressistas são atingidos apenas com a força da luta de massas. Todos os nossos direitos foram conquistados. Nunca ninguém nos “deu” nada. Pode ser difícil, mas é com a força dessas lutas que se conseguem as vitórias. No entanto, só uma luta estruturada, assente em objectivos claros, de alargada unidade na acção e na direcção, com uma perspectiva estratégica, pode assegurar vitórias. Da luta desorientada, dos espontaneismos, raramente resultam conquistas.

MCNS_O PCP continua a apoiar politicamente a luta pela restauração do Município de Canas e se eventualmente a relação de forças se alterar na AR está pronto para relançar a discussão da criação de novos concelhos em plenário?

MT_O PCP apoia a restauração do Município de Canas. No entanto, apenas no quadro de uma política estruturada de revisão do mapa autárquico. Ou seja, a proceder a alterações, que seja de forma integrada e estruturada, assente numa estratégia de desenvolvimento e não apenas para satisfazer as necessidades de oportunismos político de um qualquer partido. Da mesma forma, a luta deve desenvolver-se no quadro da legalidade e da constitucionalidade e devem ser assegurados e exercidos os direitos à participação eleitoral de todos os cidadãos e forças políticas de Canas de Senhorim.

MCNS_O PCP apoiará qualquer outro projecto que saia de outra bancada e que vise a restauração do concelho?

MT_Isso depende sempre da forma como a iniciativa surja, com base em que premissas e com que objectivos.

MCNS_Crê que a regionalização poderia controlar a supremacia das sedes de concelho relativamente às localidades que os servem e deslocalizar o investimento para essas mesmas localidades?

MT_Sem dúvida. A aproximação do poder às populações só pode constituir um passo positivo na gestão dos recursos e do território. Mais democracia pode apenas ajudar a resolver e não a complicar. No entanto, claro que a existêcia de regiões não é, por si só, a solução. É necessário um compromisso político com as aspirações e necessidades das populações, um compromisso verdadeiro e para cumprir.

MCNS_Como vê a fraca adesão política ao PCP na região da Beira?

MT_Esta pergunta daria certamente para preencher muitas páginas e ainda assim não ficar totalmente respondida. O PCP é um Partido que não vive nem pode viver apenas na dimensão mediática, ou seja, a sua força depende directamente dos alicerces orgânicos que existem no terreno. Partidos que vivem numa esfera desligada da população podem apenas preencher notícias nos jornais e disso extrair votos e resultados. O voto, a militância e a aproximação ao PCP são passos mais comprometidos, mais exigentes do ponto de vista da consciência de classe. Por seu lado, as insuficiências orgânicas do PCP na região devem-se às campanhas de ataque dirigidas desde sempre contra o PCP, o comunismo e o socialismo na região. A campanha anti-comunista atingiu nessa região do país contornos autenticamente aberrantes, recorrendo à calúnia e à mentira como forma de afastar a população. A circulação de uma doutrina que estimula a hierarquização social, em que o caciquismo regional desempenha um papel central, a ilusão de que o patrão zela pelo interesse comum e de que os comunistas querem ficar com as terras e o dinheiro, são tudo mecanismos de alienação colectiva que gozam de raizes históricas na região. A forte implantação de uma institituição religiosa que não hesita na utilização do púlpito para fazer política, a utilização do poder político como forma de difundir a alienação e a mentira sobre os comunistas e o seu papel, as distorções espalhadas sobre as posições dos comunistas sobre o sistema fundiário das beiras, etc., concorrem certamente para uma menor implantação do PCP na região.

MCNS_Existe, neste momento, algum contacto entre o PCP e o MRCCS (Movimento para a Restauração do Concelho de Canas de Senhorim)? Se não existem: está o PCP na disposição de voltar a ouvir os argumentos dos canenses e disponibilizar o seu apoio a esta causa?

O Grupo Parlamentar do PCP recebe todos os movimentos que queiram partilhar as suas preocupações e reivindicações e que queiram colocá-las no plano da Assembleia da República.

MCNS_Neste momento o executivo da CM de Nelas é constituído por uma coligação PSD/CDS PP, partidos que em 2003 apoiaram o projecto de elevação de Canas de Senhorim a município, no entanto o sentimento geral da população é de que nada mudou com a tomada de posse desta nova força política continuando a verificar-se uma discriminação a nível de investimento relativamente a esta localidade que conta com 30% da população do concelho de Nelas. Acredita que o sentimento de distanciamento da população portuguesa para com a política possa ter como um dos motivos a gestão das autarquias? Serão os políticos “todos iguais” quando estão no poder diferenciando-se apenas na oposição?

MT_É claro que os sentimentos da população perante o poder político e os partidos políticos que nele participam estão intimamente ligados com a forma como se procede ao exercício do poder, em qualquer plano, autárquico ou nacional. A forma como alguns partidos traem sistematicamente os compromissos que assumem eleitoralmente, e como alguns partidos usam as expectativas populares em benefício próprio descredibiliza a democracia e ataca directa e indirectamente os direitos das populações. A cedência a interesses privados, alheios às populações, a clientelismos vários e a amiguismos que se verifica no Poder Local desligado das populações é o primeiro passo para a descredibilização do papel dos partidos. Os partidos não são todos iguais, nem tampouco são os políticos todos iguais. Prova disso mesmo é a diferença substantiva que se verifica na forma e no conteúdo do exercício do poder local democrático em concelhos de maioria CDU, onde as infra-estruturas básicas estão construídas desde os anos 80, desde o saneamento básico à rede viária local e às infra-estruturas culturais, ambientais e biofísicas.

MCNS_Será legítimo a população de Canas de Senhorim querer uma “discriminação positiva” para compensar os 20 anos de investimento zero e abandono por parte do executivo do PS que governava a CMN, principalmente do seu presidente José Correia?

MT_O que importa é que o Estado cumpra o seu papel de manutenção da integridade territorial do país e que, nesse esforço, seja tida em conta a necessidade de assegurar o desenvolvimento equitativo de todo o território. O desinvestimento em determinadas regiões, independentemente do arranjo territorial que tenha, nasce sempre da traição aos interesses nacionais no exercício do poder. A definição de uma determinada povoação, cidade ou vila como concelho não deve nem pode ser o único factor que determina o peso dessa comunidade perante o poder. Ao Estado cabe assegurar os mesmos direitos a todos os cidadãos da República.

MCNS_No âmbito da remodelação dos acessos à Região Centro Interior, Canas vê-se novamente minorizada . Inicialmente estava prevista a existência de nós do IC 12 e IC 37 (Viseu - Covilhã) na freguesia, explicáveis pelo seu carácter estratégico na região. Hoje, por vontade da CM Nelas (no caso do IC 37) e de forças "não visíveis" (no caso do IC 12) Canas corre o risco de ficar fora do desenvolvimento que este investimento público vai despoletar. Como poderá Canas dar visibilidade politica a este caso? Como se explica o silêncio do executivo camarário, perdido em discussões sobre portagens, em vez de assumir, como lhe competia a luta pela causa de Canas neste dossiê?

MT_Só a luta das populações, aliada a um compromisso assumido pelos eleitos locais e nacionais poderá dar resposta às necessidades que se colocam no terreno. A política de organização territorial preconizada pelos sucessivos governos assenta claramente na macrocefalização dos grandes centros urbanos, na litoralização do país e no desinvestimento e repovoação do interior. Prova disso são os encerramentos de escolas, de serviços públicos de correios, saúde e outros. O Estado abandona o interior e as zonas mais empobrecidas do país, empurrando as populações para o êxodo e as migrações massivas a que vamos assistindo. É assustador verificar que em grandes áreas do país, durante a semana, praticamente não existem habitantes (particularmente homens) porque se deslocam para Espanha na busca de trabalho que lhes possibilite pôr comida na mesa para as famílias. Devem ser também as próprias populações a chamar a suas mãos a luta e a fazer um balanço do papel de cada força política – avaliando a sua coerência, a sua firmeza e a sua honestidade – para que esteja capaz de punir eleitoralmente aquelas que usam os anseios do povo como o pretexto para a sua própria promoção e que rapidamente os esquecem no desempenho das suas funções, assim abandonando os compromissos assumidos.

MCNS_Esteve recentemente em Canas de Senhorim, mais propriamente na Urgeiriça, para falar sobre o estado do processo que envolve ex-trabalhadores, e familiares, da Empresa nacional de Urânio que têm exigido ao Governo que mesmo aqueles que não tinham vínculo à ENU na data da sua dissolução sejam abrangidos por um decreto-lei (nº 25/2005) que os equipare a trabalhadores de fundo de mina, dando benefícios na idade da reforma, e o pagamento de indemnizações aos familiares daqueles que morreram de doenças relacionadas com a exposição à radioactividade. Em que ponto se encontra este processo?

MT_O PCP tem activamente defendido as reivindicações dos ex-trabalhadores da ENU, bem como se tem solidarizado com a sua luta. O Grupo Parlamentar propôs na Assembleia da República que fossem atribuídos a estes trabalhadores os mesmos direitos que são legalmente contemplados para os que laboravam à data do encerramento da unidade mineira de urânio. Da mesma forma, o GP PCP propôs a consagração de um plano de acompanhamento médico absolutamente gratuito, estendido aos familiares dos ex-trabalhadores e a previsão de indemnizações às famílias por morte relacionada ou imputável à actividade mineira.

O nosso Muito Obrigado ao Deputado Miguel Tiago
pela entrevista concedida ao "Município"
.

08/12/2008

Zabumbar


"miragem"

09/11/2008

Quem espera Desespera!


O cartaz já perdeu a cor, nele não consta a data de início nem do terminus da obra , nem o custo, nem o financiamento nem dos co-financiamentos, nem o responsável, nem o irresponsável...
Em Canas a Dão Sul não tem investimentos, não se lhes oferecem rotundas, sim porque Santar não acolheria "aquela" rotunda pelos seus moradores, mas sim devido ao investimento da "Dão Sul" não se iludam!!
As pessoas que morreram por estas bandas ( Nacional 234) atropeladas e os outros peões que diariamente a cruzam, não tiveram prioridade na execução destas obras !
Porque, a Dão Sul, movimenta biliões de euros e isso é incomparavelmente "superior" ao custo de uma vida humana...
Seria até interessante sondar a opinião dos mentores de tal obra de propaganda, talvez num circulo mais restrito rejubilem de ironia ao desculparem-se que afinal não enganaram ninguém....pois:
Não estabeleceram prazos...
Não definiram a empresa responsável...
Não admitiram o custo e averbamento da obra...
Tratou-se ou trata-se tão só, de uma manobra de propaganda que se vai esbatendo à medida que os agentes erosivos da atmosfera actuam sobre a referida estrutura.
" Traz-nos à memória, também, uma frase batida" ... fomos novamente enganados!
Ou será esta "obra" estrategicamente deixada para o final do mandato com o intuito de ser a colectora dos Votos em Canas???

Comissão de Benificência e Melhoramentos de Canas de Senhorim




Nunca como agora, em Lisboa, no Porto, ou em outro lugar qualquer, fez tanto sentido ressuscitar este tipo de agremiações face à total inoperância e desleixo dos orgãos de poder local (Ver Artigo supra da Srª Maria Teresa Moural Lopes na Edição 117 do Jornal "Canas de Senhorim").
Os tempos são outros, o espírito é exactamente o mesmo....
Do local da antiga associação, com a fotografia documenta, já nada resta.

06/11/2008

A Paleontologia



Num gesto usual, ao ir à caixa do correio, eis que me surpreendo com o manifesto que acima se encontra!
Já tinha ouvido rumores, mas assim preto no branco, ou melhor verde no branco, pensei que não viesse a acontecer...o "nosso partido" desde quando??? Não serão todos do PS mas agora disfarçados de MPT, consoante os interesses???
E não é que os fósseis também são candidatos!
Sou avassalada por um único sentimento "tirem-me deste filme".
A política desde o nosso 1º ao nosso último está fétida!
O décimo parágrafo é de um cinísmo doentio...
O símbolo um trevo de quatro folhas, qual sorte qual quê ...
Veremos o que a "sorte" nos reserva.

03/11/2008

3 Anos de Isaura Pedro: Um desastre total? ( na visão de um seu eleitor)


Confesso-vos que ganho alento para escrever estas palavras depois de ler a hilariante entrevista da Dr.ª Isaura Pedro ao “Folha do Centro de Nelas” (Este periódico, refira-se, sempre amigo de ouvir a Dr.ª Isaura e a sua equipa, mas estranhamente omisso sobre outras situações de relevo politico no concelho).
Na referida entrevista, depois de entronizada naquilo que resta do PSD concelhio (em tempos uma força “moral” e defensora da equidade, não bairrista, das freguesias do concelho, hoje uma agremiação quase familiar, reverencial como se quer, de boa gente concerteza, mas sem “visão” para além da mata das alminhas) a Dr.ª Isaura dá-se a verdadeiras “boutades” pré-eleitorais como insinuar que Canas deve agradecer-lhe o bom ambiente que agora se vive no concelho; ou referir, sem detalhe que a entrevista era curta, que fez muitas obras em Canas neste mandato; ou – pasme-se – que o grande trabalho em Canas foi, neste mandato, inventariar as necessidades (sim, que aqui a malta tacanha e desinformada até nem sabe o que quer e nada como a Sr.ª Dr.ª para elucidar o bom do povo).
A meu ver estes 3 anos ficam marcados pelos seguintes (e negativos) factos:
Oportunidade perdida” – Para quem defendesse genuinamente a “unidade” do concelho este mandato tinha tudo para a Dr.ª Isaura brilhar. Tinha Canas “pacificada” (domesticada?). Tinha fundos comunitários para fazer obras – nas várias freguesias e já agora naquela que não teve nada em décadas – e levantar a auto-estima canense. O que aconteceu – muito por culpa da falta de “estofo” político deste executivo – foi a continuação das mesmas politicas discriminatórias do passado. A Dr.ª Isaura Pedro, perde uma oportunidade, para quem a defende, de atirar o “activismo canense” para as calendas gregas. A gestão que fez dos fundos comunitários foi um desastre e prejudicou, uma vez mais, o interesse da freguesia de Canas de Senhorim. Não é nada contra Nelas: é apenas alertar que esta maneira estúpida de fazer politica agrava as divisões!!!
Acessos” – O concelho de Nelas foi bafejado pela sorte. O traçado proposto do IC 37 – antes da douta intervenção dos políticos - dava ao concelho vantagens competitivas inquestionáveis, por passar no meio do mesmo. De uma forma totalmente irresponsável o traçado é alterado para uma extrema. Todos perdem com esta decisão. Hipocritamente diz-se agora que foram “questões ambientais”. Então que as demonstrem!!!
Incumprimento de promessas” – A Dr.ª Isaura fez obra nas várias freguesias. O objectivo era claro: Diminuir o peso/dependência do voto de Canas de Senhorim - com o qual cumpriu o "sonho de ser presidente". O cálculo eleitoral foi uma miséria. O aparecimento de várias candidaturas independentes (andam por ai os dinossauros!!!) só prova o resultado falhado desta estratégia acintosa. Cara Dr.ª, não quer denunciar o ideólogo desta estratégia?
Outro aspecto que importa sublinhar é a fraqueza política e intelectual do executivo. A gestão do dossiê Borges da Silva foi o que se viu. As lunáticas parcerias público-privadas – provaram que temos de um executivo pouco rigoroso, inexperiente e errático.
Acreditem, com grande sinceridade, que gostava de nos próximos meses mudar de opinião sobre este executivo. Gostava de vir a achar que fui precipitado no juízo que faço hoje da Drª Isaura e dos seus pares. O executivo da Dr.ª Isaura Pedro desgastou-se mais em 3 anos que o anterior em 16. Isto não dá para tirar ilações?
Cara Dr.ª: está em tempo de assumir com humildade que está mal rodeada (Porque lhe fogem as pessoas de bem em Nelas e em Canas?) Corrija a rota. A prazo, a estratégia de isolar Canas trará dissabores, divisão e pobreza a todos. O concelho é assim tão grande para abdicar de um dos seus braços? Como diria o Dr. Soares, "só os burros é que não mudam…"e se não mudar, volte então para o Centro de Saúde. Fará concerteza um trabalho melhor, para o qual terá mais qualificações.
Podia ficar na história como “unificadora” e promotora do desenvolvimento. Arrisca-se a ficar como a pior presidente da Câmara de sempre. Espero que não.

01/11/2008

Pesadelo

O comunicado da Junta de Freguesia é um autêntico pesadelo e confirma as preocupações que este blogue tem trazido à ribalta. Podemos até extrair dele outro significado do que a simples constatação dos factos nele contidos. O comunicado assume abertamente uma posição oficial de reprovação, e, julgo poder afirmar, mais do que informativo, o documento parece configurar um ultimato à presidente de Asnelas, do género: “Faça alguma coisa Sra. Presidente, senão diga-nos lá como vamos apoiá-la nas próximas eleições”.
Ora, ainda que o comunicado sirva “romanticamente” essa intenção, parece evidente que qualquer apoio a Isaura Pedro está definitivamente comprometido. Por mais obras que se venham a fazer já nenhuma compensará as opções rodoviárias recentemente preteridas e a ausência de intervenções há muito reclamadas.
Os canenses já deram para este peditório e daí não obtiveram qualquer benefício, afinal a câmara não é nossa, nem ela (a câmara) se revela preocupada em sê-lo, seja quem for o seu timoneiro, ou candidato a timoneiro. Claro que, perante a acção governativa de Isaura Pedro em relação a Canas, outra coisa não seria de esperar da Junta que não salvar a honra, admitindo publicamente o descalabro. A Junta (e não só, não podemos esquecer que o MRCCS é o suporte político da lista mandatada) perderia a relativa credibilidade política que ainda reúne se calasse a evidência.
Já aqui manifestei a minha completa indiferença relativamente a estes cenários, se a Câmara de Asnelas está virada de costas para nós porque haveremos nós de lhe dar o flanco!? Também não me surpreende a falta de tacto político de Isaura Pedro, talvez confiante na possível reverência partidária da Junta e do Movimento ao PSD. O que me ocorre perante os factos oficialmente confirmados no comunicado é que os canenses não têm qualquer espaço de manobra neste contexto autárquico. Impõe-se portanto retomar com urgência a ideia “sempre viva” de Canas a concelho. E já agora, como diz o Frankie, com elevação e inteligência.

29/10/2008

Eles Comem Tudo (do nosso prato e do deles...)


Reclamar é preciso

por Portuga Suave

Despegar. Gosto desta palavra. Sempre a ouvi aqui por Canas, desde os mineiros que despegavam ao toque da sirene aos operários fabris que despegavam do turno da meia-noite. É uma palavra proletária sem dúvida. Não se despega da escola ou do escritório, mas despega-se da fábrica, da oficina ou da mina. (...)
Os canenses voltam sempre mais pobres quando despegam. O produto do seu trabalho enriquece outras terras, outras gentes, outros concelhos, e Canas, fora desse circuito empresarial perde investimento, perde os serviços, perde o comércio, perde estruturas sociais, perde a alegria, perde a paciência…Não vislumbro qualquer inversão na política centralizadora conduzida nas últimas décadas pelo executivo camarário. A confirmá-lo está a suspensão do PDM e a elaboração de um Plano de Pormenor (PP) de maneira a alargar a zona industrial de Asnelas, em detrimento da agrícola, e permitir assim integrar novas empresas na sede do município. No entanto, criar condições em Canas para aliciar possíveis empresários, isso fica para as calendas gregas… “tem que ser feito passo a passo”, afirmou a presidente. Perante isto, é fundamental que os canenses continuem a reclamar, que peguem na bandeira e não despeguem da luta

19/07/2008

IC 37

(Publicado na Edição nº 116 do Jornal "Canas de Senhorim")
Em edição anterior falámos aqui do projecto do IC 37 que ligará Viseu à Covilhã. A solução aprovada (Cenário C) prevê, desde a versão inicial, que esta via passe a meio do concelho de Nelas (junto à NelCivil/Borgstena). Ora, a concretizar-se, seria o melhor cenário possível. Que concelho se poderia gabar de tal sorte? Uma via estruturante que, pela localização prevista, serviria de forma equitativa todas as freguesias do Concelho. Neste contexto, causa alguma perplexidade a vontade do colégio dos vereadores da Câmara Municipal de Nelas que votaram, por unanimidade, uma moção que pugnava para que esta via passasse não junto à NelCivil (na fronteira entre as freguesias de Canas e Nelas) mas sim a Norte do Estádio Municipal de Nelas. As razões (poucas) que foram tornadas públicas para este “tiro no pé” são, pelo menos para mim, incompreensíveis. Uns falavam da perda da centralidade da sede de concelho. Outros temiam pela “descaracterização” da freguesia de Canas. De facto custa a entender estas posições.
Todas as razões apontaram, sempre, para uma natural preferência das gentes do concelho pela solução junto à Nelcivil/Borgstena: seria o traçado que melhor servia o interesse todas as freguesias do concelho (nomeadamente as periferias); era a solução que a Avaliação Ambiental do projecto recomendava como a mais económica e equilibrada ambientalmente; era aquela que melhor servia a estância termal das Caldas da Felgueira; e por último era aquela que mais vantagens comparativas trazia face a concelhos vizinhos, permitindo reequilibrar economicamente o concelho. A solução a norte do Estádio Municipal beneficia objectivamente o concelho de Mangualde (já bem servido de acessos – A 25) e marginaliza Canas de Senhorim. Muito prejudicada sairia a população de Nelas porque ter uma via desta natureza perto de casas, escolas e supermercados não é um cenário de sonho para ninguém (Algeraz desaparecia?). Um desastre anunciado par Senhorim, com a perda, irremediável, do seu ar bucólico já em degradação. Talvez a viabilidade da expansão da Zona Industrial não o justifique….
De acordo com a informação veiculada no sítio da Internet do Ministério das Obras Públicas a solução escolhida foi o Cenário C, que mantém o traçado do Estudo Prévio (
http://www.moptc.pt/cs2.asp?print=true&pcont=5545).
Sabemos contudo que a politica dá muitas voltas e até à aprovação do Projecto de Execução todos pressionarão o Governo e as Estradas de Portugal para alterar o traçado. Esperamos contudo que prevaleça o bom senso e se defenda o interesse de todos quantos habitam no concelho e não siga a estratégia (já conhecida) de o que interessa é a sede de concelho e o resto é paisagem. E sobretudo que quem vota da forma vota estas decisões saiba que se coloca a jeito para todo tipo de criticas. Veremos como evolui o assunto porque, como prova o dossiê do IC 12, estes temas são alvo de muitas pressões e a politica impede, tantas vezes, que se tomem as decisões mais acertadas. Garantidamente, nesta fase impõe-se que quem de direito defenda, com unhas e dentes, estes acessos dentro do concelho, e com a melhor localização para todos, e deixe para momento posterior as discussões sobre portagens, inúteis nesta fase, e que irão ser condicionadas pelo governo do momento e pela evolução da situação das finanças públicas (ainda incerta).

Nota Final

Uma última referência ao novo PORTAL DE CANAS DE SENHORIM (
http://www.canasdesenhorim.org/), que resultou da iniciativa de bloggers canenses agregados no já “famoso” blogue MCdS -Município Cannas de Senhorym. No portal poderão encontrar tudo sobre Canas desde Carnaval, actualidades, história, desporto e ligações aos princípios blogues e sites canenses.
Este novo espaço, conforme o editorial de abertura refere, pretende “oferecer à nossa terra, neste universo virtual que é a Internet, um “portal de navegação” onde os canenses se reconheçam e recriem e, ao mesmo tempo, um espaço vocacionado para promover a Vila de Canas de Senhorim, enaltecendo a sua história, divulgando o seu passado e registando o seu presente”. Com grande simbolismo, o Novo Portal abriu portas a 1 de Julho de 2008.

Manuel Alexandre Henriques
(
mahenriques@sapo.pt)

15/06/2008

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Cada vez que ouço falar em "apaziguamento de relações", entre a Câmara de Asnelas e Canas, fico todo eriçado.

É que já estou saturado de eufemismos políticos, a coberto dos quais, descansa a presidente à sombra da sua inércia, e adormecem os canenses na expectativa de coisa nenhuma.

De tão à vontade a doutora nem disfarça.

Numa entrevista com estas dimensões reserva duas palavras a Canas:- Tomem lá beijinhos meus, tomem lá que vos dou eu! Ai doeu, doeu.


Comentário de Portuga Suave em

Terreno Minado

12/06/2008

hasta la vitctoria siempre !


PREÂMBULO ( ENQUADRAMENTO POLITICO-ADMINISTRATIVO)
Com o foral de Abril de 1196 ( D. Sancho I) confirmado pelo segundo foral de Março de 1514 ( D. Manuel I), Canas de Senhorim foi sede de município até 1852.
A sua extinção nesta data não tem ainda até hoje qualquer justificação legal, porque o decreto que a promulgou nem sequer foi publicado na Folha Oficial.
Porém os Canenses, aproveitaram com o desenvolvimento da sua terra e a incerteza concelhia de então a reconquista do seu município em 1866 a que a revolução da Janeirinha determinou, algum tempo depois a sua extinção.
Mas não acabaram por aqui as justas aspirações dos Canenses que firmados nas suas tradições municipalistas que conservam nas particularidades históricas que ressaltam do seu património e determinados pela sua unidade e rebeldia, encontram em si a força necessária e suficiente para alimentar a vontade inequívoca de restaurar o que só a eles pertence o seu município.
O municipalismo continua e há-de ser sempre a força dinamizadora do progresso e do desenvolvimento dos povos e a constante e determinante democratização das populações.
O municipalismo dignifica o cidadão ante o direito e dinamiza-o na procura da justiça o que não sucede com qualquer outra forma de governação local.
O território nacional carece de um reordenamento geral que, pelo menos, o aproxime dos níveis de desenvolvimento dos países europeus.
As populações da freguesia de Canas de Senhorim e das suas limítrofes estão atentas e registam com agrado a evolução positiva na orientação desse reordenamento se encaminhar no sentido de municipalizar Portugal, difundindo o município por todo o seu território.
A recriação do seu município por que há tantos anos lutam corresponde aos anseios ancestrais dos Canenses que já herdaram de seus avós.
Entendem mesmo que essa modificação no sentido proposto não pode limitar-se à criação de alguns concelhos ( e não municípios) em zonas limitadas por grandes massas populacionais e não contempla os anseios de grande parte da população portuguesa.
E porque nunca houve coragem para se efectuar a Reforma Administrativa que, há muitas dezenas de anos se impunha, o sistema autárquico português em vigor, velho, caduco e anquilosado, não corresponde sequer minimamente ao de todos os países europeus.
Instituído que foi por uma reforma administrativa que mesmo enxertada através dos tempos por sucessivos arranjos, nunca deixou de ser um sistema desajustado das realidades nacionais contrariando os mais simples, mas modernos, sistemas europeus.
Desenquadrado dessas nossas realidades jamais considerou as modificações ocorridas em dezenas e dezenas de anos.
Nunca satisfez as menores aspirações das populações dispersas pelo interior do País, não promoveu a unidade e o progresso globalmente considerados.
Gerado no seio do chamado "centralismo" de meados do século passado manipula os dinheiros públicos que manobra a seu belo prazer e acentua as diferenças entre o que todos pagam e só alguns recebem.
Este sistema autárquico, além dos inconvenientes sobejamente conhecidos, nem sequer respeita as próprias tradições municipalistas das populações que domina, espolia, vexa e coloniza e de que Canas de Senhorim é também vítima.
A reforma que se impões determinar-se-á pelo incremento do municipalismo sob pena de se perder no meio da impropriedade administrativa em que normalmente as câmaras municipais sugam as freguesias sem força, sem poder e sem protecção que se limitam a mendigar-lhes a mínima parcela do direito que deveriam ter e não têm ou não deixam exercer em consequência da chamada autonomia municipal.
Como é sabido, o nosso País não tem tradições regionalistas, mas tem aquele acentuado pendor municipalista fortemente enraizado por essa tradição que a tal reforma do século passado pretendeu destruir e a que a ora chamada regionalização, pretende conformar, consolidar e enraizar.
E a esta tradição municipalista não é estranha Canas de Senhorim e às terras intimamente ligadas a esta. Dir-se-á que o municipalismo e o ruralismo não só se conjugam como consolidam os destinos dos mais fracos e desprotegidos e dos que longe do poder carecem de protecção.
A história municipal de Canas de Senhorim remonta aos inícios da nacionalidade e chegou até nós de geração em geração constituindo hoje a mais rica das tradições dos seus povos que encontram nela a dinâmica da sua luta na procura da dignidade e liberdade perdidas.
Esta tradição mais se firmou e enraizou na mente das pessoas com a perda pela primeira vez, da sua autonomia estando-lhe mesmo subjacente a este sentimento ancestral a recriação do seu município.
Daí que esta seja a primeira condição objectiva de desenvolvimento económico, social e cultural dessa vasta região com a qual intimamente se identifica e se confunde até e que o actual quadro administrativo se mostra incapaz de minimamente considerar ou respeitar.
Entendem as pessoas que o prometido reordenamento territorial para ser actual, justo e equilibrado, terá de considerar que os municípios a criar não pressuponham apenas números e áreas metropolitanas ou se determinem por factores estranhos à sua administração.
Deverá reapreciar e considerar, pelo menos, casos pontuais que se arrastam há largas dezenas de anos por forma a não mais violentar os sentimentos das pessoas radicando nestas o seu próprio subdesenvolvimento e a sua própria revolta.
E deixem de vez Canas de Senhorim ser livre e digna, exporgando-a definitivamente das velhas provocações sob a forma do chamado NEOCOLONIALISMO INTERIOR.

NOTA FINAL
Daí que o Movimento para a Restauração do Município considere e defenda que uma vez que não será possível criar caso a caso os futuros novos municípios, a futura criação destes, pode fundamentar-se numa de duas ordens de razões que a justifique ou determine:
1º - No primeiro caso o município, melhor o concelho, surge por via administrativa, por razões administrativas, por comodidade dos munícipes. Neste caso depende de um número de pessoas que a lei fixa, mas não carece de manifestação de vontade popular. São municípios urbanos. É a própria norma de direito que desencadeia a sua criação e é mesmo o seu pressuposto. O concelho está na vontade dessa lei.
Com esta situação pode comparar-se aquela em que as populações se encontrem a grande distância da sede do seu concelho, mas esta situação encontra-se presentemente atenuada pelos actuais meios de comunicação.

2º - No segundo caso, o município está na vontade das pessoas quando inequivocamente manifestada e aquela razão é o seu próprio substracto da manifestação do seu direito.
Quando o povo de Canas de Senhorim desce à rua a reclamar o seu município, acompanhando por vezes a reclamação com outras medidas, a criação deste está na sua vontade e não na da lei que apenas a reconhece e a formaliza.
Em qualquer dos casos a lei vai exigir a existência de um mínimo de condições que permitam a sua administração e ainda a maioria das estruturas dos actuais municípios ( escolas primárias e secundárias, associações culturais e recreativas, bombeiros, bancos, G.N.R. etc.)
Ora a freguesia de Canas de Senhorim enquadra-se perfeitamente neste segundo caso e dir-se-à ainda que existem em Portugal muitos concelhos com população inferior à da nossa freguesia ( e ainda ninguém pensou em extingui-los ), sem considerar a população do futuro município de Canas de Senhorim em que se integram povoações e freguesias de municípios limítrofes.
Quer dizer que a lei a aplicar não poderá ser a mesma em todo o país. Deverá ser criada uma lei para zonas metropolitanas ou de forte densidade populacional e uma lei diferente para as zonas do interior que não dependa do factor demográfico ou territorial.
Uma lei de aplicação à segunda situação descrita, que não dependa da densidade populacional ou quilométrica, sob pena de não se criar qualquer município no interior do país, vincando ainda mais as já profundas assimetrias existentes entre o litoral ou zonas metropolitanas e os meios rurais interiores.
Sabendo nós que o município é hoje "o maior empregador nacional" cumpre prender as populações ao seu meio e evitar imigrações massivas para aquelas zonas combatendo o desemprego.
ASSIM O MOVIMENTO PROPÕE:
MUNICÍPIOS
-DA LEI - Quantitativos, urbanos ou administrativos
-VONTADE DAS POPULAÇÕES - Qualitativos, rurais ou histórico-municipalistas.

CONDIÇÕES
-DA LEI (urbanos) - Com a existência na sua sede das mesmas condições de estruturas da sede do concelho mãe;
Com o número de habitantes e (ou) área fixada na própria lei.
-DA VONTADE DAS POPULAÇÕES (RURAIS)
Com existência na sua sede das mesmas ou semelhantes condições e estruturas da sede do concelho mãe; Vontade da sua população já manifestada através de vários actos públicos;
As suas tradições municipalistas ou outros elementos sociais, culturais ou económicos, serão as determinantes daquela manifestação.
Em caso de necessidade deverá ser nomeada uma comissão para fixar os limites territoriais ao futuro município.
Não há ao contrário do que se pretende fazer crer, maior despesa para ao estado com a criação de novos municípios. O aumento de despesas com os novos municípios é compensado com a sua diminuição no município-mãe em consequência daquela desanexação.

O Movimento para a Restauração do Concelho de Canas de Senhorim

03/06/2008

Município de Canas de Senhorim (PCR)

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(...)faz todo o sentido criar um pólo colectivo de resistência que mantenha viva a chama municipalista(...) [PortugaSuave em "Editorial"]

Não devemos ter medo das palavras: é de um pólo colectivo de resistência que falamos. [Manuel Henriques]

1ª postagem Maio de 2007__________________________

O Pólo Colectivo de Resistência (PCR) introduz neste blog o conceito cívico de exercício de cidadania. Nasceu de forma espontânea e reflecte a voz daqueles que não alinham no adormecimento geral perante a estagnação social e política que se vive em Canas de Senhorim.

O exercício de cidadania, num regime democrático, não se esgota nas garantias formais instituídas pelos órgãos da república. Em democracia, para além da representatividade política como garante do sistema, os cidadãos, mesmo fora de qualquer contexto político-partidário, têm a prerrogativa constitucional de intervir socialmente, quer manifestando activamente as suas aspirações e as suas convicções quer reclamando junto do poder constituído os meios e as práticas que conduzam à satisfação dos seus interesses.

Há muito que Canas vem pelejando nestas duas frentes para que as suas pretensões sejam ouvidas e cumpridas: fê-lo reafirmando desde sempre essa vontade através do sentimento latente da população, sentimento esse que a partir dos anos 70, sob a bandeira da então recente democracia, se revelou abertamente, conduzindo à criação do Movimento de Restauração do Concelho de Canas de Senhorim (MRCCS), uma estrutura apartidária cujo objectivo era dar voz às ambições municipalistas da população; e fê-lo, mais recentemente, através dos canais institucionais, com o aval dos partidos políticos sensíveis ao nosso problema, tentativa que se revelou gorada pela controversa e inusitada decisão do Presidente da República.

O PCR surge na sequência deste ciclo desfavorável, com o objectivo de recuperar forças e animar vontades; capaz de manter viva a ideia que perseguimos, incutindo motivação, reunindo consensos e juntando esforços. Um colectivo que impulsione a nossa causa e que divulgue e promova o pulsar das forças vivas da comunidade. Uma voz que exprima os sentimentos de um povo que não se verga, de uma terra ancestral que não se entrega. Um movimento cívico de resistência, legitimado pelo princípio inalienável do direito ao exercício de cidadania.Foi este o espírito que presidiu à constituição deste espaço de intervenção cívica. Emana da filosofia subjacente ao blog MCdS, como extensão activa e intervencionista daqueles que se revêem no projecto de restauração do concelho de Canas de Senhorim.

Na sua formação atribuímos-lhe simbolicamente as referências que constituem a génese da sua criação e dão cor e forma à bandeira do PCR: o centauro que exprime força e inteligência, o vermelho que afirma a vontade, o amarelo que representa a convicção e o preto que apela à união e simboliza o apego à terra.Ficam assim, debaixo da égide do PCR, todos os contributos que no âmbito do MCdS evidenciem um manifesto apoio à causa que nos move: Canas de Senhorim a concelho.

23/03/2008

Pólo Colectivo de Resistência (PCR)


O Pólo Colectivo de Resistência (PCR) introduz neste blog o conceito cívico de exercício de cidadania. Nasceu de forma espontânea e reflecte a voz daqueles que não alinham no adormecimento geral perante a estagnação social e política que se vive em Canas de Senhorim.
O exercício de cidadania, num regime democrático, não se esgota nas garantias formais instituídas pelos órgãos da república. Em democracia, para além da representatividade política como garante do sistema, os cidadãos, mesmo fora de qualquer contexto político-partidário, têm a prerrogativa constitucional de intervir socialmente, quer manifestando activamente as suas aspirações e as suas convicções quer reclamando junto do poder constituído os meios e as práticas que conduzam à satisfação dos seus interesses.
Há muito que Canas vem pelejando nestas duas frentes para que as suas pretensões sejam ouvidas e cumpridas: fê-lo reafirmando desde sempre essa vontade através do sentimento latente da população, sentimento esse que a partir dos anos 70, sob a bandeira da então recente democracia, se revelou abertamente, conduzindo à criação do Movimento de Restauração do Concelho de Canas de Senhorim (MRCCS), uma estrutura apartidária cujo objectivo era dar voz às ambições municipalistas da população; e fê-lo, mais recentemente, através dos canais institucionais, com o aval dos partidos políticos sensíveis ao nosso problema, tentativa que se revelou gorada pela controversa e inusitada decisão do Presidente da República.
O PCR surge na sequência deste ciclo desfavorável, com o objectivo de recuperar forças e animar vontades; capaz de manter viva a ideia que perseguimos, incutindo motivação, reunindo consensos e juntando esforços. Um colectivo que impulsione a nossa causa e que divulgue e promova o pulsar das forças vivas da comunidade. Uma voz que exprima os sentimentos de um povo que não se verga, de uma terra ancestral que não se entrega. Um movimento cívico de resistência, legitimado pelo princípio inalienável do direito ao exercício de cidadania.
Foi este o espírito que presidiu à constituição deste espaço de intervenção cívica. Emana da filosofia subjacente ao blog MCdS, como extensão activa e intervencionista daqueles que se revêem no projecto de restauração do concelho de Canas de Senhorim. Na sua formação atribuímos-lhe simbolicamente as referências que constituem a génese da sua criação e dão cor e forma à bandeira do PCR: o centauro que exprime força e inteligência, o vermelho que afirma a vontade, o amarelo que representa a convicção e o preto que apela à união e simboliza o apego à terra.
Ficam assim, debaixo da égide do PCR, todos os contributos que no âmbito do MCdS evidenciem um manifesto apoio à causa que nos move: Canas de Senhorim a concelho.
(1ªpostagem maio de 07)

31/12/2007

Votos para 2008


"Canense:

A tua terra é mais linda do que pensas, mais nobre do que supões, mais rica do que julgas e tem encanto que os estranhos descobrem e apreciam.

É tua obrigação instante concorrer, segundo os teus recursos, para o seu progresso e desenvolvimento.

Se mais lhe não puderes dar, dá-lhe a correcção dos teus actos, a honestidade da tua vida, o amor da tua profissão.

Sê previdente e que essa virtude te leve a levantar, em qualquer iminência, a casinha esbelta a que te acolherás na velhice e que, valorizando a tua terra, atestará a tua passagem por ela."

Prof João Miranda, 1930

Estou certo que dificilmente poderiam haver palavras mais inspiradoras para o ano de 2008 do que as escritas pelo Prof João Miranda em 1930. As dificuldades e provações a que as nossas gentes estão sujeitas não são de agora, nem vão terminar no curto prazo. O ano agora findo trouxe algumas coisa boas (o re-lançamento da conclusão do IC 12, a subida de escalão do GDR), manteve outras na mesma (o despotismo orçamental que a Câmara de Nelas tem para com esta freguesia) e teve outras más (o encerramento de escolas primárias e o agravamento do desemprego na região).

Devemos manter o optimismo. Cabe-nos contudo estar vigilantes e ser combativos perante os poderes politicos que nos tutelam. É missão fundamental exigir, de forma categórica, aos nossos eleitos (a começar pela Srª Presidente da Câmara Municipal) que dêem cumprimento ao mandato popular que lhes foi conferido, defendendo os interesses da freguesia e investindo nesta terra o que é devido (pela sua dimensão e como compensação pelos 20 anos de verdadeiro fascismo da "correia" que nos foi imposta).

Ninguem duvide da importância que a nossa terra teve e continua a ter. Mais: Cabe aos cidadãos de Canas de Senhorim encontrar soluções politicas, dentro dos constrangimentos conhecidos, que permitam que não nos atrasemos mais no caminho para o desenvolvimento, e que possamos, nas sedes próprias, defender os interesses da vila. Porventura esta formas terão de nascer fora da lógica partidária que nos atrofia à decadas. Não tenho esperanças em promessas vãs nem condescendência para com quem foi eleito por um povo e não honra a confiança que lhe foi dada (também aqui a começar pela Srª Presidente da Câmara Municipal). Existe nesta terra gente muito capaz ( e diria até com vontade !!) para encontrar soluções alternativas e independentes da partidocracia: temos pessoas com experiência autárquica do mais alto nível - ex-presidentes, vereadores, presidentes de junta, de diversas cores partidárias e ideologias. Temos igualmente, como aliado, um descontentamento crescente nas restantes freguesias do concelho, que poderá certamente ser uma base de apoio para uma gestão mais equitativa dos dinheiros públicos em prol de todas as freguesias e não, como acontece há 30 anos, apenas para satisfazer os luxos e caprichos da sede de concelho.



Um bom ano para todos!!!

26/12/2007

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19/11/2007

maior que o pensamento...







17/11/2007

Dois anos de Isaura Pedro...

O momento da cobrança chegou
por Manuel Henriques






Passaram 2 anos desde as últimas autárquicas no concelho que, transitóriamente, nos obrigam a fazer parte.
Não posso deixar de reconhecer que a actual gestão autárquica está a anos-luz do que se esperava e que o povo desta terra merecia. Dois anos e alguns buracos depois a nossa terra permanece numa estado de letargia do qual parece não querer sair. Uma profunda desilusão alastra a todos os que confiaram na coligação PSD/PP para tornar o ar "politico" mais respirável e a gestão autárquica mais equitativa.
A Drª Isaura Pedro tem ignorado completamente a nossa freguesia. A prioridade, em detrimento de Canas e das demais freguesias, é e continua a ser a sede do concelho. Na verdade estamos a assistir uma verdadeira "continuidade" nas politicas que o seu antecessor de forma tão brutal protagonizou durante 20 anos. Mas com uma desvantagem: anteriormente, a natureza da "besta" era por nós conhecida.Com isto não quero caucionar as terceiras vias que pretendiam uma aliança à criatura atrás referida. Também não é isso. Nunca poderá ser isso. Estes dois anos devem servir para tirarmos algumas ilações:
1) O definhamento da freguesia não se compadece com guerras civis como as ocorridas em 2005;
2) O espectro partidário terá sempre uma perspectiva oportunista da questão;
3) Urge voltarmos aos orgãos autárquicos principais (Câmara e Assembleia Municipal) para termos voz. Nestes poderemos berrar, protestar, auditar. De preferência fora dos espectros partidários. Ser contra o poder autárquico instituido só de forma independente (que o diga o Vereador Borges da Silva recentemente expulso do PSD por "ordem" da Srª Presidente da Câmara).
No entretanto, e nas nossas costas, discutem os "ilustres" do concelho uma Nova Panaceia: Uma Parceria Público-Privada que injectará 35 Milhões de Euros no Municipio para uma série de obras ainda a definir. Pessoalmente digo-vos: Não confio nas pessoas que fazem parte dos orgão autárquicos de forma a estar certo que os nossos interesses sejam acautelados.

08/10/2007

Post it!

PCR:Faz bem à saúde!