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03/11/2008

3 Anos de Isaura Pedro: Um desastre total? ( na visão de um seu eleitor)


Confesso-vos que ganho alento para escrever estas palavras depois de ler a hilariante entrevista da Dr.ª Isaura Pedro ao “Folha do Centro de Nelas” (Este periódico, refira-se, sempre amigo de ouvir a Dr.ª Isaura e a sua equipa, mas estranhamente omisso sobre outras situações de relevo politico no concelho).
Na referida entrevista, depois de entronizada naquilo que resta do PSD concelhio (em tempos uma força “moral” e defensora da equidade, não bairrista, das freguesias do concelho, hoje uma agremiação quase familiar, reverencial como se quer, de boa gente concerteza, mas sem “visão” para além da mata das alminhas) a Dr.ª Isaura dá-se a verdadeiras “boutades” pré-eleitorais como insinuar que Canas deve agradecer-lhe o bom ambiente que agora se vive no concelho; ou referir, sem detalhe que a entrevista era curta, que fez muitas obras em Canas neste mandato; ou – pasme-se – que o grande trabalho em Canas foi, neste mandato, inventariar as necessidades (sim, que aqui a malta tacanha e desinformada até nem sabe o que quer e nada como a Sr.ª Dr.ª para elucidar o bom do povo).
A meu ver estes 3 anos ficam marcados pelos seguintes (e negativos) factos:
Oportunidade perdida” – Para quem defendesse genuinamente a “unidade” do concelho este mandato tinha tudo para a Dr.ª Isaura brilhar. Tinha Canas “pacificada” (domesticada?). Tinha fundos comunitários para fazer obras – nas várias freguesias e já agora naquela que não teve nada em décadas – e levantar a auto-estima canense. O que aconteceu – muito por culpa da falta de “estofo” político deste executivo – foi a continuação das mesmas politicas discriminatórias do passado. A Dr.ª Isaura Pedro, perde uma oportunidade, para quem a defende, de atirar o “activismo canense” para as calendas gregas. A gestão que fez dos fundos comunitários foi um desastre e prejudicou, uma vez mais, o interesse da freguesia de Canas de Senhorim. Não é nada contra Nelas: é apenas alertar que esta maneira estúpida de fazer politica agrava as divisões!!!
Acessos” – O concelho de Nelas foi bafejado pela sorte. O traçado proposto do IC 37 – antes da douta intervenção dos políticos - dava ao concelho vantagens competitivas inquestionáveis, por passar no meio do mesmo. De uma forma totalmente irresponsável o traçado é alterado para uma extrema. Todos perdem com esta decisão. Hipocritamente diz-se agora que foram “questões ambientais”. Então que as demonstrem!!!
Incumprimento de promessas” – A Dr.ª Isaura fez obra nas várias freguesias. O objectivo era claro: Diminuir o peso/dependência do voto de Canas de Senhorim - com o qual cumpriu o "sonho de ser presidente". O cálculo eleitoral foi uma miséria. O aparecimento de várias candidaturas independentes (andam por ai os dinossauros!!!) só prova o resultado falhado desta estratégia acintosa. Cara Dr.ª, não quer denunciar o ideólogo desta estratégia?
Outro aspecto que importa sublinhar é a fraqueza política e intelectual do executivo. A gestão do dossiê Borges da Silva foi o que se viu. As lunáticas parcerias público-privadas – provaram que temos de um executivo pouco rigoroso, inexperiente e errático.
Acreditem, com grande sinceridade, que gostava de nos próximos meses mudar de opinião sobre este executivo. Gostava de vir a achar que fui precipitado no juízo que faço hoje da Drª Isaura e dos seus pares. O executivo da Dr.ª Isaura Pedro desgastou-se mais em 3 anos que o anterior em 16. Isto não dá para tirar ilações?
Cara Dr.ª: está em tempo de assumir com humildade que está mal rodeada (Porque lhe fogem as pessoas de bem em Nelas e em Canas?) Corrija a rota. A prazo, a estratégia de isolar Canas trará dissabores, divisão e pobreza a todos. O concelho é assim tão grande para abdicar de um dos seus braços? Como diria o Dr. Soares, "só os burros é que não mudam…"e se não mudar, volte então para o Centro de Saúde. Fará concerteza um trabalho melhor, para o qual terá mais qualificações.
Podia ficar na história como “unificadora” e promotora do desenvolvimento. Arrisca-se a ficar como a pior presidente da Câmara de sempre. Espero que não.

01/11/2008

Pesadelo

O comunicado da Junta de Freguesia é um autêntico pesadelo e confirma as preocupações que este blogue tem trazido à ribalta. Podemos até extrair dele outro significado do que a simples constatação dos factos nele contidos. O comunicado assume abertamente uma posição oficial de reprovação, e, julgo poder afirmar, mais do que informativo, o documento parece configurar um ultimato à presidente de Asnelas, do género: “Faça alguma coisa Sra. Presidente, senão diga-nos lá como vamos apoiá-la nas próximas eleições”.
Ora, ainda que o comunicado sirva “romanticamente” essa intenção, parece evidente que qualquer apoio a Isaura Pedro está definitivamente comprometido. Por mais obras que se venham a fazer já nenhuma compensará as opções rodoviárias recentemente preteridas e a ausência de intervenções há muito reclamadas.
Os canenses já deram para este peditório e daí não obtiveram qualquer benefício, afinal a câmara não é nossa, nem ela (a câmara) se revela preocupada em sê-lo, seja quem for o seu timoneiro, ou candidato a timoneiro. Claro que, perante a acção governativa de Isaura Pedro em relação a Canas, outra coisa não seria de esperar da Junta que não salvar a honra, admitindo publicamente o descalabro. A Junta (e não só, não podemos esquecer que o MRCCS é o suporte político da lista mandatada) perderia a relativa credibilidade política que ainda reúne se calasse a evidência.
Já aqui manifestei a minha completa indiferença relativamente a estes cenários, se a Câmara de Asnelas está virada de costas para nós porque haveremos nós de lhe dar o flanco!? Também não me surpreende a falta de tacto político de Isaura Pedro, talvez confiante na possível reverência partidária da Junta e do Movimento ao PSD. O que me ocorre perante os factos oficialmente confirmados no comunicado é que os canenses não têm qualquer espaço de manobra neste contexto autárquico. Impõe-se portanto retomar com urgência a ideia “sempre viva” de Canas a concelho. E já agora, como diz o Frankie, com elevação e inteligência.

31/10/2008

À 3 anos foi assim...

Partes de uma entrevista dada pela Dr. Curandeira ao JN a 14 de
Outubro de 2005.

Entrevista completa aqui

Ao JN - "Não enganei a população de Canas de Senhorim"À frente da coligação PSD/CDS destronou os socialistas há 16 anos no poder. Defende a integridade de Nelas. Admirou José Correia. O autarca que, em nome do PS, governou, durante 16 anos, a Câmara de Nelas. Foi sua amiga, médica e, em 1997, foi eleita vereadora nas suas listas. Três anos depois, bateu com a porta. Razões a "radicalização" de posições contra Canas de Senhorim e a "humilhação" a que eram sujeitas as oposições. Isaura Pedro regressou, domingo, à ribalta política, ao conquistar para a coligação PSD/CDS a presidência daquela autarquia. Sem promessas. Mas com o compromisso de manter íntegro o concelho de Nelas.

Decisivos foram os votos de Canas de Senhorim...

Provavelmente. Foi o contributo de Canas de Senhorim, Carvalhal Redondo, Aguieira, Senhorim... Não digo que Canas ganhou e Nelas perdeu como já ouvi da oposição. O concelho tem nove freguesias. A coligação obteve 3200 votos de oito delas e de Canas vieram 700. É uma freguesia igual às outras. Tive sempre muito boas relações com os seus habitantes, inclusive Luís Pinheiro, por via dos protocolos da área da saúde assinados com a escola a que pertence.

Houve algum acordo pré-eleitoral com o Movimento de Restauração do Concelho de Canas de Senhorim?

O PSD e CDS tinham votado, há dois anos, um projecto de elevação de Canas a concelho. Como sou contra a divisão de Nelas, o abandono desse projecto foi uma das condições que impus para me candidatar. E que foi aceite. Em relação ao movimento, nunca houve qualquer acordo. Penso que a vontade das pessoas de mudar o presidente [José Correia] gerou uma dinâmica tão grande que contagiou o próprio movimento.

Um dos seus compromissos é preservar a integridade de delas. Como irá compaginar esse propósito com a luta de Canas de Senhorim pela elevação a concelho?

Respeito os seus ideais, mas não concordo com eles. Uma coisa é certa a mensagem que passei é que sou contra a divisão do concelho. As pessoas leram a minha mensagem e votaram. Não enganei a população de Canas de Senhorim.

Vai reunir com Luís Pinheiro?

Por que não?!

Prioridades de acção?

Dinamizar a indústria em Nelas e Canas, requalificar o ambiente (temos nove ETAR que não funcionam e o passivo das minas da Urgeiriça) e instalar centros de dia nas freguesias.

29/10/2008

Freguesia de Canas de Senhorim (informação)




22/10/2008

Quercus alerta para ritmo alucinante de suspensões parciais de Planos Directores Municipais

"A associação ambientalista Quercus alertou hoje para o "ritmo alucinante de suspensões parciais de Planos Directores Municipais (PDM)", tendo "encontrado" 27 suspensões desde Setembro de 2007 publicadas em Diário da República, oito delas na passada semana.
Em comunicado, a Quercus considera que estes números revelam o "quanto é inadequado o actual regime de gestão territorial" que, "em concreto", tem como objectivo "viabilizar a instalação ou ampliação de unidades ou zonas industrias e de projectos turísticos".
"Simples actos administrativos, como as suspensões de PDM ou desafectações à Reserva Ecológica ou à Reserva Agrícola Nacional, permitem transformar terrenos rurais em urbanos, valorizando-os em dezenas de vezes e permitindo elevados encaixes financeiros a alguns privados sem o desenvolvimento de qualquer actividade produtiva", afirma a Quercus.
A associação sublinha ainda que "a última alteração ao Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial refere, no seu preâmbulo, o objectivo de evitar o recurso sistemático à figura de suspensão do plano", algo que para a Quercus, não se traduz "na prática", contabilizando alterações desta natureza em 7,5 por cento dos municípios portugueses."

Isto a propósito da mastodôntica suspensão do PDM de Nelas para a criação de um mega parque industrial quando, a 5 Km a Zona Industrial da Ribeirinha continua urbanisticamente pronta para receber investimentos, mas o poder político local entende que o caminho mais difícil e especulativo é a via a seguir. Este é o retrato perfeito do desgoverno que nos governa.

04/10/2008

Politicamente

Já há alguns tempos que não escrevo.
Na verdade corremos o risco de estar sempre a escrever a mesma coisa, imbuídos num só ponto de vista…
Mas, quando alguém, ainda por cima canense, se pretende candidatar a Presidente da Câmara de asnelas terei sempre algo a dizer.

Por princípio sou favorável!

Os convites para essa lista já estão a ser feitos, muitos apoiantes são anti-colmeia e que foram esquecidos pela coligação que nos desgoverna… Rumores certamente infundados, dizem mesmo que o mandatário da Dr.ª Curandeira nas últimas eleições terá o mesmo “cargo” nesta candidatura do Dr. Vaz…
Julgo que esta candidatura terá pernas para andar se… O PS mantiver como candidato aquela personagem que não adjectivo; o Dr. Borges da Silva não se candidatar… Direi mesmo que dando ouvidos a rumores, certamente infundados, uma união pouco lógica entre Colmeia e Borges da Silva… Curandeira e Osvaldo, utilizam a estratégia mais usual nestas coisas da política autárquica: juntam todos os Presidentes da Junta e fazem aterrar toneladas de pequenas notas aqui e ali…

Parece que se têm safado as associações de Canas, que o digam o Desportivo, o CNE, o Paço e o Rossio… Bem o Rossio parece, para já, ter visto as suas pretensões reprovadas, mas… a obra continua…

E voltando à vaca fria, e como resposta a alguns posts anteriores, Canas de Senhorim continua na mesma, as rotundas não se fazem, a zona industrial continua ao abandono, a Rua Fonte da Cruz na mesma como a lesma, enquanto em asnelas já falam na conclusão da variante para pesados, em duas vias por sentido… Reprovaram os investimentos, mas deixaram de lado o novo quartel dos bombeiros de asnelas… Portanto amigos e inimigos, tudo como dantes no quartel de Abrantes…

Força Dr. Vaz e já agora paciência… Algo me diz que vai precisar! Eu por mim vou aguardando…

01/09/2008

Cenários

Não estou por dentro dos meandros da política concelhia, portanto tudo o que aqui for escrito não passará de especulação, ainda que as conjecturas possam ter algum grau de razoabilidade.

Certa é a candidatura independente do Dr. Vaz à presidência da Câmara de Asnelas e a recandidatura da actual presidente, Dra. Isaura Pedro. Se o Dr. Vaz avança às apalpadelas, Isaura Pedro parece igualmente jogar à cabra-cega. Assediada no interior do partido, por alguns inconformados que não alcançaram os “tachos” do costume, e confrontada com a possibilidade de Borges da Silva, de quem tudo se espera (mesmo que dali não saia nada), assumir, também ele, uma candidatura à presidência, Isaura Pedro vacila, numa lógica partidária que, como sabemos, não é determinante (Canas pode reequacionar todo o processo). A actual coligação pode mesmo esfrangalhar-se perante o protagonismo de alguns detractores, e consequentemente, vir a perder parte do eleitorado que a confirmou nas últimas eleições.

Quanto à oposição, o PS, na pessoa do seu novo líder, Adelino Amaral, tenta reagrupar as suas tropas, tarefa difícil, pois o velho General, mesmo derrotado, continua a minar, acenando e manobrando nos bastidores à boa maneira dos ditadores da América do Sul. José Correia não se conforma com a reforma política interna do partido (e a dele próprio) e, quem sabe, ainda terá algo a dizer. Esta é a boa notícia para Isaura Pedro, aparentemente não terá que se preocupar muito com a oposição fora do seu próprio partido.

Com quem Isaura Pedro tem que preocupar-se é com o eleitorado canense, e olhem que, ou muito me engano, ou não anda tão distraída quanto parece. É do conhecimento geral que as associações canenses têm sido contempladas com verbas reforçadas e mesmo onde ouve reduções orçamentais estas foram proporcionais, relativamente a outras associações do concelho. Jogando pelo seguro, não vá o povo esquecer-se, gizou para 2009 mais obras “pó de arroz”, como oportunamente Ana Mafalda lhes chamou no seu comentário de 15 de Agosto de 2008: ao que parece a rotunda na estrada nacional vai mesmo concretizar-se e uma boa parte do caderno de encargos apresentado pela Junta de Freguesia irá ter resposta positiva.

Os canenses que não votam cegamente no seu partido, têm uma tarefa difícil: podem alinhar com a posição, por enquanto indefinida, do MRCCS, mas ao que tudo aponta pró-Isaura, assim ela corresponda aos compromissos com a Junta até ao fim do actual mandato, circunstância que a verificar-se aliviará a posição de Luís Pinheiro e do MRCCS – caso contrário não restará outra opção que não o silêncio do líder, confrangedor, de quem, comprometido, sugere sem apontar. Esta ultima hipótese pode mesmo fragilizar definitivamente o MRCCS, Luís Pinheiro sabe disto e, sendo certo que pretende recandidatar-se à Junta, o melhor que tinha a fazer era preservar o Movimento, concorrer a título pessoal, liderando uma lista independente ou apoiado pelo PSD, como quisesse, mas desvinculando o Movimento desta gincana política onde a isenção é difícil e a unidade impossível. Se um Movimento serve para alguma coisa é para se movimentar, livre, sem peias nem ligações perigosas, o Movimento não pode estar constantemente a ser sufragado nas autárquicas, dividindo os canenses e enfraquecendo-se, o MRCCS não é sufragável.

Por outro lado os canenses podem dispersar-se entre a Dr. Isaura, o Dr. Vaz e o indefectível PS que mesmo depois de todo o aleive ainda tem os seus apoiantes (e aqui as eleições seriam um grande quebra-cabeças para toda a gente). Creio mesmo que o Dr. Vaz joga com esta possibilidade, a fidelização de um eleitorado que não se revendo na actuação da actual presidente, independentemente do propalado romance entre esta e o líder da Junta/Movimento, ceda o seu voto à alternativa possível - ele próprio - um canense, que, segundo as suas palavras, já deu provas no passado, ainda que ao futuro (de Canas) nada tenha acrescentado. Continuamos a aguardar o seu compromisso político com Canas, se é que tem algum! (claro que isto é uma provocação à coragem política do Dr. Vaz, bem sei que à leve suspeita de um compromisso, um simples passeio pavimentado em Canas, nem um único voto obteria fora da Freguesia).

Cenário menos provável, mas teoricamente possível, uma espécie de “Ensaio Sobre a Lucidez”, seria os canenses votarem maciçamente em branco ou absterem-se, talvez a posição mais coerente com os princípios de quem defende a autonomia de Canas, de grande impacto simbólico mas pouco realista, pois quer queiramos quer não, a regência continua do lado de Asnelas e muita coisa importante vai decidir-se no próximo mandato.

Não é fácil a escolha dos canenses, e provavelmente ainda haverá mais protagonistas a acrescentar ao palco político onde se irão desenrolar todos estes cenários. Uma coisa é certa, todos sabemos que seja qual for a escolha Canas continuará penando, estendendo a mão envergonhada à caridadezinha que o poder em asnelas decidir promover.

Diria que tudo isto é agonizante. Todos os cenários me parecem inúteis, destituídos de qualquer sentido. A única coisa que me anima é que o Intercidades já para em Fátima! E todos sabemos que ambos estamos no mesmo comboio. Estejamos atentos que a viagem vai ser dura e precisamos de um MRCCS forte e aglutinador.

31/08/2008

Resposta a moções apresentadas por Ex-Trabalhadores da ENU

Aprovadas no plenário de ex-trabalhadores da ENU a 7 de Julho de 2008, as duas moções que foram enviadas para o Ministério da Economia e da Inovação têm resposta no seguinte documento enviado ao representante dos ex-trabalhadores da ENU.
Relembro que as moções apresentadas reivindicavam "o campo de futebol como posse dos ex-trabalhadores da ENU e por conseguinte como pertença da Casa do Pessoal" e a segunda apoiava um comunicado que exigia a requalificação da Avenida dos Bombeiros Voluntários.

(clicar para ampliar)

18/08/2008

Política Canense


Esta crítica surge de uma teoria já há muito minha e de uma pequena pesquisa apenas para confirmar que esta teoria não é nem nunca foi apenas minha.

Canas a Concelho

À medida que os anos vão passando e uma ou outra coisa vai mudando, aquilo que nunca se pode deixar de louvar e que eu próprio faço questão de fazer são as lutas antigas deste povo, visto isso ser, muito francamente (dentro deste assunto) a única coisa que Canas hoje tem. Infelizmente a Empresa Nacional de Urânio e a Companhia Portuguesa de Fornos Eléctricos desapareceram do mapa, e se Canas na altura em que tudo isto ainda estava vivo não foi elevado a Concelho, na minha opinião, nunca mais o será na vida. Não vale a pena lutar por algo que nos fui incrivelmente negado há uns anos atrás, este país é de loucos e prova disso é precisamente essa... e quem pagou por isso e ainda hoje está a pagar é o povo Canense. Aquilo que o povo hoje em dia anda por aí a cantarolar não é a luta pela elevação de Canas a concelho, mas sim, a crença de um dia conseguir vingar a injustiça do passado, não percebendo e não querendo perceber que não há senhor nem senhora (seja ela ou ele canense ou da Câmara Municipal de Nelas) que faça isso acontecer.
Sabemos todos bem ou mal, ou então não, que cada vez mais se confirma que no futuro não irá haver grande continuidade nesta luta, não há tantas pernas e tantos braços como antigamente, as pessoas não vivem esta vida para sempre, caso contrário, na recente comemoração do tão falado “2 de Agosto” teriam estado presente bastantes mais pessoas. Os próprios jovens no geral querem lá saber desta luta! Alguns são a favor da elevação de Canas a Concelho mas isso não chega, aliás, penso que isso acaba por não ser nada, a não ser que para vocês seja suficiente saber: “Aquele miúdo é a favor de Canas a Concelho”. Mas vamos por partes: de que vale ser a favor do Concelho e ficar em casa tranquilamente a ver televisão? Nada. Agora vamos um pouco mais longe: de que vale ser a favor do Concelho, aparecer na televisão, em todos os comícios e bater palmas mesmo sendo surdo e cego? Afinal de contas quem é que está a fazer melhor figura?
Eu por norma não costumo estar lá muito preocupado com isso, Canas a mim dá-me muitos anos de vida, mas não tenho andado a gostar de algumas opções políticas do povo, quer a nível externo quer a nível interno, afinal de contas, como é que se pode dizer num dia que o boi é branco e noutro dia que o mesmo boi é preto? E como é que se pode desvalorizar tudo aquilo a que chamamos “coisas giras de Canas” e incrivelmente esse valor esteja a ser tristemente gasto em algo que não merece o meu respeito e estupidamente eu é que ainda tenho "de não poder falar" sobre isso? Como diz o ditado, quem está mal que se mude, não julguem que tenho problemas com tudo isto, e muito menos julguem que eu sofro por isto. Senhoras e senhores, a terra de Canas de Senhorim já FOI algo, que hoje não é.

Pó-de-arroz


Apenas obras de pó-de-arroz!
por Ana Mafalda


[...]Eu explico-me com um caso real. Como moradora na Avenida da Igreja as obras da sua requalificação não me passariam ao lado, mas mesmo que aqui não morasse pensaria exactamente da mesma forma pois considero ser muito sensível aos problemas dos cidadãos em geral, por isso é um caso que me toca em particular e profundamente, porque atravessa um caso de vida que me é muito querido mas que pode até estar no horizonte de qualquer um, nós não temos a VIDA nas mãos…não sabemos como vamos ficar!
Faz agora um ano, mais dia, menos dia, iniciaram-se as ditas obras para a requalificação da primeira e durante muiiiiitos anos, única Avenida de Canas … a Avenida da Igreja! Iniciaram pois a obra com a colocação nos passeios de infra-estruturas no sub solo (penso que para depois passar luz, telefone, cabo TV, etc.). Posteriormente corrigiram os e rebaixaram os lancis em pontos considerados (não sei por quem!) estratégicos. Seguidamente colocaram o paralelo (mais pequeno) nos passeios. Continuaram a obra com o levantamento parcial do paralelo da própria Avenida, junto ao Solar Abreu Madeira e entre os cruzamentos com as Ruas: da Estrada e Dr. Tiago Marques e a Rua do Rossio, aí retiraram-no na totalidade. A obra foi finalizada com a recolocação “nivelada” do paralelo, onde este tinha sido removido.
Esta obra decorreu durante largos meses!
Só houve celeridade na recolocação dos paralelos e empedramento dos passeios no espaço que decorre entre o Solar Abreu Madeira e a Estrada (salvo seja) do Matadouro para não desvirtuar a Feira Medieval! Na restante Avenida esperámos e desesperámos!!!
Posto isto, obra feita, até parece que ficou tudo bem!! Mas lancem um olhar mais atento, perspicaz, sensível, exigente, um olhar que caracteriza um canense, não é preciso ser especialista!
Foram colocadas passadeiras para peões em pontos estratégicos na Avenida da Igreja?
NÃO!
Foram colocadas sarjetas para recolher e conduzir as águas pluviais?
NÃO!
Foram desviadas as supracitadas infra estruturas por forma a devolver aos passeios maior amplitude para os peões?
NÃO!
Foram escolhidos com sensibilidade e competência os materiais mais adequados, nomeadamente para os passeios, sabendo (como sabem) que nesta Avenida residem pessoas com mobilidade muito reduzida, que por aqui passam, periodicamente pessoas idosas, que se dirigem para a Igreja Paroquial (só o adiantado da idade já é revelador das suas dificuldades de locomoção) e que aqui está sedeado o Lar e Centro de Dia Pe. Domingos?
NÃO!
Consegue um casal, passear lado a lado percorrendo todos os passeios da Avenida da Igreja?
Não!
Poderá uma pai ou uma mãe passear o seu filho(a), no carrinho de bebé, percorrendo os passeios da Avenida da Igreja sem que a criança sinta estar num pesadelo, tal é a trepidação?
NÃO!
Foram acautelados os acessos às moradias onde residem as pessoas com mobilidade condicionada na Avenida da Igreja?
NÃO!
O rebaixamentos nos passeios são facilitadores para quem se desloca em cadeira de rodas?
NÃO!
Houve um entendimento, uma auscultação prévia, às necessidades quer dos moradores quer dos transeuntes, na Avenida da Igreja?
NÃO!
Mas creia que as entidades com responsabilidade foram atempadamente e insistentemente, confrontadas com estas questões que agora aqui denuncio!
Concorda comigo que foi uma obra de cosmética, de pó-de-arroz, ainda por cima rasca?!
O que ocorreu na Avenida da Igreja encontra-se por toda a Vila, ou não se faz nada ou a fazer-se, faz-se da forma mais medíocre …o mesmo se observa nas “parcas”obras que são realizadas nas localidades afectas a esta Freguesiaou ainda pior!Todos estes e outros acontecimentos levaram-me a reequacionar as minhas posições, também gostaria que as nossas pretensões a sermos Concelho viessem a acontecer, vale-nos o sonho!Mas sabe, “podem-nos cortar tudo, menos a raiz do pensamento”, NÃO nos resignamos!

Um abraço fraterno.

Mafalda
(comentário em Ana Mafalda disse... em 15 ag 08)

12/08/2008

Ana Mafalda disse...

Porque há coisas que devem ser lidas...
Ana Mafalda disse...
Vou-me abster de fazer qualquer consideração sobre o candidato que agora se nos apresenta...ficará para mais tarde, prometo! Tenho seguido as apreciações dos "bloguistas", e numa coisa surpreendem-me, se há coisa que os jovens de hoje (e de sempre) se pautam é por serem JUSTOS, é uma característica inerente a quem não tem "afectações", os jovens são por natureza justos, também nos seus comentários! Mas como ser justo quando se desconhece o passado?? Como fazer avaliações sem avaliar procedimentos?? Seriam avaliações preliminares e pouco fundamentadas ou pouco estruturadas, sem crédito e não concordantes com um verdadeiro espírito jovem, concretamente no que concerne a avaliar este ou outro dos candidatos que possam surgir a candidatarem-se à Camara Municipal de Nelas! É preciso conhecê-los, conhecer as suas obras, ver os seus projectos, conhecer a equipe e depois ponderar ... e MUITO, sobre aquilo que, face à actual conjuntura é melhor para esta Vila, de que sou NATURAL, RESIDENTE e FÃ!
Quando o Dr. José Vaz se candidatou pela primeira vez à Câmara ( e que veio a ganhar) - eu devia ter uns 14, a rondar os 15 anos - sei que foi muito mal tratado, criticado até, sobretudo pelos Canenses da época, mas não me lembro de ter havido outro presidente posterior a ele que mais obra deixasse em Canas !!! Nem o Sr. Eng. José Manuel ( que apenas concluiu as obras iniciadas pelo seu antecessor), nem o Dr. José Correia nem a nossa actual Presidente...É difícil imaginar como era Canas na primeira metade da década de 80, efectivamente não havia água canalizada, as mulheres ( sempre o grande papel das mulheres de Canas) iam à fonte, colocavam os cântaros em filas, quando chegava a água enchiam-nos e carregavam-nos à cabeça para casa. Só tinha água canalizada quem possuia um poço, todos os outros não tinham o conforto de usufruirem de um gesto tão simples, como o de abrir uma torneira e esta jorrar água! Não havia uma eficaz rede de esgotos ( ainda não há!), estes ou iam a céu aberto, ou eram canalizados para fossas sumidouras, inquinando depois os aquíferos livres, obviamente! A maioria das casas em Canas ainda não tinha uma casa de banho ( digna desse nome), isso era para os mais remediados. Os dejectos familiares, eram acumulados num balde e a altas horas lá iam, mais uma vez, as mulheres livrarem-se de tais assuntos!!! Ainda hoje em Canas há zonas sem Saneamento Básico, e como em qualquer contrasenso, onde é permitido contruir habitação, pois o plano director municipal o permite!!! Mas sem estas infraestruturas básicas de salubridade e saúde pública...Por acaso ouvem os protestos??? Mas curiosamente até têm água canalizada!!!!Habitação Social não havia, os juros chegavam a atingir nessa época os 20%, não havia possibilidade para a maioria das familias de contrair empréstimos para contruírem ou adquirirem habitação... Os três lotes de apartamentos que se encontram em frente à GNR foram construídos a pensar nas pessoas que até podiam pagar, mas não a juro de Banco, pois esse era proibitivo... Não havia o Complexo Desportivo do GDR ...mas havia bons resultados e mais orgulho de que há hoje nessa instituição que acabou de comemorar o seu 75º aniversario! PARABÉNS GDR !!A CPFE, a ENU e a CUF ( conhecem as siglas? os mais jovens claro!!), laboravam em pleno, o movimento dentro da Vila era tanto que, se tiveram de alterar os horários das Escolas Primárias por forma a não coincidirem com os das saídas das fábricas, minimizando os riscos de atropelamentos às quatro-esquinas!! Eram mais os homens que trabalhavam nessas fábricas, eram poucas as operárias, as tarefas domésticas estava confiadas às mulheres, assim como o trabalho no campo, a criação e responsabilidade com os filhos, etc... só nas folgas, fins-de-semana ou férias contavam com a ajuda dos maridos - e as que contavam!!! Tinham a seu cargo casa, campo e filhos, não necessáriamente por esta ordem, vejamos: só havia um Jardim-Escola, o Jardim-Escola João de Deus, que funcionava numa casa cedida pela ENU, no bairro dos Engenheiros, e que tinha sido fundado em 1971. A Escola Técnica do Dão só tinha oferta até ao 9º ano... Os jovens de então, tal como os de hoje, queixavam-se que não havia aqui nada para fazer, que quem estava no poder não contava com eles ... para se entreterem organizavam clubs, inspirados em leituras juvenis e era assim que por exemplo passavam o longo período das férias escolares... Piscina só a do Grande Hotel das Caldas da Felgueira para os mais abonados e o Rio Mondego para os restantes... Alguns males, destes que referi, principalmente os relacionados com os de Saneamento Básico, não são exclusivos de Canas, persistem por todo o Concelho, mas a grande diferença é que em Canas as pessoas não se contentam com a politica do pó-de-arroz ... Existem na Lapa, na Aguieira, em Vale Madeiros, na Póvoa de Santo António nas Caldas da Felgueira em Carvalhal Redondo ... até na "cidade" de Nelas! e arredores...Não queiramos fazer aos outros aquilo de que nos queixamos que nos fazem a nós, não ignoremos pelo menos as povoações da nossa Freguesia!
Os Canenses têm características peculiares, somos um povo protestativo, não nos contentamos com tuta-e-meia, a "inércia faz-nos mal", achamos que tudo merecemos, achamos que não somos menos do que ninguém, para nós tudo o que aqui se faz é pouco... mas também somos solidários, unidos nas causas, trabalhamos bem em grupo... e muito mais. Porque temos orgulho da nossa Terra, porque temos orgulho do nosso passado, da nossa história e do nosso património, porque realizamos projectos colectivos sem qualquer apoio e o conseguimos FAZER!! E isso dá-nos um certo "Élan"! Como "levantar" um dos mais bonitos, genuínos e originais Carnavais deste país, com o Rossio, o Paço e o Despique a oferecerem momentos únicos !! Aqui nesta Terra sobrevivem todas as associações só com o empenho, carolice e total abnegação dos canenses envolvidos, desde o GDR, ao Grupo de Teatro Antª João Pais Miranda, ao agrupamento 604 do CNE, ao Canto e Encanto, aos grupos dos Jovens: o Canas + Jovem, o Prometeu; a Misericórdia, os BVCS, a Casa do Benfica, a Casa do Sporting, os inúmeros grupos relacionados com a Paróquia, a Irmandade de S. Sebastião ... e concerteza algum que eu me esqueci de nomear, mas que algum "bloguista" mais atento me vai remeter, OK? Organiza-se a Feira Medieval, o S. João, o Carnaval de Verão ... e qualquer espectáculo que aqui se organize é um sucesso "à priori" apenas e só com a prata da casa !!! É tudo isto que nos une uns aos outros, muito para além da nossa contemporaniedade, um património natural e histórico comuns!! Somos pois ESPECIAIS!!! E somos muitos! E temos peso! E colocamos e derrubamos Presidentes de Câmara quando queremos, quando orientamos o nosso voto !!!!!Temos de estar atentos, avaliar com conhecimento de causa todas as situações, não sermos ingénuos como o fomos no passado recente, não embarcarmos em partidarismos, nem em "passarolas" pois tudo o que nos "parte" fragiliza-nos...
Esta Vila merece o melhor, os habitantes desta vila merecem todos o maior respeito, pois formaram no seu conjunto o maior e único pólo industrial do interior deste País, com enorme orgulho, durante cerca de 8 décadas e num passado ainda relativamente recente! Vivem e viveram aqui excelentes homens trabalhadores, mulheres corajosas, fortes, excelentes companheiras e mães !!!!Defeitos todos temos, não há povo que não os tenha, mas potenciemos as nossas virtudes, saibamos todos em conjunto escolher o melhor futuro para cada um de nós, para os que nos vão suceder e para CANAS, SEMPRE!
10 Agosto, 2008

08/08/2008

ATENÇÃO... não soltar. Entrevista ao Dep Nuno Antão do PS




Perguntas:

1 - Como membro da comissão parlamentar para o desenvolvimento regional como vê a tendência das câmaras em geral em concentrar os pólos de desenvolvimento (industrial, comercial, social, cultural, etc) nas sedes de concelho?

2 - Sabendo que tal comportamento tem uma razão de ser eleitoralista (é lá que está o grosso dos eleitores) e que tal atitude afecta um desenvolvimento harmonioso dos espaço concelhio, que avaliação faz a comissão de que é membro sobre esta matéria?

Pelos motivos atrás apontados e por outros que o Sr. Deputado está por certo informado Canas de Senhorim trava uma luta há dezenas de anos pela sua emancipação face ao centralismo da Câmara de Nelas – uma luta legítima e fundamentada. O seu partido, em 2003, há altura representado na Câmara de Nelas, votou contra a Lei que permitiria Canas ser concelho e o presidente Sampaio, também socialista, inviabilizou a sua aplicação ao vetá-la. Passados cinco anos, sendo as actuais circunstâncias políticas, locais e nacionais, muito diferentes, para não dizer opostas, qual a sensibilidade do partido socialista relativamente à nossa causa? E a sua, em particular?


3 - O PS teve, no passado, um papel importante nos processos que levaram a criação de novos concelhos ( Vizela, Trofa). Sendo Canas de Senhorim uma terra historicamente "amiga" do PS, como se explica este divórcio entre o PS e as mais genuínas ambições do povo canense?

4- Como está o processo da Lei-Quadro da criação de novos concelhos?

5 - Na qualidade de Ministro, uma iminente figura do PS ( António Costa, actual presidente da CM Lisboa)chegou a falar, no inicio da legislatura, na possível redução de concelhos e freguesias ( neste caso desapareceriam as que tivessem com menos de 1000 Hab). Qual a posição oficial do PS sobre esta matéria?

6- Por desacordo entre o PS e o PSD não foi aprovada na Assembleia a nova lei das autarquias locais. Esta lei alterava radicalmente a composição dos executivos municipais, eliminando o método de hondt na composição dos executivos. Que vantagens traria este sistema quando o vigente tem funcionado bem em 30 anos de democracia? Serão os executivos (quase) mono-partidários capazes de garantir a saúde da democracia?

7- Regionalização - Como está este dossiê, que é em simultâneo uma obrigação constitucional?

8- Recentemente o governo anunciou mexidas no IMI que, espera-se, terão efeitos positivos no orçamento das famílias em 2009. A parte menos boa é que mexer neste imposto é mexer em receitas das autarquias e não do governo. Como ligar este tipo de medidas avulsas a uma crescente transferência de competências para as autarquias que se vêem, de forma involuntária, privadas de receitas com que legitimamente contavam? Este tipo de medida reforça ou diminui a autonomia local?

9 - Dossier Energia Nuclear. Em tempos falou-se sobre uma possível reabertura das minas da Urgeiriça bem como da instalação de uma central nuclear na nossa zona. Será isto uma utopia ou algo fiável?

10 - Qual a explicação do PS face aos deputados por Viseu ter se comprometido com as revindicações dos ex-trabalhadores da ENU [Empresa Nacional de Urânio] indo ao ponto de afirmar que o estado tinha uma divida para com os mesmos?!

11 - Qual a explicação do PS para com o avanço da recuperação ambiental das restantes Minas que se encontra parado?

12 - Porque é que o PS que diz que a interioridade deve ser apoiada e quer meter portagens no próximo IC12 prejudicando assim os habitantes do interior?

01/08/2008

O 2 de Agosto de 1982 visto pelo JN [I]


edição de 3 de Agosto de 1982
recolha de Heleno de Jesus Pereirinha

As motivações
Perda do Código Postal
Manutenção do posto dos CTT
Ausência de paragem na estação Canas-Felgueira dos comboios rápidos
O Posto Clínico
A separação da tutela concelhia de Asnelas
O projecto para a restauração do concelho apresentado na AR pelo CDS

Os títulos do JN
Em luta pelo Código Postal, Canas de Senhorim sequestrou Correios e arrancou via-férrea.

24/07/2008

Uma Verdade Inconveniente : Posição do PS Nelas sobre o IC 37

Que pensa o PS Canas desta tomada de posição? Concorda? Discorda? Tomou posição pública sobre o assunto? Canas de Senhorim agradece um esclarecimento. É uma questão importante e deve merecer resposta.



"Manifesta “a sua preferência pelo traçado identificado como “Opção B – Cenário Extremado”, que faz a ligação do IP5–A25, a partir de Viseu, ao IP2-A23, na Covilhã, com passagem por Nelas, entre o Estádio Municipal e a Zona Industrial e por Seia, com atravessamento da Serra da Estrela através de túneis.”
· Refere que para a ligação de Seia à Covilhã, “poderá ser equacionada uma alternativa que não obrigue à execução de túneis”.
· Recomenda que seja estudada a interligação com o IC12, de forma a permitir a melhoria do acesso ao centro da Vila, à Estação de Caminho de Ferro e à Zona industrial do Poço Forrado, bem assim como às localidades próximas, sugerindo que para além do nó de ligação ao IC12 seja prevista a construção de um outro nó de ligação com a EN 234, devendo ser estudada a possibilidade deste troço do IC7-IC37, entre os referidos nós, servir de acesso ao nó do IC12.
· Rejeita liminarmente a opção C – cenário compósito."


in Relatório da Consulta Pública à Avaliação Ambiental Estratégica do Plano Rodoviário Nacional, na Região Centro Interior (IC6, IC7 e IC37) ( Pág. 41)

NOTA FINAL : O cenário C era o único vantajoso para a Vila de Canas de Senhorim.

19/07/2008

IC 37

(Publicado na Edição nº 116 do Jornal "Canas de Senhorim")
Em edição anterior falámos aqui do projecto do IC 37 que ligará Viseu à Covilhã. A solução aprovada (Cenário C) prevê, desde a versão inicial, que esta via passe a meio do concelho de Nelas (junto à NelCivil/Borgstena). Ora, a concretizar-se, seria o melhor cenário possível. Que concelho se poderia gabar de tal sorte? Uma via estruturante que, pela localização prevista, serviria de forma equitativa todas as freguesias do Concelho. Neste contexto, causa alguma perplexidade a vontade do colégio dos vereadores da Câmara Municipal de Nelas que votaram, por unanimidade, uma moção que pugnava para que esta via passasse não junto à NelCivil (na fronteira entre as freguesias de Canas e Nelas) mas sim a Norte do Estádio Municipal de Nelas. As razões (poucas) que foram tornadas públicas para este “tiro no pé” são, pelo menos para mim, incompreensíveis. Uns falavam da perda da centralidade da sede de concelho. Outros temiam pela “descaracterização” da freguesia de Canas. De facto custa a entender estas posições.
Todas as razões apontaram, sempre, para uma natural preferência das gentes do concelho pela solução junto à Nelcivil/Borgstena: seria o traçado que melhor servia o interesse todas as freguesias do concelho (nomeadamente as periferias); era a solução que a Avaliação Ambiental do projecto recomendava como a mais económica e equilibrada ambientalmente; era aquela que melhor servia a estância termal das Caldas da Felgueira; e por último era aquela que mais vantagens comparativas trazia face a concelhos vizinhos, permitindo reequilibrar economicamente o concelho. A solução a norte do Estádio Municipal beneficia objectivamente o concelho de Mangualde (já bem servido de acessos – A 25) e marginaliza Canas de Senhorim. Muito prejudicada sairia a população de Nelas porque ter uma via desta natureza perto de casas, escolas e supermercados não é um cenário de sonho para ninguém (Algeraz desaparecia?). Um desastre anunciado par Senhorim, com a perda, irremediável, do seu ar bucólico já em degradação. Talvez a viabilidade da expansão da Zona Industrial não o justifique….
De acordo com a informação veiculada no sítio da Internet do Ministério das Obras Públicas a solução escolhida foi o Cenário C, que mantém o traçado do Estudo Prévio (
http://www.moptc.pt/cs2.asp?print=true&pcont=5545).
Sabemos contudo que a politica dá muitas voltas e até à aprovação do Projecto de Execução todos pressionarão o Governo e as Estradas de Portugal para alterar o traçado. Esperamos contudo que prevaleça o bom senso e se defenda o interesse de todos quantos habitam no concelho e não siga a estratégia (já conhecida) de o que interessa é a sede de concelho e o resto é paisagem. E sobretudo que quem vota da forma vota estas decisões saiba que se coloca a jeito para todo tipo de criticas. Veremos como evolui o assunto porque, como prova o dossiê do IC 12, estes temas são alvo de muitas pressões e a politica impede, tantas vezes, que se tomem as decisões mais acertadas. Garantidamente, nesta fase impõe-se que quem de direito defenda, com unhas e dentes, estes acessos dentro do concelho, e com a melhor localização para todos, e deixe para momento posterior as discussões sobre portagens, inúteis nesta fase, e que irão ser condicionadas pelo governo do momento e pela evolução da situação das finanças públicas (ainda incerta).

Nota Final

Uma última referência ao novo PORTAL DE CANAS DE SENHORIM (
http://www.canasdesenhorim.org/), que resultou da iniciativa de bloggers canenses agregados no já “famoso” blogue MCdS -Município Cannas de Senhorym. No portal poderão encontrar tudo sobre Canas desde Carnaval, actualidades, história, desporto e ligações aos princípios blogues e sites canenses.
Este novo espaço, conforme o editorial de abertura refere, pretende “oferecer à nossa terra, neste universo virtual que é a Internet, um “portal de navegação” onde os canenses se reconheçam e recriem e, ao mesmo tempo, um espaço vocacionado para promover a Vila de Canas de Senhorim, enaltecendo a sua história, divulgando o seu passado e registando o seu presente”. Com grande simbolismo, o Novo Portal abriu portas a 1 de Julho de 2008.

Manuel Alexandre Henriques
(
mahenriques@sapo.pt)

Entrevista a José Vaz, Candidato à Câmara Municipal


(Publicada no Edição nº 116 do Jornal "Canas de Senhorim")


Quais as razões para uma candidatura independente?

Como toda a gente sabe nunca fui filiado em nenhum partido político não só porque prezo muito a minha independência mas, sobretudo porque cedo me apercebi que são raros os que lutam por apenas ideais.
O descrédito nos partidos políticos predominantes na sociedade é tal que, hoje, o sentimento dominante assenta em candidaturas independentes, sem tutelas nem dependências partidárias, porque só assim é possível fazer-se uma gestão isenta, equilibrada e participativa dos orçamentos municipais.

Já estão definidas as bases do programa a apresentar ao eleitorado?

Certamente que sim. E vai assentar fundamentalmente numa forte aposta na juventude, naqueles que procuram o primeiro emprego e nos jovens licenciados que no final dos seus cursos não regressam ao Concelho por falta de perspectivas para o futuro.
A Educação, o Ambiente, o Turismo e o Termalismo terão sempre uma atenção muito especial, sem nunca se descurar a criação de uma plataforma logística para apoio às actuais e novas industrias.
O Desporto, a cultura e o associativismo, bem como o comércio e o desenvolvimento rural terão sempre uma porta aberta com vista a alcançarem os seus objectivos.
E a terceira idade irá ser contemplada com um programa real que combata não só as suas dificuldades mas também o seu drama da solidão.
Enfim, os munícipes de todo o concelho sabem que podem contar comigo naquela cadeia de progresso e grandes obras com que os habituei no passado em todas as freguesias.

A candidatura pressupõe um movimento de cidadãos que inclua candidatos às Juntas de Freguesia e à Assembleia Municipal?

Certamente. Isso é um pressuposto essencial para o sucesso.
Apesar de já contar com um grupo alargado de cidadãos de elevado rigor técnico e com grande espirito de missão para abraçar esta causa, continuo à espera da adesão de todos, com vista à formulação das respectivas listas.

Quais as perspectivas de sucesso num cenário muito marcado pelas candidaturas partidárias?

Estou plenamente confiante no sucesso da minha candidatura, não só porque quem actualmente preside aos destinos do Município de Nelas se revelou uma verdadeira desilusão, totalmente incompetente e incapaz de apresentar uma única obra de referência em todo o Concelho, mas também porque a oposição não tem ninguém que reuna os mínimos requisitos de credibilidade nem de capacidade para resolver os nossos problemas.
Resta pois a terceira via, que é a única, para restaurar a esperança ao Concelho de Nelas em face do notório abandono em que se encontra.

Como caracteriza a actual situação do Concelho e de Canas em particular? Temos excesso de centralismo na sede de concelho?

A um candidato independente não lhe cabem fazer análises políticas.
Compete-lhe, essencialmente, fazer profundas análises de gestão e manifestar a sua discordância quando são gastos mais de 72% do orçamento municipal em despesas correntes para pagar a comissários políticos e permanentes festas de ostentação perante quem vive deslumbrado com o poder e pouco preocupados com quem lhes paga os impostos.
E compete-lhe, também, indignar-se com a falta de investimento em despesas de capital, não dando continuidade às obras iniciadas, sem lançar qualquer uma de novo e limitando-se a desfazer o que já está feito para o refazer de novo.
O problema de Canas de Senhorim e do centralismo apenas será resolvido quando for eleito um Presidente da Câmara residente em Canas de Senhorim, como se viu no passado.
A Freguesia de Canas de Senhorim tem 3849 eleitores inscritos nos seus cadernos eleitorais e só não resolve este problema e todos os seus anseios se não quiser.

Que balanço faz do consulado de José Lopes Correia?


Não faz sentido falar dos erros do passado sobretudo quando essa situação não voltará a repetir-se no futuro.

Que avaliação faz da actuação do executivo chefiado pela Dr.ª Isaura Pedro nas suas acções concretas na nossa freguesia?

Um desastre total e uma tragédia para todo o concelho em anos perdidos de progresso e investimento.
Se o arrependimento matasse os que nela votaram teríamos, já há muito, construído novos cemitérios.
Existe uma frustração enorme em todo o Concelho, falharam todas as expectativas de mudança, foram admitidos dezenas de novos trabalhadores e não conhecemos um único desta Freguesia que aí passasse a trabalhar, prometeram-se grandes obras na Freguesia e a desilusão está à vista de toda a gente.

Que papel pode ter o eleitorado Canense nas próximas eleições autárquicas? Pode ser de novo o “fiel da balança” (como em 2005)?

No programa eleitoral que oportunamente será apresentado para todo o Concelho, posso garantir desde já uma repartição equilibrada, com rigor e bom senso dos mais de 13 milhões de euros anuais do orçamento municipal.
Será retomado o programa das grandes obras à semelhança do passado em todas freguesias e de acordo com as prioridades dos seus Presidentes.
Canas de Senhorim terá a sua Casa da Cultura como no passado teve água ao domicilio, pontes e viadutos, habitação social, novos arruamentos, iluminação pública, Quartel da G.N.R., novo campo de futebol, sede da Junta de Freguesia e escola pré-primária para não fazer alusão a tantas outras obras feitas.
É preciso que os habitantes desta Freguesia tomem consciência da sua força eleitoral porque está nas suas mãos, mudar o seu próprio destino.

Que recordações guarda da sua experiência como Presidente da Câmara Municipal no inicio dos anos 80?

Guardo as melhores recordações porque é muito gratificante trabalhar para o bem público e deixar obras para as gerações vindouras.
Quando saí, no final de um mandato de três anos e com um orçamento anual de apenas 80.000 contos ganhava por mês 72 contos.
Entendi que tinha uma família para sustentar e o futuro dos filhos para acautelar e decidi fazer uma opção económica na vida não me recandidatando e passando a exercer a Advocacia.
Hoje tenho um sucessor no escritório capaz de assegurar todas as tarefas profissionais e estou disponível para retomar a vida autárquica.
Faço-o com espirito de missão sem qualquer necessidade e consciente de que isso não me trará qualquer compensação financeira.
Mas como o que temos não serve e o que nos propõem em troca é pior ainda, aqui estou, porque entendo que o Concelho de Nelas merece mais.

04/07/2008

O Observador

( Publicado no Edição nº 115 do Jornal "Canas de Senhorim")

O passado mês foi rico em temas de relevo local.


A Revisão do Plano Director Municipal de Nelas

Acabei por obter resposta sobre o ponto de situação da Revisão do Plano Director Municipal. Dizem-me que as alterações ao traçado do IC 12 são a causa principal deste atraso (curiosamente a resposta que me foi enviada pela Câmara Municipal omite o IC 37 que, segundo uma das soluções “rasgará” o concelho ao meio entre Canas e Nelas).
Modestamente, devo dizer que acho a resposta completamente insatisfatória. Importa não esquecer que a Revisão de um PDM é um processo de planeamento…mas também um processo politico, que condiciona o desenvolvimento das povoações. Face à animosidade histórica, de todos conhecida, entre as 2 principais localidades do concelho (cujos motivos todos conhecemos) ganhar-se-ia, e muito, em fazer desta processo um exemplo e que do mesmo não resultasse sombra de parcialidade ou bairrismo. Diz-me o Departamento de Planeamento que a fase de envio de sugestões dos particulares terminou em 2004. Ora, de 2004 para hoje tanta coisa mudou (nos protagonistas da politica nacional e local, nos acessos projectados) pelo que se impõe uma atitude mais pró-activa.
No entretanto, são vários os boatos sobre um novo PDM que possa estar a ser “cozinhado” para não vir ao encontro aos interesses legítimos de Canas. A única forma de rebater estes boatos é gerir este processo de forma absolutamente transparente e diria eu, com mais abertura do que aquele que a lei prevê. Aguardam-se as cenas dos próximos capítulos….

IC 12 e IC 37

A pedir transparência está também o processo das novas acessibilidades. Mas afinal quais as soluções preferidas pelo Município? Houve alterações aos estudos prévios? Ainda pode haver? O que sabe a Câmara acerca das soluções finais? O que se lê nos jornais e na blogosfera é inconclusivo. Também neste dossiê a informação à população está por fazer. Pergunta fundamental: Está a Câmara disponível, enquanto defensora dos interesses de todos os cidadãos do concelho, para promover um esclarecimento cabal sobre o assunto nas freguesias em cujo território estes acessos vão ser construídos?

Futebol Amador e jovem vs Futebol Profissional

Mesmo à distância, e na qualidade de sócio do GDR de Canas de Senhorim (nº 530) só posso enaltecer a brilhante temporada das equipas de futebol do nosso clube. De todas, um destaque especial para as equipas Sénior e Junior. Se tirarmos aquele lado aleatório da bola que entra e não entra, o mais importante a destacar é a obra social do desportivo, nomeadamente os muitos jovens que praticam desporto nesta colectividade, bem como o forte sentimento de identificação dos naturais de Canas, em Portugal e no estrangeiro, com o clube.
Ainda falando de futebol, não posso deixar de destacar pela negativa, não pela época desportiva mas pela péssima gestão de dinheiros públicos, os muitos milhares de euros investidos no clube da sede de concelho – o SL NELAS. Os adeptos e simpatizantes deste clube merecem-me todo o respeito, e certamente compreenderão este desabafo. Parece-me de todo insensato o patrocínio dado, anos a fio, a um clube, a todos os títulos profissional. A megalomania de pretender ser o melhor clube de futebol do distrito não pode ser sustentada pelos contribuintes que, involuntariamente, pagam ordenados chorudos a desportistas profissionais. O dinheiro público, que dizem os políticos ser por aqui escasso, tem pois um péssimo destino. Ora bolas, temos um concelho assim tão rico? A cereja (amarga) em cima do bolo é o caso da alegada corrupção a jogadores de uma equipa adversária – o Abrantes – que contudo os dirigentes do SL Nelas refutam. Esperamos todos que não se confirme este vergonhoso caso, e que de facto seja uma pura falsidade. Só na nossa freguesia temos um punhado de situações onde o dinheiro “investido” no futebol profissional podia ter um fio socialmente mais útil. Assim a minha sugestão é de que se abandone esse despesismo sem público e socialmente inútil, e que, a querer dar-se apoio ao desporto (que é justo e necessário) se dirija o investimento para as equipas amadoras e camadas jovens das várias colectividades do concelho. Futebol Profissional, só se pago pelos próprios interessados.


Manuel Alexandre Henriques
(
mahenriques@sapo.pt)

01/07/2008

Elevação a Concelho dá festa rija em Canas

há cinco anos foi assim...

Conquista. Explosão de alegria no momento em que se consumou a elevação a concelho. O Café da terra ofereceu cerveja de borla a toda a gente.
Festa brava nas ruas de Canas de Senhorim. Gritos . Vivas. Palavras de ordem. Champanhe. Uma explosão de alegria. Eram exactamente 18H02. A AR tinha acabado de aprovar a criação do concelho de Canas de Senhorim. O dia 1 de Julho fica para a história. O Largo 2 de Agosto, um local simbólico da vila encheu-se de gente. O povo de Canas saiu à rua."Fez-se justiça, finalmente" grita A. Fonseca , 51 anos , um dos canenses que há três anos fez greve de fome e se acorrentou a um dos pilares da AR, exigindo a restauração do concelho, anexado, nos fins do séc. XIX ao município de nelas.(...)
Rui Bondoso in JN 2 Julho 03

15/06/2008

Post It


Cada vez que ouço falar em "apaziguamento de relações", entre a Câmara de Asnelas e Canas, fico todo eriçado.

É que já estou saturado de eufemismos políticos, a coberto dos quais, descansa a presidente à sombra da sua inércia, e adormecem os canenses na expectativa de coisa nenhuma.

De tão à vontade a doutora nem disfarça.

Numa entrevista com estas dimensões reserva duas palavras a Canas:- Tomem lá beijinhos meus, tomem lá que vos dou eu! Ai doeu, doeu.


Comentário de Portuga Suave em

Terreno Minado

14/06/2008

TERRENO MINADO

De Asnelas tudo velho, afinal!...
por Sousa Craveiro

O jornal que por ali se publica, pelos vistos de 3 em 3 semanas, traz a actual Presidente em grande plano na 1ª Página e publica uma entrevista, efectuada pela jornalista Margarida Prata, cujo principal destaque vai para o tabu da Srª Doutora relativamente à sua eventual re-candidatura à Presidência da Câmara. Apesar de ocupar a 2ª, 3ª e metade da 4ª página, por incrível que possa parecer -sobretudo aos menos avisados- a verdade é que apesar da extensão da entrevista, sobre Canas, ou melhor, sobre obras em Canas - NADA. Rien de rien! Nem uma linha... É certo que no início se refere ao clima de apaziguamento, face à hostilidade do executivo anterior dito "socialista" chefiado pelo José Correia.

Sobre a eventualidade de haver uma forte corrente abstencionista em Canas de Senhorim, a Senhora diz que vai apelar à consciência cívica, blá, blá, blá... Depois fala das Caldas da Felgueira e da sua eventual riqueza geotérmica, da Sivenner, devido ao facto da criação de postos de trabalho ter defraudado as expectativas, do acordo com a Câmara de Mangualde para a eventual criação de uma plataforma logística com um cariz rodo-ferroviário entre os dois Munícipios...
É curioso que afinal não era só o ex-seminarista que se recusava "olhar para Canas"!...

Ao ler-se estas coisas fica-se sempre com aquela sensação de que há uma intenção declarada de "isolar Canas"!... E depois não nos venham falar em complexos de perseguição ou teorias da conspiração!?...Isto são factos.

Confirma-se, por outro lado, que a "nelite aguda" não é só uma virose rosa. De facto, instalou-se em todo o espectro partidário nelense, e até na representante da classe médica. Fica-se também a saber que está prevista a criação de uma central de biomassa, mas sobre a sua localização a Senhora "fechou-se em copas", remetendo a localização da dita-cuja para o Governo. Sobre a enxurrada de treinadores numa só época e de brasileiros no futebol nelense, que já se estendeu aos juniores, nada!... Depois, claro que fala do novo quartel dos Bombeiros Voluntários de Asnelas! Mais a Qtªdo Cerco, Museu do Vinho em Santar, A Casa dos Senas em Senhorim,enfim o costume.
Sobre a eventual candidatura do Dr. Borges da Silva disse que não comentava "fait-divers"... E aproveitou para acusar o seu antecessor de ter fugido, uma vez que se recusou a ocupar o cargo de vereador, mas sobre um eventual regresso do seu conterrâneo disse que"era bemvindo" (sic). Em suma uma entrevista exactamente igual aquelas a que o "nosso velho conhecido" nos habituou durante o seu longo consulado de ódio e ostracismo a Canas de Senhorim!...

É caso para se dizer que afinal só mudou a cosmética, de facto o rosto da senhora é mais respeitável e sorridente, mas a real-politik de segregação e de aniquilamento da nossa terra, continua a estar sempre presente em todos os projectos camarários. E ainda há quem queira boicotar a LUTA de CANAS e tenha o descaramento de falar em "terceiras-vias"!