Mostrar mensagens com a etiqueta Urgeiriça. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Urgeiriça. Mostrar todas as mensagens

24/05/2007

Post da Semana [II]

por Farpas no blog


E as pessoas?

Não nasci, nem tão pouco morei na Urgeiriça, mas vivi lá! Muitos e muitos anos, cresci no meio daquelas pessoas, era uma daquelas pessoas, o meu avô trabalhou na ENU (Empresa Nacional de Urânio), eu andei no jardim escola da Urgeiriça, fiz a escola primária na (agora incrivelmente abandonada, ou melhor deixada ao abandono) escola primária da Urgeiriça, brinquei nos parques, brincávamos aos tesouros deixados pelos ingleses, joguei no campo, corria a esperar o meu avô quando a sirene tocava às 5 horas, comia o pão do forno comunitário, ia à marcha atlética, ao cinema e teatro na Casa do Pessoal, jogava ping-pong a 10 escudos,... ri, chorei... sempre me considerei mais da Urgeiriça do que propriamente de Canas... qualquer diferença que haja entre esses conceitos...

...Era uma terra cheia de vivacidade cheia de... pessoas! Hoje por vezes ainda por lá passo mas dou com um "beco sem saída"... desapareceu a vivacidade, desapareceram muitas das pessoas, ... esquecida por já não dar dinheiro como antes, abandonada por um governo que encheu (e enche) os cofres à sua conta... As pessoas?... Passaram a ser mais escolhos da terra que já não dá,
também elas esquecidas por quem prometeu mundos e fundos...

E as Pessoas?... removem e reviram terras escondendo os problemas em vez de os resolverem, movem escolhos e requalificam paisagens de maneiras que não lembram a ninguém, constroem muros e barreiras para enganar a Natureza... E as Pessoas?




Apresentação enviada por tix e retirada do jornal Público

O Post da Semana reflecte o que de melhor se faz na blogosfera canense e diz respeito à semana anterior

18/05/2007

Trabalhadores de talento


“Trabalhadores de talento”Julie Roberts foi a protagonista do filme Erin Brockovich - Uma mulher de talento - que trata de uma das maiores indemnizações (333 milhões de dólares em 1996) obtida numa batalha judicial a propósito da contaminação da água de bebida por crómio hexavalente ocorrida na cidade de Hinkley na Califórnia.(...)
Os ex-trabalhadores das minas de urânio da Urgeiriça renovam, de tempos a tempos, a exigência para que o Governo realize exames médicos periódicos e que seja feita a monitorização da contaminação radioactiva naquela região.(...)
Os relatórios, entretanto já produzidos, apontam para a existência de vários riscos acrescidos para as populações locais, nomeadamente os trabalhadores do empreendimento mineiro.Como é possível arrastar este processo durante tanto tempo? Será que o Governo ainda não tem evidências cientificas para responder aos anseios e aspirações desta comunidade? Tão célere a fechar maternidades, tão eficiente a fechar as “urgências nocturnas” de certos centros de saúde, tão preocupado em “obrigar” à prescrição de certos medicamentos a nível hospitalar, tão “racional” em controlar os custos – tudo isto com base em relatórios científicos - e tão esquecido em solucionar, ou minimizar o sofrimento de uma população! Como é possível a Direcção-geral de Saúde afirmar que “está à espera da divulgação dos resultados finais do projecto MiNurar para avançar com exames aos antigos trabalhadores”? Mas é preciso um relatório final para actuar?Se não tivesse lido, não acreditava.Os trabalhadores das minas da Urgeiriça são homens e mulheres de “talento” e devem ser respeitados e indemnizados adequadamente pelo crime ambiental a que foram sujeitos.posted by Salvador Massano Cardoso
pesquisa de efeneto

16/05/2007

Exames médicos periódicos para ex -trabalhadores

Ex-mineiros voltam a exigir exames médicos periódicos. A morte de mais um ex-trabalhador da extinta Empresa Nacional de Urânio (ENU), com cancro, levou os ex-mineiros a renovarem a exigência ao Governo de criar “condições para a realização de exames médicos periódicos”.

António Minhoto, porta-voz dos ex-trabalhadores da ENU, que tinha sede na Urgeiriça, Canas de Senhorim, sublinha que “cada vez é maior a tristeza que nos assola; cada vez os mineiros estão mais pobres; cada vez somos menos e cada vez batem mais à porta estas mortes constantes com patologias do foro oncológico”. Uma situação que leva a “não dar mais para adiarmos a nossa revolta, o nosso protesto”. O representante dos ex-trabalhadores da ENU enfatiza que “o Governo tem que ficar sensível” e, “de uma vez para sempre, demonstrar que a principal reivindicação” dos antigos mineiros “é uma medida urgente”. Tal principal exigência é a criação de condições, pelo Governo, para a “realização de exames médicos periódicos a todos os ex-trabalhadores que assim o desejarem, como medida cautelar e de prevenção, para ver em que pé é que as coisas estão e a tempo ainda de ajudar a resolver algumas doenças”. Caso o Governo “não responda, só há duas medidas simples e objectivas” a tomar e que até já estão aprovadas pelos ex-mineiros, avança António Minhoto. Uma é apresentar em tribunal “uma queixa contra o Estado”. A outra é “a indignação ir para a rua. No dia em que o Governo português tomar posse, em Portugal, da presidência europeia estaremos lá a mostrar o nosso desagrado”, garante.

14-Mai-2007 in Jornal Noticias de Viseu

11/05/2007

rio de dor


Viúva de mineiro, Ilda Fernandes, de 78 anos de idade, tem um ar sofrido. E não é para menos: há 18 anos, o marido falecia no hospital de Coimbra com 51 anos, deixando--lhe oito filhos.Não sabe dizer qual possa ter sido a causa da morte do marido, José Ramos, na altura já reformado das minas com 47 contos mensais (cerca de 235 euros). Mas sabe que ele fez quatro intervenções cirúrgicas, a última delas para "lhe tirarem a bexiga", e já não voltou vivo à Urgeiriça.Ilda Fernandes nasceu em Nespereira de Mundão (concelho de Viseu) e trabalhou nas culturas do arroz em Alcácer do Sal, mas isso foi antes de regressar à Beira Alta. Os filhos partiram há muito e só uma filha vive perto da mina. Enumera os destinos: "Um está em Inglaterra, outros em França, uma filha em Setúbal... Vivo sozinha mais Deus". Pagou a sua casa "sem ajudas de ninguém", vai dizendo. "Até fome passei." Hoje conta apenas com a sua pensão de viúva, metade da auferida pelo marido quando estava vivo.O seu rosto aviva-se um pouco quando fala dos tempos de actividade das minas: "À hora de almoço íamos levar a comida aos portões, para eles mandarem aos maridos lá em baixo [nas galerias] e aquilo era um movimento!...". E garante que se vivia melhor nessa época: "Aqui só havia mineiros, mas nós cultivávamos umas terras, porque o salário era baixinho".O médico aconselhou-a a não se fechar em casa, porque "é pior". Por isso, Ilda Fernandes faz um esforço para passear diariamente, descendo as ruas do bairro operário e regressando depois a casa.O semblante volta a fechar-se quando fala do que lhe é dado ver: "Mete aflição ver isto tudo assim, parado". "Isto" são as instalações fechadas e abandonadas das minas. "Isto" é, também, a evocação dos vizinhos que morreram prematuramente de doenças com nomes esquisitos. "Havia o senhor Gaspar, e o senhor Carvalho, que eram mais velhos do que o meu marido."Só o pequeno jardim em frente da casa, bem tratado e com rosas vistosas, contraria o rio de dor e desesperança em que se transformou a vida de Ilda Fernandes. C.P.

08/05/2007

Minas da Urgeiriça

Urânio em pó nas Minas da Urgeiriça

Na Mina da Urgeiriça, os portugueses extraíam rádio para as experiências e utilizações práticas que lhe davam os cientistas das primeiras décadas deste século. Portugal deitava fora, para o Atlântico, através do Mondego, o urânio que não servia para nada até à Guerra.
Em 1945, a bomba atómica tornou o minério importante, a era nuclear enriqueceu a Urgeiriça e a exploração do urânio fez-se intensivamente pelos métodos tradicionais. Hoje e desde 1962, processos químicos de extracção substituem, em parte, o trabalho de desmonte do filão, mas o urânio continua a dar dinheiro. Nem se sabe quanto!...

Descemos cerca de 500 metros em profundidade para assistir àquilo a que os técnicos nos acompanham chamam de «lixiviação in situ», o processo que permitiu, a partir de 1962, recuperar o urânio que não era rentável extrair pelos métodos normais utilizados na mina a partir do início da sua exploração (1912).
Uma corrente de água ácida dissolve o urânio que resta nas zonas já desmontadas pelos mineiros e naquelas que o não foram antes por não valer a pena o trabalho. A água, com ácido sulfúrico, permitiu já recuperar 160 toneladas de óxido de urânio, nesta mina. E só uma quinta parte foi tratada por este processo até ao momento.
Até 1962, os blocos do filão que pagavam o trabalho foram desmontados a martelo e tiro. Outros blocos, marginais, ficaram intactos, porque o seu teor de urânio era tão baixo que não compensavam. Com a invenção da lixiviação no local, a Empresa Nacional de Urânio vai recuperar minério nas zonas já desmontadas e extrair o que restou da anterior exploração.

Lá em baixo

O trabalho típico do mineiro é, assim, muito reduzido. O ácido faz quase tudo e os operários limitam-se a carregar a lama rica em urânio, bombeá-la para a superfície e, de quando em quando, desviar a água ácida dos seus caminhos preferenciais.
Também se executam alguns ataques ao filão pelos processos tradicionais, com o objectivo de fracturar a rocha nos blocos ainda não trabalhados. Mas a extracção do minério é deixada a cargo dos produtos químicos utilizados na estação de tratamento da empresa, à superfície.
Lá em baixo, as galerias estão quase desertas. No fundo do poço, aberto fora da zona mineralizada que é instável não está ninguém.
Caminhando, o visitante encontra uma escavadora que foi transportada peça por peça até aquele nível. O processo é lógico: no elevador não cabem mais de seis pessoas. A temperatura sobe um grau centígrado por cada 33 metros que descemos. Não se compara este calor ao gelo da superfície.
O licor rico em minerais é atirado para a superfície a uma altura manométrica de 450 metros por duas bombas, à razão de 40 metros cúbicos por hora. As caldeiras para tratamento deste licor têm uma capacidade muito maior, mas as bombas não suportam mandar mais material para o ar livre.
A água ácida corre em mangueiras com furos da aspersão a intervalos regulares e escorre dos níveis superiores para o último. Quando a lama sobe pelo poço de ventilação para a estação de tratamento, o urânio vai todo, explorado rentavelmente até às PPMs (Parcelas Por Milhão).

Cá em cima

Cá em cima começa a trabalhar a química. O minério inicia a sua vida em bruto. O seu calibre é reduzido na britagem, preparando-se a entrada dos calhaus no moinho.
Depois de pesado todo o material é feita uma amostragem que dá aos técnicos o teor de urânio existente em cada quilo de pedra extraída, quando sai do moinho, o material (terra estéril mais urânio) é uma lama fina da qual o ácido sulfúrico extrai o minério.
Quatro agitadores construídos em madeira (um dos produtos mais resistentes ao ácido-há ali um dos agitadores que tem 30 anos de contacto com o líquido corrosivo) tornam a polpa homogénea. Esta segue para decantadores gigantescos onde os sólidos (lama estéril) são separados dos líquidos (licor rico em urânio).
O licor é agora tratado com solventes.
Uma amina terciária dissolvida em querosene concentra o urânio existente no líquido. O concentrado de urânio aumenta de um grama por litro para 30 gramas e sofre, em seguida, um processo de precipitação em cubas de amónia. Está agora misturado com cloretos e sódio que é necessário eliminar para tornar o produto conforme com as normas internacionais dos compradores.
Num filtro de vácuo a mistura leva uma injecção de sulfato de amónio a 10 por cento que elimina o sódio. Depois é secado e reduzido a pó, a um pó amarelo: como uranato de amónio é vendido em barris para os Estados Unidos e França.

Céu aberto

A Empresa Nacional de Urânio (ENU) explora ainda, na região da Urgeiriça, dois outros jazigos, chamados da Quinta do Bispo e da Cunha Baixa, que «o diário» visitou.
A Quinta do Bispo está a ser explorada desde 1979 a céu aberto e possui cerca de 364 mil toneladas de minério rico.
Para o extrair , a ENU vai retirar deste local, escavando três milhões e meio de toneladas de terra.
Na Cunha Baixa, dão o braço os dois tipos de exploração: o céu aberto e a mina tradicional. Esta última foi abandonada em 1950 quando os minérios a tratar já tinham um teor de corte muito baixo, logo, não rentável.
Escavando, a partir do solo, a empresa de urânio foi encontrar novo filão e atingir o primeiro nível da velha mina. Os materiais extraídos são colocados ao ar livre e regados com a mesma água ácida, seguindo, depois, para a Urgeiriça, para a estação de tratamento químico.
Que fazer ao urânio é uma questão ainda por resolver. O governo português não possui uma política neste campo e a gerência da ENU não tem directrizes senão verbais. Vai vendendo urânio a preços de ocasião para se manter em funcionamento.
A cotação do produto, por seu lado, é hoje metade do que era há dois anos (45 dólares americanos por libra). O movimento anti-nuclear no Mundo contribuiu parcialmente para esta redução, bem como aumento da oferta de urânio, por países como a Austrália que está a extrair 180 quilos de uranato por tonelada de terra.


in jornal O Diário, 28 de Janeiro de 1983

07/05/2007

Urgeiriça







05/05/2007

Urgeiriça: Minas da morte


"A vida de toupeira deixou marcas que o tempo abriu. Uns não resistiram e regressaram à terra, cadáveres. Outros, poucos, vão sendo consumidos pela doença. Ficaram mais viúvas do que mineiros para contar a história da Urgeiriça."


Ver o artigo completo no Correio da Manhã

24/04/2007

Urgeiriça em peso "new"


03/04/2007

Urgeiriça, meu amor...

postal enviado por
Pombo Correio

18/03/2007

C.F. Urânios de Canas de Senhorim

Mortágua FC 0 _ CF Urânios 2
Equipa de iniciados dos "Urânios"_ Época 79/80
Luís Carlos, Pais Correia , Tonito, Tó-Zé Roque ,Tony,
Borges da Silva e Mário Brandão (GR).
Pêga, Martinho, Elói, Tonito Dias e Ângelo (cap.).
foto de Antº José da Rosa Mendes

12/03/2007

Urgeiriça


O plano de recuperação ambiental da área mineira da Urgeiriça é da responsabilidade da Empresa de Desenvolvimento Mineiro, S.ª (EDM). Empresa de capitais públicos, é responsável pela elaboração e condução de projectos de recuperação ambiental de zonas degradadas por antigas explorações mineiras abandonadas.
No caso da Urgeiriça, este plano tem uma intervenção vasta, mas visa essencialmente selar por aterro (grosso modo) a Barragem Velha e a Barragem Nova, bem como intervir nas zonas envolventes.
A primeira intervenção, prevista para 2006/2007, destina-se a recuperar a Barragem Velha e inclui obras complementares e envolventes à escombreira e zona industrial, estando anunciada para 2010/2011 a recuperação da Barragem Nova .

Pormenor da vedação já instalada

A Estabilização de Taludes, Selagem e Drenagem da Barragem Velha de Rejeitados da Mina da Urgeiriça e as obras envolventes foram asseguradas através de um investimento de 6.000.000,00 € e compreendem duas fases: A primeira fase já está concluída; a segunda, ainda a decorrer, foi consignada ao Consórcio Oliveiras Empreiteiros S.A. / Construtora Abrantina, S.A.. O prazo de execução previsto é de 450 dias a contar de 23/02/2006 e orça o valor de 4.370.000,00 €. Nesta conformidade, a conclusão desta fase está prevista para meados de Maio de 2007 (ver aspectos técnicos).

Barragem Velha de Rejeitados

A Recuperação Ambiental do sector da Barragem Nova, projectada para 2010/2011, tem previsto um investimento de 8.000.000,00€ (ver aspectos técnicos).

Barragem Nova

Zona Industrial

Embora tardias, estas obras parecem encerrar um capítulo negro da história da Urgeiriça. Uma zona em tempos tão agradável e convidativa ao passeio e ao relaxe, conforme atestam a construção do Hotel da Urgeiriça e a proliferação de quintas e graciosas moradias nas densas matas vizinhas e campos circundantes, viu-se desprovida desse encanto pelo depósito a céu aberto, desmedido e irresponsável, de materiais nocivos para o ambiente e para a população. O declínio da empresa, o abandono das infra-estruturas industriais e dos resíduos radioactivos, ainda veio piorar o já funesto panorama.
Requalificar não se esgota na descontaminação e na confinação das áreas intervencionadas. Na sequência da completa erradicação da radioactividade na zona, circunstância plenamente assegurada pela credibilidade da instituição que assegura os trabalhos, importa devolver a qualidade do espaço envolvente às pessoas, assegurando-lhes qualidade de vida e integração plena.
Todos conhecemos o vazio emocional deixado pela decadência da empresa. A comunidade, que foi próspera e usufruía de uma quantidade de componentes lúdicas e sociais pioneiras à altura, vive agora de memórias, debilitada pela falência da empresa. Ainda me lembro da sala de cinema da Casa do Pessoal, onde pela primeira vez tive contacto com a sétima arte, da frequência elitista do Hotel da Urgeiriça com o seu campo de golf e de ténis, a preferência dos ingleses por este lugar que, à semelhança do Caramulo e outras estâncias pitorescas, era dos mais belos de Portugal. Recordo o campo de futebol e os “Urânios”, os espectáculos e os grandiosos bailes, a entrega de presentes de Natal aos filhos e familiares dos trabalhadores, o teatro, os saraus, a fantástica festa em honra de Sta. Bárbara, padroeira dos mineiros, os diversos campeonatos desportivos nas mais diversas vertentes e modalidades, desde o ping-pong ao xadrez, do futebol ao atletismo. Sei lá, tantas coisas que enchiam de orgulho o bairro da Urgeiriça e que hoje, em parte, ainda acredito serem possíveis de revitalizar.
Mais que lamentar, importa agora, devolver essa beleza às gentes que resistiram à agonia do complexo industrial e que naquele local investiram as suas vidas. Que nele trabalharam e dele herdaram o cenário caótico e as doenças inerentes aos materiais manipulados.
Fala-se de valorizações pontuais, como a construção de um museu. Mas isso não basta. Quando as obras de requalificação estiverem completas, assiste à população da Urgeiriça o direito de reivindicarem para eles um projecto arquitectónico equilibrado que, assente na preservação da natureza e no reaproveitamento e recuperação dos edifícios residuais do complexo, lhes proporcione o futuro agradável que o passado lhes negou.

22/12/2006

Natal em Canas de Senhorim [VI]

Azulejo da Estação "Canas _ Felgueira"

Hotel Urgeiriça _ A sua história está ligada às minas de urânio. A influência britânica ainda está presente na sala de jantar e nas salas de jogo. Foi remodelado nos anos 90.Uma nota para os jardins de buxo

in Guia Expresso _ Portugal de Comboio_ Linha da Beira Alta

O Hotel Urgeiriça, localizado em Canas de Senhorim a cerca de 25 km de Viseu e da Serra da Estrela é, desde há muito, um lugar privilegiado para alguns portugueses. Em pleno coração da Beira Alta, na região Dão Lafões, oferece a qualidade de uma das melhores unidades hoteleiras do país. A sua arquitectura beirã, a fachada de granito e a decoração tipicamente inglesa, tornam o Hotel num local único e extremamente aprazível, onde o conforto e a mística são constantes.

http://www.hotelurgeirica.pt/pt/hotel_sonho/index.html

24/07/2006

Recuperação Ambiental



Recuperação ambiental das minas da Urgeiriça arranca até ao final do ano
A recuperação ambiental das Minas da Urgeiriça, em Canas de Senhorim, deverá arrancar até ao final de 2005. Dos 70 milhões de euros necessários para a reabilitação das seis antigas áreas mineiras de urânio, 10,5 milhões já estão garantidos, revelou António Castro Guerra, secretário de Estado Adjunto da Indústria e Inovação
.Avaliados em 6,3 milhões de euros, os trabalhos na Urgeiriça serão os primeiros do programa. A intervenção será realizada na chamada Barragem Velha - cujo concurso público internacional já foi lançado -, na Barragem Nova e na zona industrial e envolvente das minas.Segundo o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, a intervenção nas Minas da Urgeiriça, no distrito de Viseu, «muda este símbolo de degradação ambiental e transforma-o num símbolo de recuperação ambiental».«Fomos um país mineiro, podemos ser agora um país particularmente avançado na recuperação das áreas mineiras», destacou.Já Delfim Carvalho, presidente da Empresa de Desenvolvimento Mineiro - entidade que vai coordenar os trabalhos -, defendeu que, «se tudo correr conforme o previsto, em 2013 Portugal poderá posicionar-se entre os países que melhor souberam resolver o passivo ambiental em várias zonas mineiras». Em todo o País há 175 minas degradadas, incluindo as 61 minas de urânio na região centro, entre elas a Urgeiriça, Cunha Baixa, Quinta do Bispo, Vale da Abrutiga, Castelejo, Bica, Prado Velho e Senhora das Fontes.

18/06/2006

Canas Fashion

Ana Isabel

Natural do Porto, passou parte da sua vida em Canas de Senhorim no bairro da Urgeiriça, foi uma criança feliz. Brincou com bonecas até tarde mas nem por isso se tornou uma mulher menos madura. Pelo contrário. Ana Isabel viveu tudo no momento certo e até mesmo no mundo da moda. Enquanto a maior parte das modelos começa a sua vida aos 13, 14 anos, a manequim da Central Models só o fez quando atingiu a maturidade. Entrou para o mundo da moda em 1994, tinha 18 anos. Estava no 12º.Ano e indecisa acerca da carreira profissional a seguir optou por tirar um curso de manequins. Assim que começou a dar a cara foi solicitada para muitos desfiles e campanhas nacionais. A sua imagem fez furor e rapidamente o seu nome passou a ser reconhecido além fronteiras. (...)Reconhecida pela sua imagem 'camaleónica' por muitos criadores nacionais é no estrangeiro que Ana Isabel mais tem trabalhado. Já fotografou para Michel Comte e já foi a preferida num desfile de Calvin Klein. Estreou-se na televisão ao lado de Sofia Aparício em Sexo Sentido, e foi a cara ao programa Moda 21, na RTP. Em 2000 na Gala dos Globos de Ouro, organizada pela SIC e pela Revista CARAS, foi distinguida com o troféu para a melhor manequim do ano. Adaptado de www.star.pt

O melhor da Urgeiriça...A calma e o facto de me voltar a sentir pequena.

[Entrevista de Joana pina in Jornal Canas de Senhorim Março de 2004]

18 de Junho Canas em Movimento
Anfiteatro
Canas Fashion - Desfile de Moda
21:30h

http://canasemovimento.com/html/ftempo.htm