01/06/2007

Dia da Criança

Luís, Zé Carlos, João e Professora Sara.
Beto, Luís, Vitinho, João, Nascimento, Manel, Quim
Toino Mário, Luís, Paulinho, António Carlos, Fernando, Zé, Márito, Rodrigo, António Pedro, Paulo, João e Vieira.
Norberto, Zé, Miguel, João, Pedro, Agostinho, Chiquito, Ângelo, Palhinha e Zézinho.
Canas de Senhorim _ Escola da Feira 1973
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A FLOR
Pede-se a uma criança. Desenhe uma flor! Dá-se-lhe papel e lápis. A criança vai sentar-se no outro canto da sala onde não há mais ninguém.
Passado algum tempo o papel está cheio de linhas. Umas numa direcção, outras noutras; umas mais carregadas, outras mais leves; umas mais fáceis, outras mais custosas. A criança quis tanta força em certas linhas que o papel quase que não resistiu.
Outras eram tão delicadas que apenas o peso do lápis já era demais.
Depois a criança vem mostrar essas linhas às pessoas: Uma flor!
As pessoas não acham parecidas estas linhas com as de uma flor!
Contudo, a palavra flor andou por dentro da criança, da cabeça para o coração e do coração para a cabeça, à procura das linhas com que se faz uma flor, e a criança pôs no papel algumas dessas linhas, ou todas. Talvez as tivesse posto fora dos seus lugares, mas, são aquelas as linhas com que Deus faz uma flor!

Almada Negreiros