26/07/2007

Uma “jóia” em mau estado.

Uma das “jóias” da nossa terra parece estar em mau estado de conservação.
Embora as promessas sejam muitas as queixas e problemas subsistem e tem tendência a aumentar.
[...] Operadores turísticos das Caldas da Felgueira queixam-se da falta de investimento naquela localidade ao longo de décadas, apesar de ser um dos principais pólos turísticos do concelho de Nelas, com milhares de pessoas a frequentarem as suas termas.
Situada na região Dão Lafões, no distrito de Viseu, as Caldas da Felgueira são um pequeno aglomerado populacional. As suas águas, que começaram a ser usadas no início do século XIX, servem sobretudo para tratar males de foro respiratório, músculo-esquelético e dermatológico.
Problemas no pavimento, na iluminação e no saneamento e a falta de espaços agradáveis para passear e brincar, nomeadamente um jardim e um parque infantil (que existe mas está fechado) são algumas das queixas[...] As opiniões de que vive e convive com o problema:

Isabel Pires, da família proprietária do Hotel Pantanha e da Pensão Moderna;
“O problema é que esta Câmara e as anteriores não olham para Caldas da Felgueira como um ponto importante de riqueza do concelho. Mas estamos a falar de clientes que vêm e ficam cá 15 dias”, afirmou. “Então entende-se que se ande há anos a pedir para pôr um candeeiro ou um bocado de alcatrão? Outro problema é a falta de sinalização (a indicar as termas), a que existe foi paga pelos hotéis”.
“Mostram muita boa vontade, mas isso não chega, porque hoje em dia o cliente não é como há 20 anos atrás. Não quer só comida e dormida”,
considerou.


Adriano Barreto Ramos, director-geral da Companhia das Águas Medicinais da Felgueira;
Que, ainda assim, prefere dar “o benefício da dúvida” a este executivo antes de o criticar. Lembrou que a sociedade Patris Capital só em Fevereiro adquiriu a companhia e o Grande Hotel e que “a Câmara tem mostrado vontade em fazer as coisas”. “Há realmente muito a fazer em Caldas da Felgueira, porque hoje em dia o termalismo não pode ser só encarado na sua vertente terapêutica. Há que apostar numa perspectiva preventiva, de bem-estar e de beleza”. Neste âmbito, as termas são procuradas por “turistas de classe alta e média alta”. “Não pode haver buracos na rua, jardins por arranjar e um parque infantil fechado”, defendeu. António Minhoto, proprietário do Quiosque Sombrinha;
Também, considera que os vários executivos camarários “não têm demonstrado interesse por este pólo turístico”. “Caldas da Felgueira representa apenas cem eleitores, ainda por cima divididos por duas freguesias (Nelas e Canas de Senhorim) e, por isso, não tem interesse eleitoral”, referiu.

Soluções?.....Promessa!

O vice-presidente da Câmara de Nelas, Osvaldo Seixas, admitiu que Caldas da Felgueira “têm falhas estruturais graves com 20 anos, nomeadamente ao nível do saneamento, estradas e falta de estacionamento”. No entanto, garantiu que a autarquia está a tentar resolver alguns dos problemas.

Estaremos cá para ver.

#trabalho elaborado com base num artigo de opinião publicado no “ O Primeiro de Janeiro”#