15/02/2009

Voluntariado

Como estamos em maré de falar do passado, aqui vai mais uma homenagem, desta vez ao Senhor Padre Domingos e a muita gente anónima, que na nossa terra pratica o bem. Pessoa atenta verificou que era necessário ajudar alguns idosos menos protegidos pela sorte e assim nasceu o Centro de Dia. Este apenas funcionava durante a semana. E como ajudar quem dele precisava ao fim-de-semana?
Deitou as mãos à obra, como se costuma dizer, e pediu ajuda a um grupo de senhoras voluntárias que aos sábados e domingos iam a casa desses idosos levar-lhes o almoço. Apesar de poucas pessoas saberem, em Canas este grupo de voluntariado continua a existir. Ao longo dos anos muitos entraram, muitos saíram, mas o grupo continua. Pessoas que uma vez, todos os meses, “ perde” pouco mais de meia hora do seu fim-de-semana para ajudar os outros! Este grupo faz apenas um pequeno gesto que significa muito para muitos idosos. A sua função é levar o almoço aos fins-de-semana e feriados às pessoas mais idosas e necessitadas da nossa paróquia.
Numa edição de 2005, do Jornal Canas de Senhorim, está escrito que havia apenas 7 pessoas a serem auxiliadas por 27 voluntários. Hoje os números são outros. Há pessoas na Lapa do Lobo, em Vale de Madeiros, pessoas em Canas de Senhorim e na Urgeiriça, ao todo são umas 20 pessoas que são ajudadas por apenas 50 voluntários. Mas já foi necessário ir até à Póvoa, a Carvalhal e à Aguieira. Tendo em conta que cada voluntário apenas vai uma vez por mês, ou seja, por exemplo, no primeiro sábado ou no primeiro domingo e assim sucessivamente, conforme o calendário que está elaborado, seriam precisos, se cada um levasse o almoço, apenas a um idoso ou a um casal, uns 32 voluntários por fim-de-semana ou 128 voluntários por mês sem contar com os feriados ou meses com 5 semanas. Neste momento há voluntários a levaram o almoço a 3 e 4 pessoas! Não é só o levar o almoço, é também uma palavra de carinho e de conforto para as suas tristezas!
Enganem-se se pensam que são só pessoas ligadas à Igreja que participam neste voluntariado. Há homens e mulheres, pessoas católicas praticantes, pessoas que mal frequentam a igreja, formadas e não formadas, mais velhas e mais novas! Existe um pouco de tudo nesta faceta mais humanitária de Canas que não é visível!
Como conseguem perceber pelo texto, este grupo está sempre aberto a qualquer tipo de reforços e, pensando bem, é apenas o tempo de tomarmos um café sentados numa esplanada uma vez por mês…
Acreditem que o sorriso, as histórias de vida, os lamentos que por vezes se vão ouvindo dos nossos idosos valem o tempo que com eles passamos.

Se estiver interessado em pertencer a este grupo ou se quiser mais algumas informações contacte-me através do meu mail

14/02/2009

Editorial



A pessoalidade canense
por Portuga Suave

Canas comove. Escolhi o verbo comover de propósito pois ele é apropriado à dualidade de impressões que Canas transmite.
Podemos comover-nos de várias formas, o espectro da comoção é tão alargado que pode ir da mais simples emoção ao completo arrebatamento ou da pura alegria à irremediável tristeza. Eu, no que toca a Canas, oscilo de uma extremidade à outra, conforme as circunstâncias.
Quando penso sobre a identidade canense, não no sentido lato da expressão, não aquela identidade que resulta directamente da nossa ancestralidade, mas aquela outra que nos identifica individualmente como membros de uma comunidade, questiono-me sobre de que barro é feito o actual canense, o que lhe vai no âmago enquanto membro da comunidade e qual a relação pessoal com os outros e com a própria terra.
As ambiguidades da nossa história recente influenciaram para o bem e para o mal muitos dos elementos que determinam o comportamento vulgar dos canenses.
No século XX, com o advento da indústria, Canas recebeu no seu seio gente de todo o lado, de tal forma que se fizermos uma breve incursão ao passado dos nossos pais e avós, verificamos que a maior parte não era efectivamente canense, isto é, a moldura do actual canense não é assim tão genuína, todos nós temos um pouco de achadiços. Pode dizer-se que isso não é assim tão importante uma vez que as novas gerações nasceram cá, mas não podemos ignorar que estas novas gerações absorveram dos pais referências diversas que por certo acabaram por formar a actual "pessoalidade canense".
A "pessoalidade canense", se assim lhe posso chamar, tem traços bem definidos. Embora assente numa miscelânea de sentimentos e interesses arbitrários, radica predominantemente em factores como a notoriedade, o proveito e a ascensão social, não excluindo contudo outros aspectos, como o orgulho na terra e o bem estar colectivo, especialmente no que diz respeito às infra-estruturas comunitárias. De que vale ter a casa e o jardim bem arranjadinhos se a coisa pública anda pelas ruas da amargura. Digamos que projectamos na terra as nossas aspirações pessoais, sem abdicarmos da natureza individualista e das vantagens imediatas que daí podemos tirar. Não podemos esquecer que as pessoas vieram para Canas para singrar na vida, aproveitando as novas oportunidades que a indústria oferecia, com tudo o que isso implica. Assim, em traços gerais, os canenses podem revelar paixão, abnegação, iniciativa, generosidade e altruísmo, à mistura, na mesma proporção, com inveja, indiferença, vaidade e mesquinhez. E isto é transversal na sociedade canense, o próprio confronto carnavalesco sublima o espírito competitivo e exprime a tendência separatista que caracteriza esta pessoalidade. Se a isto somarmos as características beirãs que a geografia nos concedeu, como sejam a hospitalidade e aquela típica introspecção deste povo confinado entre serras, ficamos com um desenho razoável do canense comum. Mas há mais...
Com o desaparecimento das empresas que sustinham o estatuto social da vila, e o dos próprios canenses, estes interiorizaram uma sensação de perda pessoal e o pessimismo compreensível de um futuro pouco auspicioso. Esta relação é extrínseca, já não é um problema de cada um: se Canas perde, eu perco, perdemos todos. Perante a adversidade a reacção foi admirável, acrescentaram à sua natureza novos elementos, como o inconformismo e a teimosia e reformularam a forma de ser canense, aditando à sua pessoalidade um aguerrido sentimento colectivo, mais abrangente que o anterior. Sobrepôs-se à causa privada a causa pública e elegeu-se como prioridade a autonomia política da terra, considerada indispensável à consolidação de um futuro que não traísse as expectativas que lhes foram legadas por pais e avós. Em suma, os interesses particulares acabaram por alicerçar na comunidade uma forte consciência social, que de resto já lhe era familiar, não tivesse este povo raízes maioritariamente proletárias - o canense transformou-se assim num animal político, habitual residente no circo da política nacional, mas pouco dado a domesticações.
Registo uma certa alegria de sentir a minha terra e as pessoas que a habitam e que lhe dão a tónica comovente com que iniciei este texto, mesmo com situações por vezes muito pouco recomendáveis, relevando, porque humana, esta gente que, embora simpática e amiga do seu amigo, franca e de coração ao alto, pode surpreender-nos ao virar da esquina com aquela necessidade irresistível de dizer mal, de invejar o sucesso alheio, de rebaixar o semelhante, que é a pior forma de elevar a auto-estima e revela no ser humano a mais pura iniquidade.
Também eu sou canense e provavelmente reconhecível nos defeitos e virtudes identificados. É necessário reflectir sobre as nossas fraquezas para melhor compreendermos a nossa terra e percebermos afinal o que é ser canense. Talvez seja por isto que Canas me comove, afinal ela é um reflexo de mim próprio.

12/02/2009

curt'ARTE - Festival de Curtas 2009

Vai realizar-se o primeiro curt'ARTE, um festival de curtas metragens organizado pelo Agrupamento 604 de Canas de Senhorim, no dia 22 de Março na Casa de Pessoal da Urgeiriça.

O conceito deste festival é bastante simples, em 30 dias (desde a data do lançamento do tema até à data limite de entrega das curtas) os participantes têm de realizar uma curta baseados no tema fornecido pela organização.

Mais informações no blog curt'ARTE

São Pedro "ajudou" na fase final da obra









Esta imagem é apenas para confirmar que já há quem desfrute deste local maravilhoso!

10/02/2009

Jantar de Carnaval de 2007

Bem sei que a época é de crise, por aqui vivem-se momentos angustiantes, que muitos estão fora outros ficámos por cá, uns são do Paço outros do Rossio, uns são movimentalistas outros não, uns são de esquerda outros de direita, uns foram bem sucedidos outros nem por isso, mas todos passámos na Escola Técnica do Dão ( excepto os que se encontram em rodapé, esses são parte da descendência) , todos gostamos muito desta Terra a quem chamamos "berço", não a renegamos nunca, e esse sentimento une-nos e dias não são dias e "é muito mais o que nos une do que aquilo que nos desune!"

Vamos reeditar o nosso Jantar da Segunda-feira das Velhas, dia 23 de Fevereiro de 2009, pelas 20h no edifício da mítica ESCOLA TÉCNICA DO DÃO, vamos trazer os que anteriormente não puderam comparecer ou não tiveram conhecimento a tempo, este ano com um cenário mágico, e com um baú soberbo, apressem-se, as inscrições podem faltar ...

Até lá, Viva o Nosso Carnaval e a nossa capacidade de nos reunirmos contra todas as adversidades.

…a certeza de que vai ganhar… III

Começamos este capítulo por “visitar” as sedes do “Desportivo”. Apresentamos a planta topográfica da casa que viria a ser a primeira sede. Hoje essa casa é a dependência da Santa Casa da Misericórdia de Canas de Senhorim.[…]Os jogadores equipam-se na sede do clube, num edifício que se situa em frente aonde hoje existe a “Tabacaria Rossio”, que em tempos não muito distantes albergou a “Fotosolar” e daí partem para o Campo das Fonsecas para jogar futebol. Concluídos os jogos tomam banho numa lagoa que existe nas proximidades.[…]
Canas de Senhorim, 17 de Setembro de 2007
ANTÓNIO JOSÉ DA ROSA MENDES

Depois de um incêndio a sede do “Desportivo” esteve temporariamente situada onde actualmente é a loja do “Alberto Lourinho”.


Sendo uma mais-valia no património do “Desportivo” foi adquirido um terreno para construção da sede mas por falta de apoios esse objectivo nunca foi concretizado.
Actualmente a sede do “Desportivo” situa-se na Rua do Comercio.

Com a construção do actual Complexo Desportivo e para uma melhor centralização o grande sonho desta Direcção é a construção da sede definitiva no próprio complexo.


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A vida é feita de contrastes. O futebol também o é. Situações agradáveis e desagradáveis acontecem. Fazem parte da história e têm que ser registadas. Um merecido VOTO DE LOUVOR a um GRANDE SENHOR, e um não menos merecido CASTIGO a outro que por algum motivo teve um acto irreflectido. Aqui fica o registo:
Joaquim Nelas Cardoso

[transcrição]
1º Divisão Época 1982/83
Face ao relatório do jogo, Grupo Desportivo e Recreativo de Canas de Senhorim – Clube Desportivo de Cinfães, realizado em Canas de Senhorim no dia 31.10.82, a contar para o Campeonato Distrital da 1ªDivisão, e atendendo á meritória actuação do capitão de equipa do Grupo Desportivo e Recreativo de Canas de Senhorim, Sr. Joaquim Nelas Cardoso, Licença nº 166.049 pela forma exemplar como procurou minimizar as agressões de que foi vitima a equipa de arbitragem, decide este Conselho de Disciplina atribuir um VOTO DE LOUVOR ao referido jogador.
Acordão

[transcrição]
O Conselho de Disciplina da Associação de Futebol de Viseu, em sua reunião de 10 de Maio de 1988, tendo apreciado o processo disciplinar instaurado ao jogador Mário Alberto Dias Alexandre Pais, por agressão a um fiscal de linha no jogo Grupo Desportivo e Recreativo de Canas de Senhorim – Grupo desportivo de Tabuaço, realizado em Canas de Senhorim, no dia 13 de Maio de 1988, a contar para o Campeonato Distrital da 1ª Divisão, e em concordância com as conclusões do Instrutor, que aqui se dão por inteiramente reproduzidas, decide:
1ª – Levantar a suspensão preventiva do jogador Mário Alberto Dias Alexandre Pais, Licença nº 212.181, do Grupo Desportivo e Recreativo de Canas de Senhorim, e aplicar-lhe a pena de três [3] anos de suspensão, nos termos do Art. 43. 1. e) do Regulamento Disciplina;
2º - Condenar o arguido no pagamento das custas, de 2.000$00, (Instrutor), nos termos do Art. 14º. do Regimento do Conselho de Disciplina e do C.O. nº 162 de 25.11.86
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Mais um GRANDE SENHOR TREINADOR que tem merecido rasgados elogios.

Dirceu Costa Graça.
Tive o prazer de conhecer o Sr. Dirceu. Foi meu treinador nos juvenis do GDR (3ºlugar) e mais tarde é ele q me "lança"com 18 anos nos seniores num jogo na Cancela (time na moda naquela altura). @Pedro Pais Correia.

Não resisto igualmente a contar este pormenor, bem expressivo da sensibilidade do treinador, Sr. Dirceu, e do ânimo que nos dava: houve um jogo que, pelo facto de estar a recuperar de uma gripe, não joguei, mas acompanhei a equipa no banco devidamente agasalhado. Estava tristíssimo (acabrunhado mesmo) por não jogar. O jogo estava difícil e acabámos por sofrer um golo de cabeça, bem na zona que eu ocupava (defesa central). Todos lamentámos e o Sr. Dirceu, passados um ou dois minutos, vira-se para mim e sem que os outro colegas do banco ouvissem segredou-me "ó Veiga, se lá estivesses não tinhamos sofrido este golo".
Pode parecer de pouca importância, mas aquelas palavras, o tacto, a cumplicidade e o reconhecimento implícito, foram a melhor coisa que me poderiam ter dito, dadas as circunstâncias e a idade. Perdemos, não joguei, mas vim de lá como se tivesse marcado 10 golos. É desta massa que se fazem os pedagogos...Um abraço sentido ao Sr. Dirceu. @Paulo Veiga

O Sr. Dirceu (sr.Liceu para o Ti Gaspar) que viu em mim algum talento para a bola lançando-me para a equipa sénior apenas com 17/18 anos. @Paulo Dias.
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"A vida é feita de momentos simples e especiais... As Festas são feitas de Sensações..."



Continua...

08/02/2009

BANCO PORTUGUÊS DE NEGÓCIOS

É bonito e agradavél ver os 1800 milhoes de euros que os mineiros do uranio produziram ao longo dos anos ser entregue de mão beijada ao BPN. É O PORTUGALEX NO SEU MELHOR

07/02/2009

Carnaval Canas Senhorim 09


foto Rui Pina
Carnaval de Canas | 2006

Carnaval Total em:
http://carnavalcanas.blogspot.com

Raízes de Canas

Se aos 7 anos eu não corresse já atrás de uma bola de trapos no terreno da feira de Canas de Senhorim e fosse capaz de esquecer as minhas raízes, era menino para dizer que, antes de gostar de futebol, o que eu gosto é de jogadores. Veja-se o que seria estar uma hora e meia a olhar para um campo onde 11 fulanos de cada equipa chutassem a bola de um lado para o outro, sem um rasgo individual, sem uma centelha de génio. Não haveria emoção, nem espetáculo – seria horrível..........
Autor: ALEXANDRE PAIS
Data: Sábado, 7 Fevereiro de 2009 - 9:02
in:www.record.pt

06/02/2009

Comunicado

05/02/2009

Blog do Carnaval


    Aproxima-se mais um entrudo, por isso não deixe de visitar o nosso blog do Carnaval. Por lá pode encontrar todas as novidades alusivas ao evento bem como fotos de edições antigas. Participe enviando as suas fotos ou outro material interessante para mun.cds@gmail.com

    …é a força da malta que puxa…II

    Começamos esta segunda parte com quatro treinadores que fizeram história:
    Eurico Prates da Silva
    Evaristo Povoas
    António Pais Correia
    […] O velho PAIS CORREIA (para quem a bola tinha que ser tratada como uma menina), o respeito, o gosto pela boa farda, pois aqueles que com ele trabalharam recordam-se que se não estivessem rigorosamente equipados, com botas engraxadas, camisola dentro dos calções e meias subidas não entravam em campo (fosse quem fosse). […] @Paulo Dias

    […] Estavam a treinar e alguém diz "Passa essa merda!" E o Sr. Pais Correia interrompe de imediato o treino "Merda?! Merda???! A bola é uma menina e deve ser tratada como tal!"[…] @Farpas

    Edgar Pinheiro
    […].. e não se esqueçam do Sr Edgar.
    @Jmarques

    […]O treinador era o Edgar ( grande coach).[…]
    @fcunha
    Iniciamos aqui também a divulgação dos dados biográficos do GDR Canas de Senhorim

    1ª Equipa Campeã Distrital (2ª Divisão) 1967/68

    1951/52 …. Disputou o Campeonato Distrital da 2ª Divisão.
    1952/53 …. Campeonato Distrital da 2ª Divisão, Zona B, 1ª Fase, 2º Classificado, com 15 pontos, na 2ªfase Poule Final, 3º Classificado com 11 pontos.
    1953/54 …. Campeonato Distrital da 2ª Divisão, 4º Classificado com 9 pontos.
    1954/55 …. Campeonato Distrital da 2ª Divisão, 4º Classificado com 8 pontos.
    1955/56 …. Campeonato Distrital da 2ª Divisão, 1º Classificado com 14 pontos. Acesso á “Taça da Beira”, 1ª Eliminatória; GDR Canas de Senhorim 1 Académica 9, segunda volta; Académica 9 GDR Canas de Senhorim 1.

    1956/57 …. Inscrição no Campeonato Distrital da 2ª Divisão mas desistiu depois de a prova ter começado.
    1957/58 a 1966/67 …. Não disputou provas


    1967/68 …. Campeonato Distrital da 2ª Divisão, CAMPEÃO com 25 pontos. (foto acima)

    Campeonato Distrital de Juniores, 5º Classificado da Zona A com 10 pontos.
    1868/69 …. Torneio Início, 2º Classificado com 10 pontos. Campeonato Distrital da 1ª Divisão, 7º Classificado com 20 pontos. Campeonato Distrital de Juniores, Zona B, 2º Classificado com 22 pontos e na 2ª Fase, 4º Classificado com 5 pontos.
    1969/70 …. Campeonato Distrital da 1ª Divisão, 9º Classificado com 20 pontos. Campeonato Distrital de Juniores, 2ª Série da 1ª Fase 1º Classificado com 22 pontos, 2ª Fase, 2º Classificado com 7 pontos. Disputou o NACIONAL de Juniores.
    1970/71 …. Campeonato Distrital da 1ª Divisão, 3º Classificado com 30 pontos. Campeonato Distrital de Juniores, Zona B, 1º Classificado com 28 pontos.

    Campeão Distrital de Júniores da época 1970/71, em final, realizada em Mangualde em 21 de Fevereiro de 1971, com o Viseu e Benfica. O GDR ganhou por 1-0. (falta foto)

    Campeonato Distrital de Juvenis, 7º Classificado com 7 pontos. Disputou o NACIONAL de Juniores.
    1971/72 …. Campeonato Distrital da 1ª Divisão, 7º Classificado com 19 pontos.

    Paulo Guilherme


    Uns dos treinadores de maior sucesso nas camadas jovens num passado recente, coadjuvado por uma equipa técnica competente. Conseguiram os seguintes feitos:

    2005/06 Campeonato Distrital de Juvenis, CAMPEÃO Distrital Série Sul, 5º Classificado na Fase Final.

    2006/07 Campeonato Distrital de Juniores, Série Sul 3º lugar com os mesmo pontos do 2º Classificado um golo da Fase Final.
    2007/08 Campeonato Distrital de Juniores, CAMPEÃO Distrital Série Sul, 3º Classificado na Fase Final.



    Em exclusivo aqui transcrevo o que está escrito na bola de futebol que foi oferecida por todos os jogadores:
    David Povoas; Miguel Candal; Daniel 13; Jorge Daniel; André 8; Marcelo 10; Helder 9; Beto; Filipe Carvalhal 3; Filipe Pinheiro =); João Povoas 4; Bruno 5 Tiago Simões Cenoura; Luís Paulo; Obrigado, Francês; Daniel 13; Tiago Ferreiroz; Benga; Cezar 15; Marco 17 e Nicolas

    *+*+*+*
    Parafraseando o "bota de ouro" Fernando Gomes, antigo jogador do F.C. do Porto, diremos que “o golo é o orgasmo do futebol”.
    Embora brincando com o tema, contraponho:
    Quem é que foi o primeiro idiota a dizer que marcar um golo era como um orgasmo? Hum? E se é… porque raio é que deixam as crianças jogar futebol na rua? Todo o dia… Pois é… Ah e tal… não tenho fome… Óh filho vem lanchar! Ah não me apetece… vou jogar à bola! Jogar à bola…. Jogar à bola.
    Que grande aldrabice… essa dos golos… Eu fartei-me de jogar à bola, marquei porrada de golos, de cabeça, com o pé esquerdo, com o direito, de calcanhar… de bicicleta… até de salto de peixe! Fiz o Kamasutra dos golos e nada! Orgasmo… devia estar era dopado… o gajo.
    Mas enfim.. se querem falar em Orgasmos… É pá… Vejam então estes “orgasmos múltiplos” do “Desportivo…


    03/02/2009

    GDR [Mais Do Que Um Clube]

    Por Paulo Dias *


    no GDR não se formavam apenas jogadores de futebol…

    Adorei ver estes quatro minutos de história do DESPORTIVO, não só porque faço parte do filme, assim como estou feliz por fazer parte desta família que une todos os elementos desta terra.
    Como sabem, actualmente encontro-me outra vez ligado ao GDR, escalões de formação criados (escolas e infantis) sensivelmente há três anos.
    É com muito agrado que revejo grandes figuras da história do nosso clube:
    Durante a minha formação, toda feita no GDR, desde os iniciados aos seniores, existiram pessoas que me influenciaram e nunca mais por mim (e pela maior parte da minha geração) serão esquecidas:
    O velho PAIS CORREIA (para quem a bola tinha que ser tratada como uma menina), o respeito, o gosto pela boa farda, pois aqueles que com ele trabalharam recordam-se que se não estivessem rigorosamente equipados, com botas engraxadas, camisola dentro dos calções e meias subidas não entravam em campo (fosse quem fosse).
    O TI GASPAR que me guardava os calções mais pequenos e as melhores meias (menos rotas) para me apresentar rigorosamente fardado.
    Tinha sempre uma toalha pronta para o Paulito, não era que o desportivo não tivesse toalhas para todos, o que se passava era que as toalhas eram novas e como tal tinham uma espécie de goma que fazia delas "personas non gratas".
    O Sr. Dirceu (sr.Liceu para o Ti Gaspar) que viu em mim algum talento para a bola lançando-me para a equipa sénior apenas com 17/18 anos.
    O Presidente Fernando Ramos que depois de uma época sempre a pagar dobrada e sabendo que esta não era do meu agrado mandava confeccionar uma SOLA no Zé Pataco.
    O Presidente Sr. Fernando Rico que perdeu uma aposta comigo num célebre jogo Oliveira de Frades / Canas de Senhorim apostando que se saíssemos vitoriosos daria um cheque de 50 contos (era dinheiro) para a equipa, cheque esse que me foi dado em mão depois da nossa vitória por 2/1 (marcando eu o golo da vitória).
    O brincalhão do TIDA, sendo eu júnior e treinando com a equipa sénior, “abafou-me” o champô "timotei" passando ele a oferecer-me nos treinos seguintes do meu champô e eu nunca me apercebi do facto (coisa de caloiro).
    Todas estas brincadeiras de balneários fazem crescer quem lá passa, o espírito de equipa acentua-se, existe o tal “cheiro a balneário”.
    Colegas como o Quim, o Carvalhal, Mário Alberto, o Peras, Serafim, Fernando, Lima e outros mais, foram referências para mim, tinha apenas 17 anos quando comecei a lidar de perto com esta rapaziada, todos gostávamos do GDR com carinho. Nos jogos fora a coisa complicava-se sempre, eu como era o mais novo era defendido pelos mais velhos.
    Certo dia antes de disputarmos um embate em Carvalhais, mesmo antes de entrarmos no balneário fomos violentamente agredidos, penso que eu fui o único elemento a quem não tocaram.
    Recordo-me que a primeira vez que fui convocado para representar a equipa sénior, a convocatória estava colocada na montra da Pastelaria, saía às 5ª feiras à noite. Fomos disputar o primeiro jogo do campeonato distrital da 1ª divisão em Silgueiros, o Desportivo como habitualmente levou um autocarro de adeptos “ultras”.
    Caros amigos, muitos de vocês identificam-se com este meu depoimento. Muitos de nós por lá passámos e sabemos que no GDR não se formavam apenas jogadores de futebol, formavam-se também homens, uns aprendiam com os outros, a mística continua…

    *Comentário em "“Desportivo” é o grito que troa no ar…I"

    Não Há Outro Assim!

    Carnaval de Canas de Senhorim, Paço, Largo do Rossio,1975.
    Foto: Arquivo de Horácio Peixoto

    Carnaval

    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

    O Carnaval é um período de festas regidas pelo ano lunar no Cristianismo da Idade Média. O período do Carnaval era marcado pelo "adeus à carne" ou "carne vale" dando origem ao termo "Carnaval". Durante o período do Carnaval havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes. O Carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX. A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto e Rio de Janeiro se inspirariam no Carnaval francês para implantar suas novas festas carnavalescas.

    Atualmente o Carnaval de Salvador, Brasil está no Guinness Book como a maior festa de rua do mundo[1]. Em Portugal, existe uma grande tradição carnavalesca, nomeadamente os Carnavais da Ilha da Madeira (donde saíram os imigrantes que haveriam de levar a tradição do Carnaval para o Brasil[carece de fontes?]), Ovar, Podence, Loulé, Sesimbra, Rio Maior, Torres Vedras e Sines, destacando-se o de Torres Vedras, Carnaval de Torres, por possuir o Carnaval mais antigo[carece de fontes?] e dito o mais português de Portugal[carece de fontes?], que se mantém popular e fiel à tradição rejeitando o samba e outros estrangeirismos[carece de fontes?]. Juntamente com o Carnaval de Canas de Senhorim com perto de 400 anos e tradições únicas como os Pizões, as Paneladas, Queima do Entrudo, Despique entre outras. Nos Açores, mais propriamente na ilha Terceira, reside uma das formas mais peculiares do Carnaval em Portugal, as Danças e Bailinhos de Carnaval. Esta tradição, tida como a maior manifestação de teatro popular em Portugal, remonta ao tempo dos primeiros povoadores e reflete um estilo teatral bem ao jeito dos Autos vicentinos.

    in http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia

    02/02/2009

    “Desportivo” é o grito que troa no ar…I

    No ano em que se comemoram as Bodas de Diamante do GDR Canas de Senhorim, que carinhosamente iremos tratar como é conhecido, "Desportivo", temos o prazer de apresentar um trabalho de recolha e pesquisa elaborado ao longo de vários meses por @amef e @efeneto.

    Trata-se de um extraordinário trabalho em que a maior parte do espólio é um exclusivo do Município de Cannas de Senhorym/SportZone/CanasOline.

    Fotografias de presidentes, jogadores do passado e do presente, documentos e taças, registos áudio e vídeos, a história e deliciosas "estórias" contadas na própria pessoa.

    Aproveitamos desde já para agradecer a essas mesmas pessoas a disponibilidade que tiveram ao abrir os seus "baús" do passado. Um bem-haja a todas.

    Não temos escola jornalística, escrevemos com o coração, por isso fica já aqui o registo de pedido de desculpas por algum lapso ortográfico ou má construção de frases. Fizemos o melhor, mas acima de tudo a entrega e o amor que dedicámos a este trabalho por certo irá suplantar esses erros. Usaremos quando necessário a linguagem popular, porque é dessa força canense que vive o "Desportivo".

    Foram muitos e bons os presidentes que passaram pelo "Desportivo", uns com mais história que outros, mas todos importantes. Apresentaremos a maioria, mas para começar escolhemos este SENHOR:


    António João Pais Miranda

    Porque os GRANDES HOMENS se aplaudem de pé, clap, clap, clap....


    Das inúmeras fotografias de equipas do "Desportivo" que iremos publicar, começamos por esta, por um motivo especial, ao vê-la poderá ser que alguém com responsabilidade se lembre de salvar o velhinho Campo da Urgeiriça.


    O "Desportivo" na Urgeiriça

    Terminamos este "primeiro episódio" com uma das muitas "estórias":

    ...na altura o "Desportivo" tinha um jogador de raça negra chamado Vaz, a certa altura o filho ao ouvir o hino:

    [...quando eu vejo o azul e o preto, o vermelho no campo a correr...]

    Ó pai, o preto sei eu, é o Vaz, o azul e o vermelho? quem são??...

    [o pai é o @amef]

    Continua...

    @efeneto VS @amef

    Mais ou menos quatro minutos de história: